As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida



As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!

Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque

As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!

Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!

Flor de Maio


Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!

As Mais Belas Flores do Meu Jardim

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prece Irlandesa




Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!



 
 

Halloween

Dia das Bruxas




O Dia das Bruxas é uma data comemorativa pagã, celebrada todo ano no dia 31 de outubro. Grande parte dos países ocidentais comemora este dia. Essa tradição chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses, em meados do século XIX e é lá que a comemoração é mais representativa.

A história do Dia das Bruxas tem mais de 2500 anos. Este ritual surgiu entre o povo celta, que acreditava que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. A fim de espantar os fantasmas, os celtas  decoravam suas casas com objetos assustadores, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas, etc.

Na Idade Média, este ritual foi condenado na Europa pelo clero que o considerava pagão e "coisa de bruxa". Foi nesta época que a data passou a ser conhecida como Dia das Bruxas. Aqueles que participavam das comemorações eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. Mesmo assim, o ritual continuava. Como conseqüência, a Igreja resolveu assimilar a festa dando ao ritual características cristãs no intuito de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval. Para tanto, foram criados o Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e o Dia de Finados (2 de novembro).


Aqui no Brasil, o Dia das Bruxas surgiu recentemente, a partir da influência que a cultura americana tem sobre nós, advinda dos meios de comunicação e também dos cursos de língua inglesa _que comemoram esta data com seus alunos.

Em 2005, numa tentativa de resgatar e valorizar o folclore brasileiro foi criado pelo governo brasileiro o Dia do Saci, comemorado também em 31 de outubro.

Por estar relacionada em sua origem à morte, a comemoração do Dia das Bruxas tem como símbolos: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Saci, Drácula e Frankenstein.

Ela acabou tornando-se uma festa onde as crianças também participam usando fantasias assustadoras e batendo de porta em porta ameaçando os moradores com travessuras caso não recebam guloseimas. A frase "doçura ou travessura?" é a dica para receberem os docinhos.

Esta parece ser uma forma lúdica de lidar com a morte, transformando um assunto que na nossa cultura é um tabú em uma brincadeira adocicada...










Doçura ou travessura?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tensione seus Músculos e Resista às Tentações!

 

Editora Globo

Lendo a Revista Marie Claire me deparei com uma matéria no mínimo instigante:

"Tensionar os músculos ajuda a controlar impulsos de comer doces, diz estudo"

A revista cita um estudo realizado em parceria entre as universidades de Cingapura e Chicago publicado no Journal of Consumer Research, que afirma que os músculos tensionados, sejam da mão, do braço ou da perna, parecem ter um efeito positivo nas questões que envolvem o autocontrole.

O grupo de pessoas que participou da pesquisa, foi colocado em situações que desafiavam o autocontrole, tendo de suportar dor, beber um remédio de péssimo gosto e resistir a tentações alimentares. Os cientistas responsáveis pelo estudo,  Iris Hung e Aparna Labroo, orientaram parte delas a tensionar os músculos frente às dificuldades. O resultado foi que, em todas as situações, aqueles que forçaram punhos ou panturrilhas tiveram maior controle sobre si mesmos do que os que não o fizeram.

A mesma prática tambem foi eficaz no momento de receber más notícias e comprovou uma relação direta entre o corpo e a mente.
“Essas ações corporais podem servir como recrutas do autocontrole e melhorar o bem-estar dos consumidores”, escreveram os pesquisadores.

No entanto, duas ressalvas foram encontradas no estudo:
  1. O truque só é eficaz quando realizado no momento da decisão - treinar previamente só vai deixá-la cansada.
  2. E a prática só funciona quando a decisão está de acordo com os valores da pessoa.
Agora, quando eu estiver louca por um brigadeiro, antes de ceder a tentação, vou respirar fundo, apertar os pulsos e dizer convicta:
Eu sou mais forte que você!
Não nos custa tentar, não é mesmo?
Depois eu conto os resultados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Cavaleiro de Armadura Reluzente




 

Um cavaleiro, numa armadura reluzente, viajava pelo campo. De repente, ele ouve uma mulher chorando, num minuto ele pega seu cavalo e corre até o castelo, onde ela se acha aprisionada por um dragão. O nobre cavaleiro saca sua espada e mata o dragão. Como resultado, é amavelmente recebido pela princesa.
Quando o portão se abre, é recebido e comemorado pela família da princesa e pelos habitantes da cidade. Ele é convidado a morar na cidade e reconhecido como um herói. Ele e a princesa se apaixonam e iniciam um relacionamento. Um mês depois, o nobre cavaleiro sai em outra viagem. Na volta para o reino, escuta sua bem-amada princesa chamando novamente por ajuda, pois um outro dragão atacava o castelo. Lá chegando, saca sua espada para matar o dragão...Porém, antes de desferir o golpe a princesa grita da torre:"Querido, não use sua espada. Use esse laço, vai funcionar melhor." Ela lhe atira o laço e o instrui como usá-lo.Ele segue suas instruções hesitantemente. Enrola o laço no pescoço do dragão e puxa-o com força, matando-o...Todos festejam. O Rei faz uma grande banquete para comemorar a coragem do mais novo herói do reino. No entanto, o cavaleiro sente que na realidade não fez nada, que de alguma forma o fato de usar o laço em vez de sua espada o faz não se sentir merecedor da admiração da cidade. Depois disso, ele fica um pouco deprimido e esquece-se de lustrar sua armadura.No mês seguinte ele sai para mais uma viagem. Quando ele está para sair com sua espada, a princesa lembra-o de ter cuidado e levar consigo o laço...Ao retornar para casa ele vê mais um dragão atacando o castelo. Naquele tempo, dragão era como formiga hoje em dia, aparecia em qualquer lugar. Ele se precipita com sua espada, mas hesita pensando que talvez devesse usar o laço. Nesse momento de hesitação o dragão sopra fogo e queima seu braço direito. Confuso ele olha para cima e vê sua princesa acenando da janela do castelo..."Use esse veneno!" ela grita "O laço não funciona!"Ela lhe atira um vidrinho de veneno. Ele derrama todo o conteúdo na boca do dragão que ele morre imediatamente.Todos comemoram, mas o cavaleiro se sente envergonhado...No mês seguinte ele faz outra viagem e, ao sair com sua espada, sua princesa lhe recomenda que tenha cuidado e leve o laço e o veneno. Ele fica irritado com a sugestão, mas leva-os por precaução.Ao longo da sua jornada, ele ouve um grito desesperado de uma mulher sendo atacada por um dragão e corre ao seu chamado. Imediatamente sua depressão é suspensa. Agora ele se sente confiante e animado. Mas, quando saca sua espada para matar o dragão, ele hesita de novo, e pensa: "Será que devo usar minha espada, o laço, ou o veneno?"
"O que a princesa diria caso aqui estivesse?"
Por um momento ele fica confuso, mas subitamente lembra-se de como se sentia confiante antes de conhecer a princesa e volta aos dias nos quais só carregava uma espada... E, com uma explosão de confiança renovada, joga fora o laço e o veneno e ataca o dragão como sempre fez: apenas com sua espada.
O dragão é morto e os habitantes da cidade festejam seu novo herói que, orgulhoso, exibe sua espada.
Depois disso, o cavaleiro de armadura reluzente nunca mais voltou para sua princesa. Ele decidiu permanecer na nova vila e acabou se casando, mas só após ter certeza de que sua nova parceira não entendia nada de laços e venenos.

 
Dentro de cada homem há um cavaleiro de armadura reluzente. É preciso que nós princesas entendamos o quanto a admiração, a confiança e o respeito pela maneira de ser e de agir dos nossos cavaleiros, são armas valiosas contra o Dragão do Tempo...

Prece – Fernando Pessoa




Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és Tu e a lua és Tu e o vento és Tu!
Tu és os nossos corpos, as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está Tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o Teu corpo.

Dá-me alma para Te servir e para te amar.

Dá-me olhos para te ver sempre no céu e na terra,
Ouvidos para te ouvir no vento e no mar,
E mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu.

Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos
E servir-Te como a um pai.

Que minha vida seja digna da Tua presença.

Que meu corpo seja digno da terra, Tua cama.
Que minha alma possa aparecer diante de Ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu Te possa adorar em mim;
E torna-me puro como a lua, para que eu possa orar o Teu nome em mim;
E torna-me claro como o dia para que eu Te possa ver sempre em mim
E rezar-Te e adorar-Te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta Teu.

Senhor, livra-me de mim.


Fernando Pessoa em "O Eu Profundo"

Ditado Quaker



 

"Diante de ventos fortes, que eu seja a grama.

Diante de paredes fortes, que eu seja a ventania."

Ditado Quaker

(grupo religioso de tradição protestante)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MEDITAÇÃO PESSOAL




O Dr. Masaro Emoto, cientista e pesquisador japonês, realizou uma pesquisa onde observou as modificações das moléculas de água quando expostas a palavras ou sons. No livro "A Mensagem da Água", o Dr. Emoto reuniu suas surpreendentes descobertas. O livro é repleto de fotografias lindíssimas que documentam as mudanças moleculares ocorridas na água diante de determinadas palavras e músicas.

 |Molécula de água reagindo a palavra OBRIGADO
 Molécula de água reagindo ao som das Pastorais de Bach
Molécula de água reagindo a gravação da voz de Adolf Hittler










Como nosso corpo é constituído de 70% de água, nosso pensamento, nossas palavras e os sons que nos cercam vibram continuamente sobre as águas que constituem nosso corpo físico. E, tal qual aconteceu com as moléculas de água estudadas pelo Dr. Emoto, as palavras, pensamentos e sons harmoniosos vibram positivamente equilibrando-nos. Já os pensamentos e as palavras de teor agressivo ou negativo, assim como as melodias muito agitadas, desequilibram nosso organismo.
A Técnica da Meditação Pessoal utiliza como mantra _ palavra que se repete para fixar a atenção_ o próprio nome de quem a pratica, associando cada letra a uma qualidade especial. Por exemplo:
FERNANDA
Força
Êxtase
Riqueza
Natureza
Amorosa
Natureza
Divina
Amor
FERNANDA

Vamos começar?
Fique em postura de meditação (lótus ou outra sentada que lhe seja adequada e que mantenha a coluna ereta e os pés bem plantados no chão), mantenha-se imóvel e relaxado.
  • Seu foco inicial deve ser a respiração.
  • Observe o ar que entra pelas suas narinas e o ar que sai.
  • Diga mentalmente, entrando (ou dentro) quando inspirar e saindo (ou fora) quando expirar
  • Mantenha a boca fechada e respire naturalmente pelo nariz.
  • Só observe a respiração, não a force
  • Quando sentir que já está razoavelmente relaxado e concentrado, pode começar a se concentrar no seu próprio nome
  • Diga primeiramente seu nome próprio, no caso do exemplo, Fernanda
  • Agora, associando cada letra do seu nome a uma qualidade, repita mentalmente cada uma delas
  • A cada repetição, procure sentir a vibração desta qualidade em você
  • Sinta-se a própria qualidade
  • Sinta que as águas que formam o seu organismo entram em sintonia com cada qualidade
  • Sinta que cada molécula de seu corpo é a representação de cada uma dessas qualidades
  • Ao completar as letras do seu nome, repita o próprio nome completo (no exemplo, Fernanda) vibrando-o dentro do estado de consciência alcançado pela repetição, visualização e sentimento, alcançados até esse estágio
  • Fique um pouco em silencio, sinta o prazer de estar em paz!
  • Mantenha um copo d'água ou garrafa junto de você durante a meditação e beba esta água durante o dia.
Namaste!



 

domingo, 24 de outubro de 2010

Lanche de Domingo - Mini Bolo de Xícara





Para o Lanche de domingo nada melhor do que uma receita prática e diferente. Meu marido viu esta receita na televisão e adorou!
Os homens são bem práticos, não é mesmo?
O tempo de preparo é muito pequeno (5 minutos) e rende uma porção individual.

Mini Bolo de Xícara

Ingredientes
3 colheres de sopa de farinha de trigo (bem cheias)
2 colheres de sopa de achocolatado em pó
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de café de fermento em pó
6 colheres de sopa de leite
1 colher de sopa de óleo

Modo de Preparo
Em uma xícara de 250 mL coloque todos os ingredientes secos emisture com uma colher para homogenizar. Então, coloque o leite emisture bem. Em seguida, adicione o óleo e miture novamente atéhomogenizar. Leve ao microndas em potência média por 1 minuto 50 segundos.

OBS: A xícara deve ser de no mínimo 250 mL para que o mini bolo não transborde.

Pablo Neruda






Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.


Pablo Neruda

Não Te Amo Mais...Será?




        Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais..






Amar é coisa complicada...Quantas vezes confundimos amor com paixão? E com tesão? Quantas vezes?

Vejo a paixão como um sentimento totalmente narcísico, pois que na verdade o que interessa mesmo é o que sentimos. Caetano definiu muito bem a paixão quando disse:

"Eu te amo, mas você não tem nada a ver com isso..."

Paixão é intensidade, turbilhão, movimento, mobilização e, muitas vezes, solidão.

Como em um videogame, a paixão é a fase I, preparatória, quando você ainda tem "muitas vidas" para arriscar no caminho. Todos os "seus poderes" estão intactos, mas os monstros ainda não foram vencidos e o objetivo principal não foi alcançado.

Na paixão, os olhos são cerrados, o sentimento torna-se introvertido, mas o coração pulsa do lado de fora do peito. Aqui o alvo, ao contrário do amor, não é externo, já que o que nos mobiliza e encanta é o que sentimos. Como é preciso criar intimidade com o jogo, aprender os "macetes", dominar o joystick, o foco está no próprio jogador e não no jogo. E é exatamente isso que nos permite continuar. Acho que se assim não fosse, jamais passaríamos para fase seguinte, o amor.

Hoje, recordando a infância de minha filha, volto ao seu período de férias quando jogávamos "Mario Bros.", um videogame de sucesso na época. Eu amava aqueles momentos, ficava tão agitada com as partidas, que adormecia pensando nas possíveis soluções para "mudar de fase". Tudo para salvar a Princesa. Minha filha se divertia com meus pulos nos momentos de maior tensão do jogo e ria da minha total falta de intimidade com os controles do game. Nunca conseguimos finalizar o jogo, embora tivéssemos chegado muito perto.

A paixão é assim. Seu coração bate rápido, você acha que vai perder sua "última vida" a qualquer momento, dorme pensando no objeto de tanta aflição e sonha com as soluções mais desejadas.A paixão também tem muitas fases e, mesmo que cause o maior frisson ultrapassá-las, você pode nunca chegar a finalizar a partida.


E quando a Princesa é salva e o videogame é "zerado", o que acontece?

Bem, aí é apenas o começo de um jogo muito maior...

Por que será que nunca ninguém se preocupou em contar o que acontece depois que "eles se casam e são felizes para sempre"?

Por que no amor, o outro tem tudo a ver com isso...

O amor é relação, precisa de dois jogadores para que aconteça a partida (já perceberam que não existe uma expressão semelhante a "se apaixonar" que seja referente ao ato de amar?).

Costumo dizer que, para amar verdadeiramente, precisamos nos apaixonar (no sentido de sermos cegos) pelos defeitos do outro. Tambem é fundamental que sejamos obstinados e disciplinados para que, a cada amanhecer, ao olhar para quem está ao nosso lado relembremos o que nos levou a amá-lo. É como se, ao acordar precisássemos aprender a sonhar com os olhos bem abertos...

Como é difícil exterminar o Monstro da Rotina...

Muitos jogadores desistem, outros prosseguem apenas por hábito. Alguns experimentam os videogames da moda, sem descartar aquele já conhecido, surrado...

Poucos seguem tentando, perseguindo o vilão antigo com a meta de salvar a Princesa do Amor Verdadeiro. Para estes a batalha é diária e quase sempre confusa.

A paixão, assim como o tesão, se enquadra muito mais na dualidade que estamos acostumados do que o amor. Quase nunca temos dúvidas quanto as nossas paixões _ ou nos apaixonamos ou não. A paixão é taquicárdica e por isso é impossível não percebê-la.

Já quando amamos, que confusão...

O amor é de outro mundo. Não pertence à dualidade sim/não, é muito mais complexo que isso. Quantas vezes já não ouvimos alguém dizer:

"Não sei se ainda amo Fulano."

O amor é arrítmico, não acontece em linha reta, daí as nossas freqüentes dúvidas quanto a sua intensidade. O texto de Clarice Lispector "Não Te Amo Mais" mostra isso muito bem. Quando o lemos da maneira convencional, de cima para baixo, só vemos a dor. Mas, saindo da dualidade e buscando além, lendo o texto de baixo para cima (experimente), que surpresa!

Só conseguiremos vencer esse videogame, quando tivermos a coragem de ir além das aparências, sem medo de gastar nossa "última vida" para encontrar o que move a nossa relação.

Boa partida!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Herman Hesse




"Quando nos detemos na contemplação de certas formas irracionais, estranhas , raras, da natureza, gera-se em nós um sentimento de harmonia entre nosso íntimo e a vontade que fez surgirem tais seres. É que a mesma e indivisível divindade opera em nós e na natureza. E se o mundo exterior acaso desaparecesse, qualquer um de nós seria capaz de recriá-lo, pois a montanha e o rio, a árvore e a folha, a raiz e a flor, toda forma que habita o mundo está pré-formada em nós, procede da alma, cuja existência é eterna, cuja essência desconhecemos, e que, entretanto, se dá a nós sobretudo como força de amar e como poder de criar força e poder ansiosos de plenitude."
Hermann Hesse

Musica Tema do Filme "Nosso Lar" Dana Winner - Conquest of Paradise // Conquista do Paraíso

O Filme "Nosso Lar" é baseado na obra de mesmo nome, psicografada por Chico Xavier, pelo espírito de André Luiz. Esta foi a primeira obra espírita que li.

A letra e música maravilhosas!!!

Para Rosário, Maria José, Zé Octávio, Celinha, Carlos Deleo, Abílio, Paulo Sérgio, Tio Rodolfo, Tio Paulo, Tio Paulinho, Cabralzinho, Tio Waldyr, Dona Dora, Julita, Julio e papai. Minhas borboletas queridas que agora voam em jardins muito especiais, mas que de vez em quando, etérias, passam discretas por aqui...

E para aquelas que ainda enfeitam meus dias e alegram meus canteiros com a sua presença constante na minha vida. 

Amo todos voces!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Eu Profundo e os Outros Eus



"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive".

Fernando Pessoa, in "O Eu profundo e os outros Eus" -

Amanhã Fico Triste...



"Amanhã fico triste … amanhã !
Hoje não … Hoje fico alegre !
E todos os dias,
Por mais amargos que sejam,
Eu digo:
Amanhã fico triste, hoje não … "
(Poema encontrado na parede em um dos dormitórios de crianças
judias do campo de extermínio nazista de Auschwitz)





Resiliência, "heróis da resistência", paciência.
"Por sobre a vivência", supervivência, experiência...
Sentir, olhar, pesar, viver, perder.
Luto, lutar, transmutar...
A vida é como um grande armário que devemos estar sempre a organizar. Limpar as gavetas da alma, retirar os "modelitos" surrados, ultrapassados.
Limpar, organizar, separar, doar, desapegar..
A arte milenar chinesa, Feng Shui, que nunca consigo acertar na pronúncia, nos diz que é preciso desapegar do velho ou desnecessário, para que o novo e primordial preencham os espaços que surgem.
Desapegar não é deixar de amar, mas saber que não é preciso possuir, para lembrar; ter, para manter em nossos corações.
Viver é um misto de lutar, enlutar, para poder renascer e começar tudo de novo, de preferência de uma forma nova.
Mas será que aquela estória de que "da vida nada se leva" vem daí?
De concreto, material, pode até ser. Como Miguel Fallabela sempre diz: "Caixão não tem gaveta e você não é Faraó egípcio, é? Então."
Uma vez, assistindo um documentário sobre o Caminho de Santiago de Compostela, uma cena em especial me chamou muita atenção. O repórter estava entrevistando os peregrinos no início da jornada. Sua intenção, além de mostrar que tipo de público encontramos nesta situação, era desvendar o que cada um trazia em sua bagagem. Ele aproximou-se de uma mulher de uns trinta anos, brasileira, classe média, e pediu que ela mostrasse para as câmeras o que estaria carregando durante o Caminho. Para surpresa do repórter, entre os itens principais estavam: um estojo portátil de maquiagem, rímel, um secador de cabelos portátil também, um kit de escovas e pentes, roupinhas "muito básicas", entre outros apetrechos "fundamentais" a caminhada. No total, seus pertences estavam acomodados em duas malas, com rodinhas, além de uma frasqueira.
No meio da jornada, novo encontro com os peregrinos e nova verificação da bagagem física e emocional de cada um deles. A moça, se comparada com o início da matéria, estava "um trapo". Descabelada, já que até ali não tinha encontrado qualquer tomada onde pudesse conectar e usufruir de seu secador turbo. Devido ao peso, ela muitas vezes se distanciava do grupo. Assim, lá pelas tantas, decidiu jogar cargas ao mato se desvencilhando de parte do excesso que carregava. Mesmo assim, dizia, ainda tinha esperanças de encontrar respostas para suas angústias, afirmando diante das câmeras não abandonar sua meta. O grupo pernoitou em um albergue muito simples e seguiu a pé. O repórter, tomou sua condução e foi esperá-los no ponto de chegada.
Todos conseguiram e a tal moça estava lá. Mais uma entrevista:
_Encontrou suas respostas? _ perguntou o repórter.
E a moça respondeu:
_Sim. Sinto-me muito mais leve... não sei se porque me desfiz do excesso de peso que carregava ou se por ter descoberto que aquilo que passei uma vida inteira achando fundamental para a minha felicidade, na verdade é totalmente dispensável.
Provavelmente deve ter sido muito doloroso para ela se desapegar de objetos tão íntimos, assim como de comportamentos já tão automáticos. Quando não agimos assim por bom senso a vida nos corrige, nos cria bolhas nos pés, dores nas costas, para que sejamos capazes de reagir, agir, soltar...
Lutos são situações como esta. Onde nos armamos até os dentes para resistir à mudança e ignorar que a vida é movimento que necessitamos acompanhar. Enlutamos quando perdemos aquele emprego que odiávamos, quando perdemos um amor, quando os filhos deixam de precisar de nós, quando nos divorciamos do sofrimento de um casamento sem sentido, quando perdemos nossas formas corporais conhecidas, quando envelhecemos, quando vemos amigos queridos partirem...
Nos últimos tempos vi muitos queridos virarem borboletas e voarem para jardins distantes. Acredito que as borboletas devam ser muito mais felizes e livres do que as lagartas, mas sinto falta delas no meu jardim.
Amanhã fico triste, hoje não.
Hoje preciso estar mais atenta, olhar com olhos de ver...
Preciso cuidar do meu jardim para que as borboletas que ainda estão por aqui tenham a minha companhia e eu a delas.
Amanhã fico triste, hoje não.

Flor de Maio







 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pai Nosso em Aramaico Transliterado




Na Igreja do Pai Nosso, no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, na Palestina, há versões da oração "Pai Nosso", ensinada por Jesus Cristo, em centenas de idiomas falados pelo mundo, inclusive o português. Entre elas, há uma tradução livre do aramaico para o português, que está gravada em uma pedra mármore branca e é belíssima. Vejam:

ABVUM D'BASHMAÍA
"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som,
Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós,
entre nós e fora de nós
para que possamos torná-la útil.

NETCÁDASH SHIMÓCH
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.


TETÊ MALCUTÁCH UNA
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
para que caminhemos como Reis e Rainhas
com todas as outras criaturas.

NEHUÊ TCEVIANÁCH AICANA D'BASHIMÁIA AF B'ARHA
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,
em toda a Luz, assim como em todas as formas,
em toda existência individual,
assim como em todas as comunidades.

HÔVLAN LÁCMA D'SUNCANÁN IAOMÁNA
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

UASHBOCAN HÁUBEIN UAHTEHÍN AICÁNA DÁF
QUINAN SHBUOCÁN L'HAIABÉIN
Não permita que a superficialidade
e a aparência das coisas do mundo nos iludam,
E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

UÊLA TAHLAN L'NESIÚNA. ÊLA PATSSAN MIN BÍXA
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
a Canção que se renova de tempos em tempos
e que a tudo embeleza.


METÚL DILÁHIE MALCUTÁ UAHÁILA UATESHBÚCTA LÁHLÁM.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações. 

ALMÍN
Amém

Muita Paz!





 

domingo, 17 de outubro de 2010

Maria do Rosário do Nascimento e Silva



Maria do Rosário, nome de flor, nome de fé.

Maria, a Sublime, Rosário, grinalda de 200 rosas em flor.

Te conheci muito pouco, muito pouco mesmo...

Mesmo assim, conversando em Secretário na varanda da casa da Regina ou lendo seus belos textos no Blog da Rosário, pude perceber seu perfume e apreciar a beleza de uma rosa-mulher que tinha descoberto muitas formas de desabrochar.

Voce que fez do meu blog o numero 1: 1 seguidor, voce!

Voce, que sempre esteve presente nas conversas das primas irmãs e das primas postiças também.

Voce que foi embora tão cedo e não me deu tempo de te conhecer melhor, bem melhor...

Voce vai fazer falta, muita falta para todos que te amavam pessoalmente e virtualmente também.

Mas não se preocupe não, o Zé, a Celinha e muitos outros queridos já estão preparando uma festa para te receber.

Duzentas mil rosas em flor para você, querida!

Beijos carinhosos,






sábado, 16 de outubro de 2010

Dia Mundial do Pão - O alimento mais antigo e mais popular da humanidade





Em novembro de 2000, em Nova York, a UIB - International Union of Bakers and Bakers-Confectioners - instituiu, oficialmente, o dia 16 de outubro como o Dia Internacional do Pão. A iniciativa tem como objetivo valorizar o produto mais popular nas mesas de todo o mundo, lembrando de sua importância na composição da alimentação diária.
O pão é um dos mais antigos alimentos do mundo. Sua história pão tem sua raiz nos primórdios tempos, quando o homem era nômade, caçador e pastor. Como os cereais levam tempo para crescer, serem colhidos e preparados para consumo, os nômades sentiram a necessidade de fixarem moradia. O resultado deu certo, pois o grão facilitou a sua vida nas tribos. O conforto de ter os grãos dos cereais selvagens à mão trazia-lhes tranqüilidade e a certeza de que teriam o que comer. A vida tornou-se mais segura, já que evitaram as constantes perdas humanas, o perigo sempre presente, a incerteza no dia a dia. Consequentemente a expectativa de vida tornou-se mais longínqua e de melhor qualidade. A antropologia nos revela que até os mais velhos, os doentes, as mulheres, ganharam muito com isso, pois não foram vistos como empecilhos nos seus trânsitos. Surgia então, um novo estilo de vida.
Na Capadócia / Turquia, encontramos as primeiras habitações do homem sedentário deste período. Nesta região, existe um pão muito famoso chamado de "Pão à moda da Capadócia", cuja receita substitui a água pelo leite, ao fazer a massa.
Não conheço a receita de Pão da Capadócia, mas ofereço a vocês uma receita de Pão Integral muito fácil de fazer e que já é famosa aqui em casa.

PÃO INTEGRAL    

1 xícara de farinha integral
½ xícara de farinha de soja
½ xícara de gérmen de trigo
1 tablete de fermento biológico
1 colher de sopa de mel ou açúcar mascavo
canela a gosto
1 colher de sopa de manteiga
1 xícara de água morna
1 pitada de sal

Modo de Fazer:
Misture o fermento (previamente diluído em água morna) com o sal, a manteiga, o açúcar, ou o mel e a canela, misturando até dissolver tudo. Aos poucos vá colocandoas farinhas e o gérmen de trigo, amassando com suavidade até conseguir que a massa fique macia e desgrude totalmente das mãos. Cubra-a com um pano úmido e leve ao forno previamente aquecido e desligado, deixando-a descançar por 40 minutos para que cresça. Coloque-a em assadeira para pão untada e leve-a ao forno pré-aquecido, assando por 20minutos, em média. Pode-se acrescentar à massa passas previamente hidratadas, nozes picadas, amêndoas, etc.

A Lenda da Flor-de-Maio


Recebi de uma querida amiga e passo para vocês a Lenda da Flor-de-Maio:



Há muitos, muitos anos, as terras de Maia
ainda eram densas de florestas e de campos verdejantes.
Os seus habitantes tiravam o seu sustento e a sua riqueza dos campos que cultivavam.

Num belo dia do mês de Maio nasceu uma menina, de olhos muito azuis e cabelos cor de fogo.
Seus pais, humildes e modestos camponeses, felizes com o evento,
não se cansavam de contemplar aquele ser tão ágil e tão pequenino que lhes sorria....
um sorriso grande que iluminava tudo!

Desde o seu nascimento que aquela casa estava diferente, com um perfume estranho
e uma música celestial que não se sabia de onde vinha...

Cedo se aperceberam que qualquer coisa de anormal se passava com a pequenina:
quando esta sorria, tudo em seu redor também sorria, uma música de encantar fazia-se ouvir,
o perfume da primavera e uma sensação de paz e felicidade rodeava tudo e todos.
Cada vez mais assustados com este fenomeno, os pais foram pedir conselho ao prior da aldeia.
Este nada de anormal achou naquela criança, antes pelo contrário,
foi Deus que quis que esta menina trouxesse consigo
a música e o perfume das flores do mês de Maio.

Quando a batizaram, lhe deram o nome de Maia, não só em homenagem ao mês de Maio,
mês em que nascera, mas também ao mês das cores e dos perfumes do campo.

Durante doze longos anos Maia foi crescendo,
desenvolvendo-se em sabedoria e beleza, tomando-se numa linda mulher.

Seus pais cultivaram durante todos esses anos o medo da reação dos vizinhos
se descobrissem o dom da filha e fecharam-na em casa como que numa redoma,
sem poder brincar com as crianças da sua idade, sem crescer com elas, sem amigos,
sem contatos com outras pessoas que não fossem os seus pais.

Maia não compreendia tal atitude, pois apesar do que lhe dizia seus pais,
não se achava diferente das outras crianças.

Um dia o padre voltou a casa, para ver o que se passava.
E este foi descobrir Maia, linda como as flores, rodeada de plantas e animais
que foram os seus amigos e companheiros de brincadeiras durante todos estes anos.

Sorrindo, levantou-se e beijou a mão do santo homem...
e aqueles olhos azuis e o som da sua voz quente e cristalina transformaram um céu triste
num belo dia de primavera, luminoso, onde o perfume dos campos floridos
rodeava tudo à sua volta e uma cálida sensação de paz e felicidade invadiu
o corpo do padre já vergado pelo peso dos anos.

Encantado com tal prodígio, mas zangado com a atitude dos pais, o padre levou-a para a igreja
e lá, no final da Missa, apresentou-a a toda a aldeia que a acolheu.
Sorrindo, Maia agradeceu o cuidado demonstrado por todos.

Nesta altura um perfume das flores de Maio irrompeu pela igreja!
Uma música suave, terna e repousante extasiou os corações de todos os presentes!

E foi assim que a fama do seu sorriso e a candura sua voz
se espalharam rapidamente pelas aldeias vizinhas!

Com o decorrer do tempo as romarias às Terras de Maia
começaram a ser cada vez em maior número, só para verem com os seus próprios olhos
aquela menina dos cabelos de fogo e de belos olhos azuis que,
quando sorria ou falava ...tudo se modificava em seu redor...

Diz a lenda...que ainda hoje - diz-se entre os mais velhos -
que nas Terras de Maia, muitos anos depois da menina já ter morrido,
e durante o mês de Maio, se mantém o velho costume de pelos campos...
sairem a procura das flores do mês de Maio.

Os Alimentos são Bilhetes Amorosos de Deus



"Os alimentos são bilhetes amorosos de Deus. Suas letras são escritas pelos raios do sol. Diz: "Eu te amo e cuidarei de ti e te sustentarei com as dádivas da minha terra." Se nos dermos tempo para ler a carta de amor, mastigando com cuidado e sentindo as mensagens armazenadas nos alimentos pelo sol, pela terra, pelo vento, pela água e até por aqueles que os cultivaram, colheram e prepararam a refeição, sua assimilação assume um significado todo novo. Esse é um modo específico de receber a graça de Deus, um sacramento sagrado a ser vivido devagar, com atenção e de maneira consciente."
Gabriel Cousins MD

Para o Rabbi Itzchak Luria, conhecido como "o Ari" e um dos mais importantes cabalistas do século XV, os alimentos são "centelhas elevatórias", representantes da energia divina que caíram no mundo físico durante sua criação. Para a cabala, essas centelhas divinas existem em toda criação, mas encontram-se escondidas em invólucros _ Klipot_, pois ainda não estamos preparados para vê-las. Para evoluirmos, é preciso que aprendamos a identificá-las, elevá-las e libertá-las destes Klipots.O Ari utilizou o conceito de Klipot para classificar as frutas e verduras em quatro categorias relacionando-as quanto a sua capacidade de doação _ conceito primordial da cabala. São elas:
  1. Totalmente Entregues:
    Morango, amora, figo, cenoura, verduras, brócolis, raízes vermelhas, uvas sem semente. Elas oferecem suas dádivas sem reservas. Não têm pele, casca, caroço ou sementes que impeçam sua doação. Doam-se de maneira incondicional.
  2. Mal defendidas:
    Tâmaras, ameixas, azeitonas, maçãs, pêssegos, peras, uvas com semente. Essas não possuem invólucro, mas protegem-se interiormente com seus caroços. Esses alimentos representam a doação restritiva que muitas vezes é primordial, porque nem sempre podemos dar sem pensar nas conseqüências para quem recebe.
  3. Defendidas:
    Noz, coco, abacaxi, legumes. Esses alimentos possuem uma forte couraça externa que lhes permite dispensar o caroço como proteção do seu âmago. Por dentro do exterior superprotegido há um interior totalmente aberto a doação, basta estar disposto a ter trabalho de descascá-las.
  4. Muito Bem Defendidos:
    Laranja, grapefruit, abacate. Esse contém proteção externa e interna, sendo muito densos e ricos em nutrientes, podendo ser acrescentados à dieta em pequena quantidade, pois seu excesso pode causar problemas.
    Fonte: "O Poder de Cura da Cabala", Raphael Kellmen
Quanto li sobre a classificação do Ari, fiquei pensando que também encontramos na natureza humana os Klipots. Se observarmos bem, encontraremos pessoas:
  1. Totalmente Entregues, que se doam incondicionalmente e, muitas vezes, sem pensar nas conseqüências que essa doação poderá ter para quem a recebe. O comportamento Co-Dependente pode ser um exemplo aqui. Doar incondicionalmente, pelo simples prazer de doar, não é como pode parecer à primeira vista um ato de amor. Também não pode ser considerado sinônimo de Amor Incondicional. Quanto nos doamos é preciso que seja com responsabilidade, pensando nas conseqüências para quem receberá nossa doação SEMPRE! Doar sem pensar definitivamente não é ajudar, é "tomar conta", porque nos consideramos superiores a quem recebe.
  2. Mal defendidas, são aquelas pessoas que se doam, mas retém sempre um pouco para a própria nutrição. Não são egoístas, mas cuidadosas. Sabem que se doarem-se livremente e sem restrições esgotarão sua energia rapidamente e não poderão mais espalhar as dádivas do amor verdadeiro por não terem sido capazes de amarem-se. "Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo", este não é o principal mandamento cristão?

  3. Defendidas, são aquelas pessoas de aparência forte e sólida, muitas são apelidadas de "cascas grossas". Por trás de sua couraça protetora escondem um interior verdadeiramente amoroso, que só se permitem mostrar para aqueles que são sábios, pacientes e insistentes o suficiente para penetrá-las com delicadeza.

  4. Muito Bem Defendidas. São aquelas pessoas que, por terem vivido os extremos, ora doando-se incondicionalmente sem defesas, ora isolando-se extremamente, construíram ao longo de suas existências couraças sofisticadas. Sabem que precisam equilibrar a misericórdia (Sefirá da coluna direita, Chesed) com o juízo rígido (Sefirá da coluna esquerda, Gevurá), são comedidas e muitas vezes introvertidas. Buscam o equilíbrio a fim de evitar o sofrimento e um dia hão de encontrá-lo
    .
Na maioria das vezes julgamos uma pessoa por aquilo que somos capazes de ver e não por sua verdadeira essência, sua centelha divina. Como diz Kellmen em seu maravilhoso livro, nosso objetivo maior é reconhecer essas centelhas, por mais ocultas que estejam!

 

 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cabala e Saúde




Uma paciente emprestou-me semana passada o livro "O Poder de Cura da Cabala - Matrix Healing", do médico Raphael Kellman. Sempre tive atração por textos sagrados, gosto muito das metáforas que neles encontro e considero-os extremamente terapêuticos. Sou eclética, já li o "Livro Tibetano do Viver e do Morrer", o Bhagavad Gita, o Novo Testamento e o "Livro dos Espíritos" de Alan Kardec, mas esse seria o meu primeiro contato com a Cabala.
De uma maneira bastante simplificada, pode-se dizer que a cabala (receber em hebraico) é um conjunto de ensinamentos orais, textos e práticas que foram transmitidas por mestres iluminados, há mais ou menos 2.200 anos. Seu texto contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico através de uma simbologia complexa e, por muito tempo, foi mantido em segredo e proibido para mulheres.
Segundo a mitologia hebraica, a cabala foi dada por Deus a Moisés, ou pelo anjo Raziel a Adão, sendo depois transmitida oralmente de geração em geração. A cabala é um sistema metafísico através do qual o iniciado (ou buscador) conhecerá Deus _ "Ein Sof", que pode ser traduzido como "o infinito" _ e o universo. Sua finalidade é aproximar-nos do divino, colocando em prática a sabedoria sagrada através do estudo diário de técnicas de meditação, observação de nós mesmos e da nossa relação com o todo.
Raphael Kellman é médico, especialista em clínica geral, formado pela Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova York, com pós graduação no Beth Israel Hospital, criou uma terapia que denominou "Matrix Healing", baseada nos princípios cabalistas.
A cabala nos explica que não temos apenas o universo material que vemos, onde há dor, sofrimento, doença e morte. Existem outros universos invisíveis para nós, mas que possuem um grande poder de cura. Podemos optar por ter acesso a eles, inclusive ao universo no qual já estamos curados, felizes e perfeitamente realizados. Podemos eleger o universo onde somos perfeitamente unidos uns com os outros e com a força amorosa, que é "a fonte suprema da criação".
Kellman acredita que a saúde pode ser conquistada através da Árvore da Vida, "o universo paralelo onde já estamos perfeitamente saudáveis, repletos da luz do Criador. Essa é a terapia matrix, uma mistura de atividades físicas e espirituais, com base no software descrito no Zohar (acredita-se ser o texto original da cabala judaica) e em outros textos cabalísticos. Compreender a matrix é extrair conhecimentos tanto da sabedoria espiritual da cabala quanto da ciência vanguardista, da medicina do corpo e da mente e das últimas descobertas em anatomia, bioquímica e neurologia", diz ele.
Para encontrarmos o caminho para a saúde, é necessário que aprendamos a ver o nosso corpo em termos espirituais e físicos, explorando o poder de cura dos alimentos e da água, substituindo respostas reativas por proativas em todos os momentos do dia, vendo cada momento como uma oportunidade espiritual, utilizando a prece e a meditação como terapias complementares.
A cabala nos ensina que saiu de si, se desdobrou para criar o universo. Dentro de cada ser humano Deus colocou um mapa do universo, a Árvore da Vida e criou as dez sefirot ou inteligências que nos auxiliam a entendê-lo. As sefirot representam os aspectos de Deus existentes dentro de nós e seu equilíbrio _ assim como acontece com os Chackas_ indicam nosso estado de saúde física, mental e espiritual.

 As sefirot no corpo humano:



  • Keter – A coroa, localizada no alto da cabeça. É o local onde a luz divina se filtra para dentro da nossa dimensão espiritual. É ao mesmo tempo, luz e receptáculo. "Se imaginarmos as Sefirot como a Árvore da Vida, com suas raízes no paraíso e seus ramos brotando por todo o nosso corpo, veremos Keter como lugar onde a árvore entra na terra, transmitindo a energia das raízes para uma planta saudável, em crescimento."
  • Chochmá – envolve o lado direito do cérebro e significa sabedoria. Representa a inspiração divina penetrando na nossa percepção. Dá acesso a novas idéias, novas maneiras de ver universo, novas visões de nós mesmos e dos outros. Hoje já se sabe que o hemisfério direito do cérebro é responsável pelo entendimento intuitivo e o conhecimento holístico.
  • Biná – envolve o lado esquerdo do cérebro. Significa entendimento. Ajuda-nos a traduzir essas idéias em forma, estrutura e palavras. Possui a mesma função do hemisfério esquerdo do cérebro, descrita pela neurociência.
  • Chesed – está localizada no ombro direito, expressa o profundo desejo de dar, de contribuir, de fazer algo de útil.
  • Gevurá – está localizada no ombro esquerdo. Corresponde ao bom juízo e à nossa disciplina. Nosso impulso de sermos generosos. O bom equilíbrio entre Chesed e Gevurá nos faz distinguir entre o dar indiscriminado e o doar com responsabilidade e amor, entre o "tomar conta" de alguém e o ajudar alguém.
  • Tiferet – significa o esplendor e a verdade. Integra o dar e o receber de nova maneira: receber para dar. Está associada à cor verde, às árvores e plantas. O autor faz uma descrição muito interessante da maneira pela qual as plantas se doam que pode ser relacionada com o comportamento humano.
  • Netzach – está localizada no quadril direito e significa vitória e resistência. Representa o desejo de seguir em frente.
  • Hod – está localizada no quadril esquerdo. Representa a majestade. É a energia calma, silenciosa, que permite aos outros de aproximar de nós.
  • Yesod – é a sefirot da coluna central, localizada acima da virilha. Significa alicerce de toda a vida na terra em razão do poder regenerativo do órgão sexual masculino.
  • Malchut – expressa o lado feminino. É a mãe inferior que ajuda a manifestar as outras sefirot. Está localizada na sola dos pés, representando o ponto de ligação entre os seres humanos e a terra. Significa levar as nossas intenções ao mundo. Outras tradições a associam à boca.
Aqui só está um resumo mínimo e muito superficial das idéias de Kellman. De forma geral e um pouco mais espiritual, sua Terapia da Matrix se aproxima muito da Física Quântica e da Psicossomática Contemporânea. Os exercícios de Meditação são muito bons e nos fazem pensar com cuidado sobre o nosso lugar no mundo. É um livro para se ler muitas vezes, pois imagino que a cada leitura um novo aspecto dessa sabedoria milenar seja capturado. Boa leitura!
Fonte: Livro "O Poder de Cura da Cabala" de Raphael Kellman

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cabeça ou Cauda?


    


Certa vez, uma serpente rastejava contorcendo-se toda, quando a cauda de repente voltou-se contra a cabeça e disse, furiosa: "Olha aqui, estou cansada de sempre seguir-te para onde quer que inventes de ir! Já é tempo de eu assumir a liderança!"

"Tu és tola, és estúpida" – silvou a cabeça – "pois não apenas te meterias em todo tipo de trapalhada, como também me arrastarias contigo!"

Mas a cauda teimava tanto em sua insensatez e a discussão ficou tão feroz, que a cabeça acabou cedendo só para ter sossego, mas declarou: "Depois não diga que não avisei!"

A cauda então pulou para a frente, feliz, decidida a aproveitar ao máximo sua recém-conquistada liberdade e liderança.

Antes que pudesse pensar, caiu numa poça d'água, e se não saltasse para fora a tempo, estariam completamente perdidas. Pouco depois, entrou numa fogueira, arrastando a cabeça atrás de si. Ficaram tão queimadas que mal escaparam com vida.

Mesmo após esta afortunada salvação, a cauda ainda não aprendera a lição, e insistiu em continuar com aquela liderança tola! Embora a cabeça já estivesse cansada e enjoada daquilo, tinha dado a sua palavra, e, aborrecida, continuou a seguir a tola guia. Mal teve tempo de perceber o que estava acontecendo, quando a cauda se enfiou num enorme espinheiro; ela e a cabeça começaram a se virar, torcer e retorcer para livrar-se, mas ficaram cada vez mais emaranhadas.
Por mais que tentasse, estavam tão presas nos espinhos que não conseguiram se soltar, e acabaram perecendo – tudo por causa da teimosia e estupidez da cauda, insistindo em guiar a cabeça!

Narrado pelos Mestres Chassídicos – Compilado por Yanki Tauber


De quem foi a culpa? Tudo bem que a cauda insistiu em continuar liderando, mas porque a cabeça não a impediu?
Quantas vezes nos deixamos guiar por nossas caudas? Quantas vezes, nossos corpos sofrem por estarmos temporariamente acéfalas?
Ponham a cabeça no lugar meninas!
Beijos



A Reinvenção dos Cinqüenta - Lições de Vida para Mulheres na Segunda Adolescência de Suzanne Braun Levine




Este livro fantástico e sensível traz relatos pessoais, entrevistas e dicas práticas sobre como lidar com as mudanças internas e externas  que todas nós teremos que enfrentar mais cedo ou mais tarde a partir dos cinqüenta anos.

A palavra 'adolescência' tem dupla origem etimológica:


  • Do Latim "ad" ('para') + "olescere" ('crescer'); portanto 'adolescência' significaria, strictu sensu, 'crescer para' ou ´indivíduo apto a crescer´.
  • Adolescência também deriva de adolescer, origem da palavra adoecer. Adolescente do latim adolescere,significa adoecer,enfermar.
Mas o que a adolescência tem a ver com os cinqüenta anos? O que nós, adultos na meia idade, temos em comum com a rebeldia da juventude?
Tudo.

Na "Primeira Adolescência" o crescimento do corpo é tão rápido que o cérebro tem dificuldade em acompanhá-lo "em tempo real". É por isso que vemos jovens desengonçados, sem intimidade com seus próprios corpos, que vivem se esbarrando por onde passam. A mudança de voz, o aparecimento dos pêlos, seios, a vergonha, o medo, o desejo e a ansiedade por desfrutar o mundo de um outro ponto de vista. O humor é instável. Ora felizes e elétricos, ora melancólicos e enclausurados em seu próprio mundo. Choram muitas vezes sem saber a razão, embora o riso seja solto quando estão em grupo. Vestem-se com o "uniforme da moda", a fim de parecer com os seus pares e, ao mesmo tempo, desaparecer na multidão. São rebeldes, desafiadores, precisam soltar-se dos grilhões da infância e, por isso, atacam o conhecido, a fim de tornarem-se páginas em branco onde será escrito o futuro promissor.

Gostam e desgostam do que vêem no espelho, mas acabarão se acostumando...O jovem adolesce para se tornar apto a crescer.

E o que somos nós?Adolescentes de segunda mão eu diria. Nossos corpos mudam tão rápido que mal nos reconhecemos no espelho. Também nos tornamos desengonçadas, desastradas. A pele perde o viço e a elasticidade, os cabelos e as unhas tornam-se cada vez mais enfraquecidos, as curvas do corpo que torneavam a nossa feminilidade mudam de lugar, seios crescem, a noção corporal desaparece. Medo, insegurança, vergonha, juntam-se a calores e lágrimas sem sentido.

Por achar que ainda somos o que éramos, custamos a perceber que nossos limites físicos e emocionais estão mudando. Também ficamos rebeldes, desafiadoras conosco e com o mundo, pois não conhecemos outra maneira de nos libertar de imagens ultrapassadas de nós mesmas e de prisões antigas, companheiras de toda uma vida. Definitivamente odiamos o que vemos no espelho e muitas de nós tentam desesperadamente consertar seu reflexo, repuxar a imagem ou imobilizar as marcas do tempo. Em "A Sabedoria da Menopausa", a médica Christiane Northup nos diz que a menopausa põe a nossa vida sob o microscópio:

"Não é segredo que as crises de relacionamento são um dos efeitos colaterais mais freqüentes da menopausa. Geralmente, isso é atribuído aos efeitos alucinantes das mudanças hormonais que têm lugar no corpo da mulher nesta época de transição. O que raramente se reconhece ou se compreende é que embora essas mudanças provocadas pelos hormônios afetem o cérebro, também fazem com que a mulher perceba mais facilmente a desigualdade e a injustiça, dando-lhe ainda uma voz para falar desses problemas. Em outras palavras, dão-lhe uma espécie de sabedoria, bem como coragem de verbalizá-la. Quando começa a se erguer o véu que obscurece a visão, criado pelos hormônios da reprodução, o corpo e o espírito joviais da mulher costumam se reacender, juntamente com desejos e impulsos criativos há muito sublimados. A meia-idade reativa com energia vulcânica esses impulsos, que exigem um canal de saída."

Na "Segunda Adolescência", adoecemos _ adolescere_ para nos tornarmos aptas a continuar e mais sábias para escolher como desejamos viver. Jamais seremos páginas em branco, disso sabemos. Mas é imprescindível providenciar novas páginas onde será escrito o epílogo de nossa história.