As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida
As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!
Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque
As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!
Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!
Flor de Maio
Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!
As Mais Belas Flores do Meu Jardim
sábado, 13 de novembro de 2010
Cozinhando a Vida – Flor de Maio
Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha.
Gosto de misturar temperos, sentir muitos cheiros, deixar o tempo passar.
Gosto de cozinhar a vida, descascando pensamentos, processando sentimentos, deixando os olhos arderem até chorar.
Gosto de colher de pau, ralador e panela de ferro, mas sinto que só cozinho de verdade quando quero.
Muitas vezes faço arroz com feijão no domingo e crio pratos complicados em plena segunda-feira, quando não tenho ninguém para me acompanhar.
Gosto de fazer o que me dá na telha, inventar misturas, sem fazer frituras e sem medo de errar.
Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha, fazer alguma coisa só minha, lembrar daquilo que tinha e sonhar.
Na cozinha viro criança, me sujo de farinha, faço lambança e quase nunca saio sem me queimar.
Às vezes passo do ponto, erro na mão e esqueço a receita básica da vida: levar tudo em fogo brando ou em banho-maria para não desandar.
Mas gosto de parecer alquimista, um pouco cozinheira e um pouco artista, sem saber aonde vou chegar.
Gosto de ir para cozinha, às vezes gosto de ser mulherzinha e ter um colo para relaxar.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Felicidade – Fernando Pessoa
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Honrar a Si Mesmo - Nathaniel Branden
"De todos os julgamentos pelos quais passamos na vida, nenhum é mais importante do que o que fazemos de nós mesmos, porque esse julgamento toca o centro de nossa existência. Nenhum aspecto significativo de nosso pensamento, motivação, sentimento ou comportamento deixa de ser afetado pela nossa auto-avaliação.
O primeiro ato de honrar a nós mesmos é a afirmação do consciente: a escolha de pensar, de estar consciente, de dirigir a luz da busca da consciência para fora, em direção ao mundo, e para dentro, em direção ao nosso próprio ser. Não fazer esse esforço é errar no nível mais profundo de nós mesmos.
Honrar a si mesmo é estar disposto a pensar independentemente, viver de acordo com nossa própria mente, e ter a coragem de assumir nossas próprias percepções e julgamentos.
Honrar a si mesmo é estar disposto a saber não somente o que pensamos, mas também o que sentimos, o que queremos, precisou, desejamos, o que nos faz sofrer, do que temos medo ou raiva e a aceitar nosso direito de viver essas emoções. O oposto dessa atitude é a negação, o repúdio, a repressão o auto-repúdio.
Honrar a si mesmo é preservar uma atitude de auto-aceitação o que significa aceitar quem somos, sem opressão ou castigo próprio, sem nenhuma pretensão sobre a verdade de nosso ser, pretensão destinada a enganar aos outros e a nós mesmos.
Honrar a si mesmo é viver autenticamente, é falar e agir a partir de nossas mais profundas emoções e convicções.
Honrar a si mesmo é recusar a aceitar culpas não merecidas, e a fazer nosso melhor para corrigir as culpas em que possamos ter incorrido.
Honrar a si mesmo é comprometermo-nos com nosso direito de existir que se origina do conhecimento de que nossa vida não pertence a mais ninguém, e de que não estamos aqui na terra para viver segundo as expectativas de outras pessoas. Para muitas pessoas, esta é uma responsabilidade assustadora.
Honrar a si mesmo é estar apaixonado pela própria vida, apaixonado pelas possibilidades de crescer e sentir alegria, apaixonado pelo processo de descobrir e explorar nossas potencialidades humanas.
Por isso podemos começar a ver que honrar a si mesmo é praticar o amor próprio no sentido mais elevado, mais nobre e menos compreendido dessa palavra. E isso, devo dizer, exige enorme independência, coragem e integridade. Precisamos amar a nós mesmos e comprometer-nos conosco. "O amor que damos e recebemos, será engrandecido pelo amor que damos a nós mesmos."
(Nathaniel Branden)
Armadilha Caseira contra Mosquito da Dengue
Matéria do Bom Dia Rio:
rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347
Armadilha caseira contra Aedes aegypit:
Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito. A invenção é do professor Maulori Cabral, da UFRJ.
Prevenir a dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não deixar pneus, embalagens e recipientes que podem acumular água jogados nos terrenos são cuidados importantes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypit. Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.
A invenção é do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ensina como fazer.
Para construir uma Mosquitoeira genérica (mosquitérica) é muito simples. O segredo é a motivação para executar as 10 etapas apresentadas a seguir:
1. Junte os seguintes materiais: uma garafa pet de 1,5 ou dois litros; uma tesoura; uma lixa de madeira nº 180; um rolo de fita isolante preta; um pedaço (7 x 7 cm) de tecido chamado micro tule, também conhecido como véu-de-noiva; quatro grãos de alpiste ou uma pelota de ração felina;
2. Tire a tampa da garrafa e, com um jeitinho especial, remova o anel do lacre. Este será usado como componente da sua mosquitérica;
3. Dobre o pedaço de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre como presilha. Esta fase exige o jeitinho especial, pois é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca. Para melhorar o visual, você pode aparar o excedente da malha que ficou aparecendo;
4. A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes. Antes de iniciar o corte, amasse a garrafa até obter uma dobra. Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;
5. Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca. Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;
6. Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica e preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica. Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo. Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da Mosquitoeira;
7. Chegou a hora de começar a montagem da mosquitérica: encher a parte do copo com água até o nível; colocar o alimento (quatro sementes de alpiste trituradas ou a pelota de ração felina) dentro d'água; posicionar a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo.
8. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;
9. Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d'água e, em poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na mosquitérica. De agora em diante, observe-a todos os dias, acrescentando água à medida que esta for evaporando. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou sementes adicionados. As larvas eclodem do ovo, no estágio 1 e crescerão passando pelos estágios 2, 3 e 4, até se transformarem em pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.
10. Você pode saber se as larvas que apareceram são da espécie Aedes aegypti. Use o foco de luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade, ou seja, se demonstrarem o fotatactismo negativo, são Aedes aegypti. Então, você pode ter certeza, tem alguém na redondeza criando esses "bichinhos", como animais de estimação (mascote).
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Elvira Amrhein – A Pintora dos Anjos
Elvira Amrhein nasceu na Alemanha em 1957 e deve ser uma criatura muito especial!
Suas pinturas são belíssimas, suaves e de uma intensidade de sentimentos magnífica. Quem gosta de arte e ama os anjos como eu, deve visitar seu site oficial e apreciar sua arte!
http://elvira.amrhein.free.fr
Anjos
A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..
Essas criaturas especiais são citadas nos livros sagrados de várias religiões, como Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Os egípcios, assim como os essênios e os babilônios, também mantinham registros sobre a aparência e as funções dos anjos.A palavra anjo vem do termo grego angelos e do latim angelu que significam "Mensageiro", os gregos também os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Em hebraico a palavra utilizada para designar anjo é Malaki, que também significa mensageiro.
Independente da fonte pesquisada, a função dos anjos é basicamente a mesma, intermediar as relações entre Deus e os homens, proteger a natureza e, no caso dos anjos da guarda, orientar e proteger os homens no seu dia-a-dia, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um.No Antigo Testamento é possível encontrar inúmeras citações sobres as intervenções dos anjos. No Novo Testamento, eles estiveram presentes nos momentos mais marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.
A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:
- Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência.
- Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
- Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música.
- Dominações, que têm o governo geral do universo.
- Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
- Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
- Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
- Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
- Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.
- Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
- Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
- Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
- Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
- He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
- Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
- Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
- Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
- Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Bem, eu particularmente amo a imagem tradicional dos anjos e prefiro vê-los com asas. Sou verdadeiramente fascinada por essas criaturas. Na minha casa tenho inúmeros anjinhos que foram adquiridos por mim e tantos outros que me foram dados por amigos que me conhecem o suficiente para saber das minhas manias.
Gosto de pensar que cada um de nós tem seu Anjo da Guarda, seu Mentor. Aquele espírito especial que nunca desiste de nós ou se cansa de tentar nos ajudar.
Acredito que seja uma tarefa extremamente difícil, já que sabem o que seria melhor para nós, mas precisam respeitar nosso ritmo de aprendizado, nossas teimosias e nosso livre arbítrio.Lembro-me de uma amiga comentando sobre a teimosia de seus filhos: "Infelizmente livre arbítrio não se "caça" e isso me dá uma agonia danada!"
Imagina só a agonia de nossos companheiros invisíveis ou será que espíritos superiores a nós não se agoniam, só esperam pacientemente que um dia encontremos nosso verdadeiro caminho?Não tenho idéia de como o meu Anjo se chama, se é alguém que já conheci em outras vidas ou alguém que resolveu ficar do meu lado só por amor. Mesmo assim, agradeço por essa "presença" discreta e peço desculpas por não percebê-la mais vezes.
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
O que para a Lagarta Parece o Fim do Mundo, para o Mundo é Apenas uma Borboleta!
Finalmente em obras!
Minha casa tem dois banheiros e um lavabo. Mas, desde que nos mudamos para cá, o banheiro social funcionou por muito pouco tempo, uns seis meses no máximo. Primeiro foi a água da pia que começou a rarear até enxugar de vez. Enquanto isso, a parede que divide o banheiro do escritório, parecia capturar toda o líquido que havia desaparecido do banheiro, transformando o arquivo de trabalho numa bucólica cachoeira. Logo depois foi a vez da descarga do vaso que,
segundo o especialista, se tratava de um caso terminal: "Ou quebra tudo e troca os cano, ou a madama arranja outro uso para o vaso". Animador, não é mesmo?
Como o dinheiro andava curto, resolvi usar a criatividade e seguir o conselho do "Tá no Preço" _ este é o apelido carinhoso que demos ao bombeiro que normalmente nos atende por conta da frase que ele mais gosta de usar. Assim, sem qualquer votação prévia, o banheiro antes sem uso passou a ter mil e uma utilidades. Automaticamente passamos a utilizar aquele espaço como depósito de tudo que não sabíamos onde guardar.
Não pensem que eu não contribuía, eu assumo: usei cada centímetro deste novo espaço.
Afinal, em uma casa pequena o metro quadrado liberado está sempre em alta.
Cheguei até a pensar que poderia dar um uso saudável ao lugar. E um dia, num total surto, instalei uma esteira de ginástica entre o vaso sanitário e o chuveiro (não riam alto, por favor!). A princípio pareceu-me perfeito, já que eu poderia me exercitar e fazer sauna ao mesmo tempo...
Pode parecer que não, mas eu sou totalmente influenciada pelo ambiente. Não gosto de bagunça, sou completamente neurótica em relação à estética e preciso me sentir "em casa", aconchegada e protegida de qualquer poluição visual quando estou em casa. Não posso afirmar que o resto da família compartilhe deste meu ponto de vista. Por isso, a fim de evitar confusões, eu mantinha sempre o banheiro com a porta fechada.
Provavelmente meu Anjo da Guarda já não devia mais agüentar minhas reclamações, meus resmungos diários em relação ao caos do meu banheiro/depósito. Eu não agüentaria isto é certo!
Assim, como a vida às vezes parece colocar um bode no meio da sala para que as mudanças aconteçam, o único banheiro da casa que ainda funcionava começou a dar problemas também. A princípio pensei que fosse enlouquecer. Afinal, quem é que entende a linguagem dos anjos?
Primeiro um vazamento alagou por completo meu armário, depois a bomba de pressurização do chuveiro começou a ligar voluntariamente no meio da noite sem que ninguém estivesse usando o chuveiro. Parecia, não, tenho certeza, era mesmo coisa de outro mundo!
Logo surgiram os tradicionais paliativos: a água fria, responsável pela enchente foi desligada e o fio da bomba foi puxado para dentro do banheiro para que pudéssemos desligá-la quando não estivesse em uso. Foi um exercício cerebral e tanto, já que tive que me condicionar a agir como canhota sempre que ia escovar os dentes ou lavar as mãos. A decoração do banheiro também se tornou muito original, pois o fio pendurado na altura exata do rolo de papel conferia um certo charme ao ambiente.
Não posso negar, jogo de cintura e criatividade são característicos da minha família...
Numa noite insone, enquanto reclamava com meu Anjo, me senti exausta e por um instante cheguei a questionar se estava ficando maluca. Afinal, como podemos chamar alguém que lista seus problemas domésticos no meio da madrugada para uma figura duvidosa como um Anjo?
Constrangida com o meu comportamento, silenciei meus pensamentos na esperança de pegar finalmente no sono.
Dizem que quando rezamos falamos com Deus e quando silenciamos somos capazes de ouvi-lo. E foi o que aconteceu. Graças a Deus não ouvi nada (juro!), mas pude perceber o presente que estava ganhando...
Na verdade, o que eu via como catástrofe era uma brecha excelente, um argumento irrefutável para que a obra do banheiro social finalmente acontecesse. Viver com um banheiro causa engarrafamento, mas é superável, agora viver sem nenhum, isso não é possível!
E foi assim que a reforma pôde ter seu início.
Foram três semanas de poeira, quebra-quebra, barulho e muitas reclamações do restante da família.
Todo mundo sabe que uma obra, mesmo que pequena, incomoda muita gente. Mas duas incomodam muito mais!
Eu não tinha percebido, mas na verdade eu já estava em obras há muito tempo e aquele banheiro só intensificou a barulheira da reforma que vinha acontecendo em mim. Aliás, pude perceber mais claramente o quanto o banheiro e eu tínhamos em comum:
- Nossos usos eram múltiplos
- Nossas funções eram difusas
- Nosso ambiente estava caótico
- Éramos depositários de tudo que ninguém parecia querer guardar
- E vivíamos de portas fechadas para que a nossa bagunça não incomodasse ninguém que por lá passasse
De uma coisa eu tive certeza: Era tempo de reformar!
Uma amiga minha costuma dizer que "o que para lagarta parece o fim do mundo, para o mundo é apenas uma borboleta!" e essa frase vinha bem a calhar. Eu estava literalmente vivendo o fim do meu mundo, não por causa da reforma do banheiro (isso foi só uma pista, dada pelo meu Anjo provavelmente), mas por conta de tudo que eu vinha acumulando ao longo da minha vida. Por causa de tudo que eu fui um dia e que não poderia mais continuar a ser mesmo que me esforçasse...
Não tenho mais vinte anos, ao contrário, estou na fase em que digo constantemente que conheço alguém ou alguma coisa há mais de vinte anos. Minha cabeça está em constante reforma, meu corpo se reconstrói a cada dia, meus projetos e minhas prioridades disputam cada centímetro quadrado dentro de mim.
Nunca tive crise dos trinta, não me senti desesperada aos quarenta, mas os cinqüenta me trouxeram uma urgência de vida com a qual ainda não aprendi a lidar. Não sei dizer o que causou isso, talvez seja a certeza de que não quero mais ser como aquele banheiro. Ter muitos usos, porque não sei quem sou ou aceitar qualquer coisa que não caiba em outro lugar, isso eu tenho certeza de que não quero mais para mim.
Estou ciente e assumo, como no caso do banheiro, que fui responsável pelo uso que fiz da minha vida, do meu espaço e sei que as brechas foram muitas, mas eu estava ocupada demais com o meu resmungo sem fim para ouvi-las gritar.
Hoje, segundo a minha filha, o tal banheiro é o cômodo mais bonito da nossa pequena casa. Está organizado, funcionando e, principalmente, está sendo o que deve ser: um banheiro!
É isso, exatamente isso que eu quero para mim. Quero reconquistar meu espaço, me permitir sonhar, determinar minhas funções, organizar minhas prioridades sem ser atropelada por aquilo que não preciso ser ou fazer.
Quero não ser apenas a filha, a esposa, a mãe e a profissional, ou tudo isso misturado.
Hoje eu tenho absoluta certeza que quero florescer em pleno outono e finalmente me descobrir simplesmente eu, mulher.
RECEITA PARA MELHORAR
Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente,
Equilíbrio nos raciocínios,
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz,
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.
Equilíbrio nos raciocínios,
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz,
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.
José Grosso
Psicografado por Chico Xavier
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Prece Irlandesa
Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!
Dia das Bruxas
O Dia das Bruxas é uma data comemorativa pagã, celebrada todo ano no dia 31 de outubro. Grande parte dos países ocidentais comemora este dia. Essa tradição chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses, em meados do século XIX e é lá que a comemoração é mais representativa.
A história do Dia das Bruxas tem mais de 2500 anos. Este ritual surgiu entre o povo celta, que acreditava que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. A fim de espantar os fantasmas, os celtas decoravam suas casas com objetos assustadores, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas, etc.
Na Idade Média, este ritual foi condenado na Europa pelo clero que o considerava pagão e "coisa de bruxa". Foi nesta época que a data passou a ser conhecida como Dia das Bruxas. Aqueles que participavam das comemorações eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. Mesmo assim, o ritual continuava. Como conseqüência, a Igreja resolveu assimilar a festa dando ao ritual características cristãs no intuito de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval. Para tanto, foram criados o Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e o Dia de Finados (2 de novembro).
Aqui no Brasil, o Dia das Bruxas surgiu recentemente, a partir da influência que a cultura americana tem sobre nós, advinda dos meios de comunicação e também dos cursos de língua inglesa _que comemoram esta data com seus alunos.
Aqui no Brasil, o Dia das Bruxas surgiu recentemente, a partir da influência que a cultura americana tem sobre nós, advinda dos meios de comunicação e também dos cursos de língua inglesa _que comemoram esta data com seus alunos.
Em 2005, numa tentativa de resgatar e valorizar o folclore brasileiro foi criado pelo governo brasileiro o Dia do Saci, comemorado também em 31 de outubro.
Por estar relacionada em sua origem à morte, a comemoração do Dia das Bruxas tem como símbolos: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Saci, Drácula e Frankenstein.
Ela acabou tornando-se uma festa onde as crianças também participam usando fantasias assustadoras e batendo de porta em porta ameaçando os moradores com travessuras caso não recebam guloseimas. A frase "doçura ou travessura?" é a dica para receberem os docinhos.
Esta parece ser uma forma lúdica de lidar com a morte, transformando um assunto que na nossa cultura é um tabú em uma brincadeira adocicada...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Tensione seus Músculos e Resista às Tentações!
Lendo a Revista Marie Claire me deparei com uma matéria no mínimo instigante:
"Tensionar os músculos ajuda a controlar impulsos de comer doces, diz estudo"
A revista cita um estudo realizado em parceria entre as universidades de Cingapura e Chicago publicado no Journal of Consumer Research, que afirma que os músculos tensionados, sejam da mão, do braço ou da perna, parecem ter um efeito positivo nas questões que envolvem o autocontrole.
O grupo de pessoas que participou da pesquisa, foi colocado em situações que desafiavam o autocontrole, tendo de suportar dor, beber um remédio de péssimo gosto e resistir a tentações alimentares. Os cientistas responsáveis pelo estudo, Iris Hung e Aparna Labroo, orientaram parte delas a tensionar os músculos frente às dificuldades. O resultado foi que, em todas as situações, aqueles que forçaram punhos ou panturrilhas tiveram maior controle sobre si mesmos do que os que não o fizeram.
A mesma prática tambem foi eficaz no momento de receber más notícias e comprovou uma relação direta entre o corpo e a mente.
“Essas ações corporais podem servir como recrutas do autocontrole e melhorar o bem-estar dos consumidores”, escreveram os pesquisadores.
No entanto, duas ressalvas foram encontradas no estudo:
- O truque só é eficaz quando realizado no momento da decisão - treinar previamente só vai deixá-la cansada.
- E a prática só funciona quando a decisão está de acordo com os valores da pessoa.
Eu sou mais forte que você!
Não nos custa tentar, não é mesmo?
Depois eu conto os resultados.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Cavaleiro de Armadura Reluzente
Um cavaleiro, numa armadura reluzente, viajava pelo campo. De repente, ele ouve uma mulher chorando, num minuto ele pega seu cavalo e corre até o castelo, onde ela se acha aprisionada por um dragão. O nobre cavaleiro saca sua espada e mata o dragão. Como resultado, é amavelmente recebido pela princesa.
Quando o portão se abre, é recebido e comemorado pela família da princesa e pelos habitantes da cidade. Ele é convidado a morar na cidade e reconhecido como um herói. Ele e a princesa se apaixonam e iniciam um relacionamento. Um mês depois, o nobre cavaleiro sai em outra viagem. Na volta para o reino, escuta sua bem-amada princesa chamando novamente por ajuda, pois um outro dragão atacava o castelo. Lá chegando, saca sua espada para matar o dragão...Porém, antes de desferir o golpe a princesa grita da torre:"Querido, não use sua espada. Use esse laço, vai funcionar melhor." Ela lhe atira o laço e o instrui como usá-lo.Ele segue suas instruções hesitantemente. Enrola o laço no pescoço do dragão e puxa-o com força, matando-o...Todos festejam. O Rei faz uma grande banquete para comemorar a coragem do mais novo herói do reino. No entanto, o cavaleiro sente que na realidade não fez nada, que de alguma forma o fato de usar o laço em vez de sua espada o faz não se sentir merecedor da admiração da cidade. Depois disso, ele fica um pouco deprimido e esquece-se de lustrar sua armadura.No mês seguinte ele sai para mais uma viagem. Quando ele está para sair com sua espada, a princesa lembra-o de ter cuidado e levar consigo o laço...Ao retornar para casa ele vê mais um dragão atacando o castelo. Naquele tempo, dragão era como formiga hoje em dia, aparecia em qualquer lugar. Ele se precipita com sua espada, mas hesita pensando que talvez devesse usar o laço. Nesse momento de hesitação o dragão sopra fogo e queima seu braço direito. Confuso ele olha para cima e vê sua princesa acenando da janela do castelo..."Use esse veneno!" ela grita "O laço não funciona!"Ela lhe atira um vidrinho de veneno. Ele derrama todo o conteúdo na boca do dragão que ele morre imediatamente.Todos comemoram, mas o cavaleiro se sente envergonhado...No mês seguinte ele faz outra viagem e, ao sair com sua espada, sua princesa lhe recomenda que tenha cuidado e leve o laço e o veneno. Ele fica irritado com a sugestão, mas leva-os por precaução.Ao longo da sua jornada, ele ouve um grito desesperado de uma mulher sendo atacada por um dragão e corre ao seu chamado. Imediatamente sua depressão é suspensa. Agora ele se sente confiante e animado. Mas, quando saca sua espada para matar o dragão, ele hesita de novo, e pensa: "Será que devo usar minha espada, o laço, ou o veneno?"
"O que a princesa diria caso aqui estivesse?"
Por um momento ele fica confuso, mas subitamente lembra-se de como se sentia confiante antes de conhecer a princesa e volta aos dias nos quais só carregava uma espada... E, com uma explosão de confiança renovada, joga fora o laço e o veneno e ataca o dragão como sempre fez: apenas com sua espada.
O dragão é morto e os habitantes da cidade festejam seu novo herói que, orgulhoso, exibe sua espada.
Depois disso, o cavaleiro de armadura reluzente nunca mais voltou para sua princesa. Ele decidiu permanecer na nova vila e acabou se casando, mas só após ter certeza de que sua nova parceira não entendia nada de laços e venenos.
Dentro de cada homem há um cavaleiro de armadura reluzente. É preciso que nós princesas entendamos o quanto a admiração, a confiança e o respeito pela maneira de ser e de agir dos nossos cavaleiros, são armas valiosas contra o Dragão do Tempo...
Prece – Fernando Pessoa
Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és Tu e a lua és Tu e o vento és Tu!
Tu és os nossos corpos, as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está Tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o Teu corpo.
Dá-me alma para Te servir e para te amar.
Dá-me olhos para te ver sempre no céu e na terra,
Ouvidos para te ouvir no vento e no mar,
E mãos para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos
E servir-Te como a um pai.
Que minha vida seja digna da Tua presença.
Que meu corpo seja digno da terra, Tua cama.
Que minha alma possa aparecer diante de Ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu Te possa adorar em mim;
E torna-me puro como a lua, para que eu possa orar o Teu nome em mim;
E torna-me claro como o dia para que eu Te possa ver sempre em mim
E rezar-Te e adorar-Te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta Teu.
Senhor, livra-me de mim.
Fernando Pessoa em "O Eu Profundo"
Ditado Quaker
"Diante de ventos fortes, que eu seja a grama.Diante de paredes fortes, que eu seja a ventania."Ditado Quaker(grupo religioso de tradição protestante)
Ditado Quaker(grupo religioso de tradição protestante)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
MEDITAÇÃO PESSOAL
O Dr. Masaro Emoto, cientista e pesquisador japonês, realizou uma pesquisa onde observou as modificações das moléculas de água quando expostas a palavras ou sons. No livro "A Mensagem da Água", o Dr. Emoto reuniu suas surpreendentes descobertas. O livro é repleto de fotografias lindíssimas que documentam as mudanças moleculares ocorridas na água diante de determinadas palavras e músicas.
Molécula de água reagindo ao som das Pastorais de Bach
Molécula de água reagindo a gravação da voz de Adolf Hittler
Como nosso corpo é constituído de 70% de água, nosso pensamento, nossas palavras e os sons que nos cercam vibram continuamente sobre as águas que constituem nosso corpo físico. E, tal qual aconteceu com as moléculas de água estudadas pelo Dr. Emoto, as palavras, pensamentos e sons harmoniosos vibram positivamente equilibrando-nos. Já os pensamentos e as palavras de teor agressivo ou negativo, assim como as melodias muito agitadas, desequilibram nosso organismo.
Vamos começar?
A Técnica da Meditação Pessoal utiliza como mantra _ palavra que se repete para fixar a atenção_ o próprio nome de quem a pratica, associando cada letra a uma qualidade especial. Por exemplo:
FERNANDA
Força
Êxtase
Riqueza
Natureza
Amorosa
Natureza
Divina
Amor
Êxtase
Riqueza
Natureza
Amorosa
Natureza
Divina
Amor
FERNANDA
Vamos começar?
Fique em postura de meditação (lótus ou outra sentada que lhe seja adequada e que mantenha a coluna ereta e os pés bem plantados no chão), mantenha-se imóvel e relaxado.
- Seu foco inicial deve ser a respiração.
- Observe o ar que entra pelas suas narinas e o ar que sai.
- Diga mentalmente, entrando (ou dentro) quando inspirar e saindo (ou fora) quando expirar
- Mantenha a boca fechada e respire naturalmente pelo nariz.
- Só observe a respiração, não a force
- Quando sentir que já está razoavelmente relaxado e concentrado, pode começar a se concentrar no seu próprio nome
- Diga primeiramente seu nome próprio, no caso do exemplo, Fernanda
- Agora, associando cada letra do seu nome a uma qualidade, repita mentalmente cada uma delas
- A cada repetição, procure sentir a vibração desta qualidade em você
- Sinta-se a própria qualidade
- Sinta que as águas que formam o seu organismo entram em sintonia com cada qualidade
- Sinta que cada molécula de seu corpo é a representação de cada uma dessas qualidades
- Ao completar as letras do seu nome, repita o próprio nome completo (no exemplo, Fernanda) vibrando-o dentro do estado de consciência alcançado pela repetição, visualização e sentimento, alcançados até esse estágio
- Fique um pouco em silencio, sinta o prazer de estar em paz!
- Mantenha um copo d'água ou garrafa junto de você durante a meditação e beba esta água durante o dia.
domingo, 24 de outubro de 2010
Lanche de Domingo - Mini Bolo de Xícara
Para o Lanche de domingo nada melhor do que uma receita prática e diferente. Meu marido viu esta receita na televisão e adorou!
Os homens são bem práticos, não é mesmo?
O tempo de preparo é muito pequeno (5 minutos) e rende uma porção individual.
Mini Bolo de Xícara
Ingredientes
3 colheres de sopa de farinha de trigo (bem cheias)
2 colheres de sopa de achocolatado em pó
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de fermento em pó
6 colheres de sopa de leite
1 colher de sopa de óleo
Modo de Preparo
Em uma xícara de 250 mL coloque todos os ingredientes secos emisture com uma colher para homogenizar. Então, coloque o leite emisture bem. Em seguida, adicione o óleo e miture novamente atéhomogenizar. Leve ao microndas em potência média por 1 minuto 50 segundos.
OBS: A xícara deve ser de no mínimo 250 mL para que o mini bolo não transborde.
Pablo Neruda
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda
Não Te Amo Mais...Será?
Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais..
Amar é coisa complicada...Quantas vezes confundimos amor com paixão? E com tesão? Quantas vezes?
Vejo a paixão como um sentimento totalmente narcísico, pois que na verdade o que interessa mesmo é o que sentimos. Caetano definiu muito bem a paixão quando disse:
"Eu te amo, mas você não tem nada a ver com isso..."
Paixão é intensidade, turbilhão, movimento, mobilização e, muitas vezes, solidão.
Como em um videogame, a paixão é a fase I, preparatória, quando você ainda tem "muitas vidas" para arriscar no caminho. Todos os "seus poderes" estão intactos, mas os monstros ainda não foram vencidos e o objetivo principal não foi alcançado.
Na paixão, os olhos são cerrados, o sentimento torna-se introvertido, mas o coração pulsa do lado de fora do peito. Aqui o alvo, ao contrário do amor, não é externo, já que o que nos mobiliza e encanta é o que sentimos. Como é preciso criar intimidade com o jogo, aprender os "macetes", dominar o joystick, o foco está no próprio jogador e não no jogo. E é exatamente isso que nos permite continuar. Acho que se assim não fosse, jamais passaríamos para fase seguinte, o amor.
Hoje, recordando a infância de minha filha, volto ao seu período de férias quando jogávamos "Mario Bros.", um videogame de sucesso na época. Eu amava aqueles momentos, ficava tão agitada com as partidas, que adormecia pensando nas possíveis soluções para "mudar de fase". Tudo para salvar a Princesa. Minha filha se divertia com meus pulos nos momentos de maior tensão do jogo e ria da minha total falta de intimidade com os controles do game. Nunca conseguimos finalizar o jogo, embora tivéssemos chegado muito perto.
A paixão é assim. Seu coração bate rápido, você acha que vai perder sua "última vida" a qualquer momento, dorme pensando no objeto de tanta aflição e sonha com as soluções mais desejadas.A paixão também tem muitas fases e, mesmo que cause o maior frisson ultrapassá-las, você pode nunca chegar a finalizar a partida.
E quando a Princesa é salva e o videogame é "zerado", o que acontece?
Bem, aí é apenas o começo de um jogo muito maior...
Por que será que nunca ninguém se preocupou em contar o que acontece depois que "eles se casam e são felizes para sempre"?
Por que no amor, o outro tem tudo a ver com isso...
O amor é relação, precisa de dois jogadores para que aconteça a partida (já perceberam que não existe uma expressão semelhante a "se apaixonar" que seja referente ao ato de amar?).
Costumo dizer que, para amar verdadeiramente, precisamos nos apaixonar (no sentido de sermos cegos) pelos defeitos do outro. Tambem é fundamental que sejamos obstinados e disciplinados para que, a cada amanhecer, ao olhar para quem está ao nosso lado relembremos o que nos levou a amá-lo. É como se, ao acordar precisássemos aprender a sonhar com os olhos bem abertos...
Como é difícil exterminar o Monstro da Rotina...
Muitos jogadores desistem, outros prosseguem apenas por hábito. Alguns experimentam os videogames da moda, sem descartar aquele já conhecido, surrado...
Poucos seguem tentando, perseguindo o vilão antigo com a meta de salvar a Princesa do Amor Verdadeiro. Para estes a batalha é diária e quase sempre confusa.
A paixão, assim como o tesão, se enquadra muito mais na dualidade que estamos acostumados do que o amor. Quase nunca temos dúvidas quanto as nossas paixões _ ou nos apaixonamos ou não. A paixão é taquicárdica e por isso é impossível não percebê-la.
Já quando amamos, que confusão...
O amor é de outro mundo. Não pertence à dualidade sim/não, é muito mais complexo que isso. Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer:
"Não sei se ainda amo Fulano."
O amor é arrítmico, não acontece em linha reta, daí as nossas freqüentes dúvidas quanto a sua intensidade. O texto de Clarice Lispector "Não Te Amo Mais" mostra isso muito bem. Quando o lemos da maneira convencional, de cima para baixo, só vemos a dor. Mas, saindo da dualidade e buscando além, lendo o texto de baixo para cima (experimente), que surpresa!
Só conseguiremos vencer esse videogame, quando tivermos a coragem de ir além das aparências, sem medo de gastar nossa "última vida" para encontrar o que move a nossa relação.
Boa partida!
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