As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida



As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!

Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque

As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!

Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!

Flor de Maio


Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!

As Mais Belas Flores do Meu Jardim

sábado, 30 de abril de 2011

Ouvir Estrelas - Olavo Bilac

 
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizes, quando não estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Olavo Bilac

MÊS DE MAIO -ALMIR SATER




Mês de Maio
Composição : Almir Sater e Paulo Simões

Azul do céu brilhou
E o mês de maio, enfim chegou
Olhos vão se abrir, pra tanta cor
É mês de maio, a vida tem seu esplendor
A luz do sol entrou
Pela janela e convidou
Pra tarde tão bela, e sem calor
É mês de maio, saio e vou ver o sol se pôr
Horizonte, de aquarela, que ninguém jamais pintou
E um enxame, de estrelas, diz que o dia terminou

Noite nem se firmou
E a lua cheia, já clareou
Sombras podem vir, façam favor
É mês de maio, é tempo de ser sonhador

Quem não se enamorou
No mês de maio, bem que tentou
E quem não tiver, ainda amor
Dos solitários, o mês de maio é o protetor

Boa terra, velha esfera, que nos leva aonde for
Pro futuro, quem nos dera, que te dessem mais valor

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Origem do Nome dos Meses


 Deusa Maia

Estamos prestes a iniciar o mês de MAIO. Mês da Deusa Maia, do aniversário da minha chara Flor-de-Maio (blog Brisa da Primavera), da Ariel (blog Atlantis-Ariel) e meu também (11 de maio). Assim, resolvi buscar a origem dos nomes dos meses para que todos aqueles que visitam esse jardim também possam se sentir homenageados. Espero que gostem!
Beijos e Feliz Aniversário para todos deste mês!


Janeiro – Deus Jano

Entre os deuses romanos, Jano era o deus do princípio e do fim das coisas, e todo romano religioso que desejasse iniciar favoravelmente qualquer negócio implorava a sua proteção. Jano era também o guardião do céu, e os romanos o consideravam como protetor dos átrios e das portas de suas casas. O templo de Jano, no Fórum de Roma, tinha doze portas, número correspondente ao dos meses do calendário juliano, e estava situado na extremidade mais alta do Fórum. Seu templo permanecia aberto em tempos de guerra e com as portas cerradas em períodos de paz. A maneira que eles encontraram para simbolizar suas qualidades e seus poderes foi extremamente curiosa: como lhe era atribuída a faculdade de ver, ao mesmo tempo, o futuro e o passado, suas estátuas nos templos romanos o apresentavam com duas caras, uma voltada para a frente, e a outra, para as costas, olhando, assim, em direções opostas. A palavra Janeiro vem do latim Januarius, que, por sua vez, é derivada de janua, ou seja, porta, porque o primeiro mês do ano é uma espécie de porta aberta para o seu transcurso.

Fevereiro - Deusa Fébrua

Uma das divindades femininas cultuadas pelos romanos era Fébrua, a deusa das purificações, que era, na realidade, um sobrenome da deusa Juno, ou seja, a Hera dos gregos. Os romanos realizavam cerimônias de purificação em honra dessa deusa, cerimônias que tinham o nome de festas februales. Da palavra latina Februarius, deriva o nosso Fevereiro, nome dado ao segundo mês do ano, que é o mais curto de todos, pois tem 28 dias nos anos comuns e 29 dias nos anos bissextos. Esse dia suplementar é acrescido a fevereiro porque, constando o ano de aproximadamente 365 dias e 6 horas, ao fim de quatro anos, essas seis horas formam um dia, que é acrescido, então, a fevereiro, por ser o mês mais curto. No entanto, a falta de exatidão desses cálculos tornou necessária a correção do calendário, chamada gregoriana, porque foi realizada por decreto do Papa Gregório XIII. Foram então suprimidos alguns anos bissextos e restabelecida, no seu verdadeiro lugar, a época do equinócio do outono (equinócio da primavera, no Hemisfério Norte).

Março – Deus Marte

O terceiro personagem que desfila no mitológico cortejo do calendário surge altivo sobre um carro dourado puxado por dois cavalos chamados Terror e Fuga. Seu aspecto é de um guerreiro temível: na mão direita, empunha uma poderosa lança e, no braço esquerdo, sustenta um escudo; ergue com altivez a cabeça, e os relâmpagos refletem-se em seu capacete. Trata-se de Marte, o terrível e temido deus da guerra. Os romanos consideravam-no um deus todo-poderoso e, devido a sua grande força e coragem, rogavam-lhe para que chovesse nos campos de lavoura e o consultavam em seus assuntos particulares, sacrificando, em sua honra, cavalos ou ovelhas. Os soldados, quando partiam para a guerra, costumavam levar gaiolas com frangos consagrados a Marte e, antes de entrarem em combate, davam grãos de trigo a essas aves sagradas e observavam atentamente se elas comiam ou rejeitavam o alimento. Assim, por meio de tais práticas, julgavam descobrir se tinham o deus Marte a favor dos romanos, propiciando-lhes a vitória, ou, em caso de rejeição dos grãos, se teriam o deus adverso, com perspectivas de um combate difícil e de resultado problemático. Os romanos viam, também, nos trovões e nos relâmpagos, manifestações do poder do deus Marte, que deu seu nome ao terceiro mês do ano.

Abril - Deusa Vênus

A quarta figura mitológica do calendário é a de Aprilis, ou seja, aquele que abre. Embora as estações do ano não sejam as mesmas, conforme os hemisférios Norte e Sul, abril era, para os romanos, o mês em que a natureza se abria na primavera, apresentando os campos e jardins com verdejante aspecto. Era o despertar da vida, que permanecera em letargia e enregelada durante os frios meses do inverno. Esse mês era consagrado à deusa da beleza, Vênus, que tinha entre os gregos o nome de Afrodite.

Maio – Deusa Maia

Maia (do grego dórico Μαία), na mitologia grega era uma das sete irmãs que, fugindo do gigante Órion, se transformaram no aglomerado de estrela das Plêiades, que hoje fazem parte da constelação de Touro. Era uma ninfa. Com Zeus teve Hermes, o belo mensageiro dos Deuses. Maia e Hermes temiam a fúria de Hera, por ciúmes de Zeus. Porém, em vez de serem odiados, os dois conseguiram a simpatia de Hera. À Maia era consagrado o dia 15 de maio.
Na tradição romana, Maia personificava o despertar da natureza na primavera e que viria a se transformar na mentora de Mercúrio. Ela é deusa da fecundidade, e da projeção da energia vital. Maia era a ninfa que personificava os lugares frios. Maia também é filha de Atlas e Plêione.
Na mitologia romana, Maia era identificada como Maia Maiestas (também chamada de Fauna, Bona Dea (a "Boa Deusa") e Ops), uma deusa, que pode ser equivalente à uma velha deusa da Primavera dos primeiros povos itálicos. O mês de maio foi nomeado em sua honra; o primeiro e o décimo quinto dias de maio eram sagrados para ela. No primeiro de maio, o flamen de Vulcano sacrificava-se uma porca grávida, um sacrifício adequado também para uma deusa da terra como a Bona Dea: a porca podia ser substituída por uma em forma de bolacha.

Junho – Deusa Juno e Deus Junius

Dois personagens disputam a paternidade do nome desse mês. Um deles é a deusa Juno — a Hera dos gregos —, e o outro, um altivo romano chamado Junius. Há divergência de opiniões sobre o nome desse mês, que alguns acreditam consagrado a Junius, e outros — a maioria — afirmam ser dedicado a Juno, divindade adotada pelos romanos do Olimpo grego. Essa grande divindade feminina era a rainha do Olimpo e esposa de Júpiter, e seu trono do esposo. Todos os outros deuses lhe rendiam homenagem quando iam ao divino palácio onde ela habitava. Sua cólera era terrível, e, quando se agitava no trono, ela fazia tremer o Olimpo inteiro. Tinha poderes superiores, em virtude dos quais exercia domínio sobre os fenômenos celestes, podendo produzir os trovões, desencadear os ventos e controlar os astros. Em suas horas de calma e lazer, Juno gostava de passear pelos bosques sagrados em um lindo carro romano que era puxado por esplêndidos pavões reais.

Julho – Julio César

Júlio César, soldado e estadista, foi um dos homens mais notáveis da Antiguidade. Pertencia a uma ilustre família patrícia e, aos dezessete anos de idade, foi nomeado sacerdote de Júpiter. Sua juventude foi turbulenta, mas, apesar disso, gostava tanto das letras e da eloqüência que partiu para a Ilha de Rodes para receber lições de um célebre retórico grego e, quando voltou a Roma, soube valer-se do maravilhoso dom da oratória para conquistar o apoio do povo. Tempos mais tarde, foi nomeado pontífice máximo, apesar dos seus hábitos libertinos e de suas idéias inclinadas ao ateísmo. Corajoso e lúcido general, ele derrotou os helvécios (suíços) e percorreu triunfalmente as Gálias (França). Conquistou também para Roma a Bélgica, invadiu a Germânia (Alemanha) e a Britânia (Inglaterra), conseguindo dominar em parte esta ilha. Depois dessas vitoriosas campanhas militares, mais de três milhões de homens pertencentes a outros povos reconheceram a autoridade de Roma, e o brilho de tais vitórias tornou Júlio César imortal. Esse homem extraordinário foi também um político genial. Percebeu, como ninguém, os males que afligiam a República romana e empreendeu a gigantesca tarefa de saná-los. Para isso, iniciou toda uma série de reformas, desde a mudança da estrutura política do Estado até a modernização da língua latina. Júlio César pode ser considerado, com justiça, como o organizador do Império Romano, que nasceria logo depois da sua morte. Foi, ainda, notável escritor, e a ele se deve a reforma do calendário romano, que passou a ser chamado, em sua honra, Calendário Juliano. Julho, que é o sétimo mês do ano civil, era o quinto mês do primitivo calendário romano e tinha o nome de Quintilis. Foi em honra a Júlio César, que nasceu no dia 12 desse mês, que o nome Quintilis foi mudado para Julius, de onde vem a palavra portuguesa julho.

Agosto - Otávio Augustus

Augusto, sobrinho, filho adotivo e herdeiro de Júlio César foi inicialmente conhecido pelo nome de Otávio e governou Roma dividindo o poder com Marco Antônio e Lépido. Acabou como único detentor do poder, foi proclamado imperador, e seu reinado foi o período, se não o mais glorioso, pelo menos o mais brilhante da história romana, pois deixou marcas na literatura de todos os povos. As letras, a poesia e a oratória floresceram em grandes obras, que são a mais alta expressão do espírito latino e que muito contribuíram para a glória daquele período, destacado na História como o Século de Augusto. Viveram naquela época Horácio, Virgílio, Tito Lívio, Salústio, Ovídio e muitos outros romanos de grande talento, todos eles estimulados e protegidos por Mecenas e por Augusto. Ocorreu, nessa mesma época, o florescimento da arquitetura romana. Otávio recebeu com os diversos poderes civis e religiosos o título de Augustus, e foi desse nome que derivou a palavra portuguesa agosto

Setembro

O primitivo ano romano constava de dez meses, quatro deles com 31 dias e os seis restantes com 30 dias, perfazendo um total de 304 dias. O primeiro desses meses era Martius — março — e, por conseguinte, setembro era o sétimo mês, número ordinal que os romanos escreviam por meio de letras do seu alfabeto: VII significava, pois, septem, de que se derivou september, que, em português, é setembro. Foi realizada mais tarde uma primeira reforma do calendário primitivo, mudando-se no ano o nome de dois meses para Julius e Augustus — em honra a Júlio César e ao imperador Augusto, o nome Julius foi instituído por Marco Antônio, e Augustus pelo Senado para homenagear o primeiro imperador de Roma — e acrescentando-se dois outros meses no princípio do ano, januarius (janeiro) e februarius (fevereiro). Assim, o ano passou a ter 4 meses de 31 dias, 7 meses de 29 dias e um mês de 27 dias.

Outubro

Esse nome tem a sua origem em octo, que em latim significa oito. Mas outubro, que era, no início, o oitavo mês do calendário romano, passou logo a ser o décimo, desde que o rei de Roma, Numa Pompílio, fixou o princípio do ano no dia 1º do mês de janeiro, embora conservasse o primitivo nome de outubro. Os gregos e romanos celebravam durante esse mês muitas festas, pois ele era dedicado à colheita das frutas, cujos primeiros exemplares eram anualmente ofertados aos deuses do Olimpo.

Novembro – Deusa Diana

Era o nono mês do ano no antigo calendário romano e por isso tinha o nome de november. Figurava entre os períodos mais importantes, no que se refere aos festejos e às cerimônias religiosas, e era consagrado à deusa Diana — a Ártemis dos gregos. Começava sempre com um banquete oferecido a Júpiter e com os jogos circenses, assim chamados porque eram realizados no circo ou no anfiteatro. Nesse mesmo mês eram realizados os jogos plebeus, instituídos para recordar a reconciliação entre patrícios e plebeus romanos. Costumavam oferecer sacrifícios ao deus dos mares Netuno — o Posêidon dos gregos — e celebravam as festas brumárias, ou do inverno.

Dezembro - Deus Saturno 

Dezembro vem do latim december, palavra derivada de decem — dez —, e era o último mês do antigo calendário romano. Durante o seu transcurso, os romanos celebravam as festas saturnais, entregando-se a toda sorte de prazeres e divertimentos. Desde o princípio da Era Cristã, dezembro é o mês das festas do lar, durante o qual a cristandade comemora o nascimento de Jesus Cristo com as festividades do Natal. O poeta romano Ovídio conferiu a dezembro o qualificativo de gelidus (gelado), por causa do frio e da neve que surgem durante o seu transcurso.

 
A correção do calendário juliano pelo Papa Gregório XIII foi promulgada para vigorar no ano de 1582, sendo logo aceita por Portugal, pela Espanha e por parte da Itália, mas os países protestantes, durante algum tempo, a ela se opuseram, e a resistência só foi vencida com o passar do tempo, sendo então adotada em quase todo o Ocidente.
Fonte: Enciclopédia de Conhecimentos. Novo Tesouro da Juventude. Opus Editora: São Paulo, 1995 - Vol III, pp. 199 a 204.

O Desejo Deve Ser Forte – Paulo Coelho



 


O mestre levou o discípulo para perto do lago.
_ Hoje vou ensiná-lo o que significa a verdadeira devoção _ disse.
Pediu ao discípulo que entrasse com ele na água e, segurando a cabeça do rapaz, colocou-a debaixo d'água.
O primeiro minuto passou. No meio do segundo minuto, o rapaz já se debatia com todas as forças para livrar-se da mão do mestre e poder voltar à superfície.
No final do segundo minuto o mestre solto-o . O rapaz, com o coração disparado, levantou-se ofegante.
_O senhor quis matar-me! _ gritava.
O mestre esperou que ele se acalmasse, e disse:
_ Não desejei matá-lo _ porque se desejasse, você não estaria mais aqui. Queria apenas saber o que sentiu, enquanto estava debaixo d'água.
_ Eu me senti morrendo! Tudo o que desejava na vida era respirar um pouco de ar!
_ É exatamente isso. A verdadeira devoção só aparece quando temos um desejo, e morremos se não conseguimos realizá-lo.
Paulo Coelho

quinta-feira, 28 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

As Flores Humanas de Cecelia Webber



Cecelia Webber nasceu em uma cidade florestal de apenas 1.500 habitantes


Era uma criança tímida e desajeitada que gostava de ler e passava no campo horas à procura de pequenas criaturas de fadas.


À medida que crescia, o mundo lhe parecia cada vez mais estranho e muitas perguntas surgiam em sua cabeça:


Por que somos levados a sentir tanta vergonha do corpo humano ?
Não é o corpo maravilhoso, coisa linda, merece nada menos do que a ser comemorado?

Começou então a fazer colagens digitais à partir de fotos do corpo humano nu e integrá-las na natureza em forma de flores e insetos. Com a Série Pétalas, começou sua jornada como um artista profissional e expandiu seu talento através de suas pinturas impressionistas e modernistas.
O texto acima foi elaborado à partir de Bio Webber.















Seu site vale à pena ser visitado:
ceceliawebber.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

PENSAR É TRANSGREDIR - Lya Luft



Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Voce é o que Pensa - Mahatma Gandhi




"Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos se tornam suas palavras.
Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras se tornam suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes se tornam seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos se tornam seus valores.
Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... se tornam seu destino."
Mahatma Gandhi

domingo, 24 de abril de 2011

Adeus Sai Baba!





"Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta."
Bhagwan Sri Sathya Sai Baba

O guia espiritual indiano Sai Baba, um dos gurus mais conhecidos da Índia, morreu às 07h40 da manhã deste domingo, aos 84 anos, em um hospital de Puttaparthi no sudeste da Índia.
O Instiuto Superior de Ciências Médicas de Puttaparthi, localizado no estado de Andhra Pradesh, informou em um comunicado oficial que "Sai Baba já não está entre nós fisicamente. Respirou pela última vez as 07h40 e morreu por parada cardiorrespiratória".

OM ASATO MA SADGAMAYA
(que se vá a não-verdade e venha a verdade)
TAMASO MA JYOTIRGAMAYA
(que se vá a escuridão e venha a luz)
MRTYOR MA AMRTAM GAMAYA
(que se vá a morte e venha a imortalidade)
OM SHANTIH SHANTIH SHANTIH
(que haja paz, paz, paz)
Namaste

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa para Albert Einstein




"Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, Páscoa é amor."
Albert Einstein

Bacalhau Espiritual e um Brownie de se Comer Rezando





Para o almoço de Pácoa, farei um Bacalhau Espiritual, acompanhado de Brownie de Microondas. Experimentem!

Bacalhau Espiritual
500 gr de bacalhau
1 litro de leite
150 gr de creme de leite (½ lata)
300 gr de cenoura ralada
500 gr de cebola ralada
200 gr manteiga
500 ml de creme de leite fresco
½ nós moscada
sal, pimenta gosto
100g de farinha de trigo (ou quanto bastar)

Modo de preparo

Depois de dessalgar, retire da água e desfie.
Tempere o bacalhau com sal e nóz moscada e em seguida refogue com cebola e a cenoura ralada na manteiga.
Aos poucos, acrescente o leite, o creme de leite e um pouco de farinha.
Quando atingir uma consistência de um creme, retire do fogo.
Coloque em uma fôrma refratária ou panela que vá ao forno (a 200 graus) para gratinar coberto com um pouco de parmesão ralado.
Sirva bem quente.

Sobremesa:
Essa receita de Brownie de Microondas eu aprendi com a minha amiga querida Beu. É deliciosa e muito simples!

Brownie de Microondas
4 ovos inteiros
½ xícara de manteiga
2 xícaras de açúcar
1 xícara de Nescau
1 xícara de farinha de trigo
2/3 de xícara de chocolate picado

Misture com uma colher os ovos e a manteiga derretida. Acrescente o açúcar, o Nescau, a farinha de trigo e o chocolate picado, mexendo sempre. Coloque a massa em um pirex untado com manteiga e leve ao microondas na potência máxima por 9 minutos.

Feliz Páscoa para todos!

domingo, 10 de abril de 2011

Campanha de TV - AME/Bombril - É Asssim que Somos Vistas?

Quem é a Mulher Contemporânea?




Outro dia, me diverti muito assistindo os novos comerciais do Bombril (um deles é este aí do vídeo acima) e ao mesmo tempo fiquei pensando: qual é a imagem que a mulher contemporânea está transmitindo para sociedade e para os homens.
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), as mulheres contribuem com 40,9% das despesas de seus lares, em 32% na classe C e 25% nas classes A e B elas são as únicas responsáveis pelo sustento de suas famílias. Cada vez mais ocupamos cargos de importância, não só na Presidência da República, mas também no mercado de trabalho.
Sou da geração de transição, aquela geração que assistia o "TV Mulher" (primeiro programa dirigido às mulheres que não era só de culinária) e da série "Malú Mulher", que mostrava a vida de uma mulher separada que trabalhava ao mesmo tempo que cuidava da casa e da filha adolescente.
Hoje, olhando para trás fico pensando como era engraçado ver na TV programas que nos empurravam para o mercado de trabalho, mesmo que em detrimento de sua própria audiência (será?).
As mulheres da minha geração tinham uma enorme vergonha em dizer que não trabalhavam ou que tinham optado por serem "Do Lar". Isso era um insulto, uma traição brutal ao próprio gênero!
E não ter curso superior ou tê-lo interrompido para casar? Nossa, isso era um crime hediondo!
Na história da humanidade, sempre fomos muito pressionadas e violentadas em nosso livre arbítrio pela sociedade, por nós mesmas ou pelas duas opções anteriores ao mesmo tempo.
Mas porque pensei sobre tudo isso?
Talvez seja por que eu acredito que "erramos na mão", interpretamos mal a receita de nossa liberdade. Na luta pela igualdade social, "tomamos o gostinho" pelo poder e acabamos trocando a meta inicial pela busca da superioridade.
Antes de qualquer julgamento, quero lhes dizer que não sou machista ou feminista, aprecio muito as nossas conquistas, mas nem por isso pretendo me tornar extremista. Estudei e trabalhei enquanto criava minha filha, portanto não é uma dona de casa frustrada quem vos fala. Não é nada disso.
Na verdade, tenho visto muitas moças inteligentes, bonitas e bem sucedidas sozinhas e não por escolha própria. Outro dia, uma delas me perguntou aflita se devia contar para o namorado que tinha sido promovida à Diretora de seu setor.
_ Mas amar não é compartilhar? _ perguntei.
_ Pode até ser, mas quando ele souber disso, tenho medo que ele não agüente e termine comigo. Já passei por isso antes...
Por outro lado, um rapaz de 30 anos, bonito e também bem sucedido profissionalmente, comentou que acha a maioria das mulheres que encontra muito agressiva.
_ Como assim? _ perguntei.
_ Elas avançam na gente, têm uma postura agressiva e, se você dá seu telefone ou MSN, elas não param de te atazanar. E são muitas, nem precisa se esforçar.
É... eu acho que a vovó era quem estava certa quando dizia:
"Eles devem até pensar que mandam em nós, sabemos que não é verdade. Isso não importa muito, contanto que voce nunca deixe que eles percebam que estão errados, senão o romantismo acaba e o bolo desanda minha filha..."
Desde que o mundo é mundo, tem sido dos homens a tarefa de conquistar sua parceira, cabendo à mulher manter o relacionamento. Quando o homem conquista, protege, cuida de sua parceira ou arrisca tudo por ela, seu cérebro libera dois hormônios muito importantes: Testosterona e Dopamina. Esses são os hormônios da ação, da motivação, do sentimento de virilidade, além de excitarem na mulher a produção de Ocitocina. e Serotonina (hormônios relacionados ao sentimento de segurança, amor, paixão, alegria, otimismo). O contrário também acontece, ou seja, quando a mulher se permite ser conquistada, protegida, apoiada, seus níveis de Ocitocina. e Serotonina elevam-se, aumentando automaticamente a produção de Testosterona e Dopamina no cérebro masculino. Desculpem os termos técnicos como também a generalização e simplificação dos processos químicos cerebrais. Eu não sabia como explicar melhor.
De qualquer maneira, a natureza é fantástica, nos mostrando o quanto a parceria (e não a disputa) é fundamental e que, para que tudo corra bem, ninguém precisa perder sua identidade.
De tudo isso, o que podemos concluir é que vovó sabia o que dizia...

Rita Lee - Cor de Rosa Choque ao vivo (1983)

domingo, 3 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

ORAÇÃO DA SERENIDADE



Deus,
me dê serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar,
Coragem para mudar as coisas que posso
E sabedoria para notar a diferença.
Viver um dia por vez,
Aproveitar um momento por vez;
Aceitar a dificuldade como um caminho para a paz;
levar este mundo como Jesus o levou,
como ele é e não como eu o teria feito,
confiando que Deus fará todas as coisas certas
se eu me render à Sua vontade;
a fim de que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida
e supremamente feliz com Ele na próxima.

Atribuída a Reinhold Niebuhr