As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida



As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!

Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque

As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!

Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!

Flor de Maio


Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!

As Mais Belas Flores do Meu Jardim

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Efeito Sombra




Enfim terminei de ler O Efeito Sombra. Seus três autores, Deepak Chopra, Marianne Williamson e Debbie Ford, assinam respectivamente suas três partes.

Sombra é um conceito criado por Carl Jung e refere-se a tudo aquilo que projetamos nos outros ao mesmo tempo que negamos em nós mesmos. São qualidades e defeitos que nos chamam atenção nos que estão a nossa volta, exatamente porque são representantes de parte de nós mesmos que ainda não conhecemos muito bem ou que não aceitamos.

Sabe aquela pessoa que te irrita profundamente e que você sente uma antipatia gratuita?

Pare e preste atenção, pois provavelmente ela é a representante de aspectos seus que há muito você vem guardando no canto mais escuro e escondido da sua personalidade.

E aquela que você admira muito, mas que sabe que nunca conseguirá ser como ela?

Boa notícia, ela também é uma representante de aspectos da sombra da sua personalidade e, exatamente por isso você acredita que não os possui.

Acolher a própria Sombra, com suas qualidades e defeitos, é conseguir a própria integridade. Pense nisto!

Para nos ajudar nesta caminhada Deepak Chopra, no primeiro capítulo do livro, comenta os aspectos da Sombra Social. Marianne Williamson e Debbie Ford, falam sobre a Sombra Pessoal e como fazer as pazes com ela.

O capítulo que mais gostei foi o segundo escrito por Marianne Williamson, que utiliza uma linguagem fácil e cheia de sensibilidade.

domingo, 28 de novembro de 2010

Eu te critico e não te aceito, mas você não tem nada a ver com isso!






De todas as coisas que podemos experimentar o que mais nos assusta e mobiliza é aquilo que traz como resultado a mudança, o inesperado. Não importa se a transformação em questão é para o melhor ou para o pior, mesmo assim ficamos apavorados. E isso não é apenas uma questão psíquica, uma mania pessoal, na verdade nosso cérebro reage muito mal a qualquer modificação na rotina das nossas vidas.

Já perceberam que tendemos a sentar sempre no mesmo lugar, até mesmo dentro de casa?

Fala a verdade, quantas vezes você já observou sua sala de um ângulo diferente?

Algumas pessoas passam anos indo aos mesmos restaurantes e pedindo os mesmos pratos. Outras usam o mesmo itinerário para ir e vir do trabalho, independente do tráfego ou das muitas alternativas. Existem pessoas que fazem sempre o mesmo programa, que se hospedam sempre no mesmo hotel, que convivem sempre com as mesmas pessoas, que se interessam sempre pelas mesmas coisas, que conversam sempre sobre o mesmo assunto, que fazem amor sempre do mesmo jeito...

É engraçado porque reclamamos muito da rotina, mas parece que não conseguimos viver sem ela. Quando alguma coisa não sai exatamente como imaginamos ou como estamos habituados, ficamos estressados. E isso se aplica a tudo em nossas vidas. Parece que ao mesmo tempo em que a rotina nos aborrece, ela nos acalma e relaxa.

Quantas vezes estamos nos preparando para um encontro maravilhoso com aquela pessoa maravilhosa, felizes da vida e, repentinamente, bate um friozinho na barriga porque percebemos que não temos o menor controle sobre o que vai acontecer. Será que ele vai aparecer? Será que ele vai gostar de mim? E se ele disser isso, o que eu faço? E se ele não fizer aquilo, como vai ser?

Mas, só para me situar:

Sobre o que exatamente temos o controle nesta vida?

Sobre praticamente nada, não é mesmo?

Quantas vezes nosso próprio corpo nos surpreende?

É uma unha que quebra no momento exato de sairmos para aquele jantar formal com o chefe, uma dor de barriga que nos surpreende na rua ou uma célula boazinha que um dia enlouquece.

Quantas vezes dizemos justamente aquilo que juramos nunca falar?

Quantas vezes silenciamos, porque nos escapam palavras ou nomes que não conseguimos lembrar?

No "Livro Tibetano do Viver e do Morrer", Sogyal Rinpoche diz que "(...) queremos tão desesperadamente que tudo continue como é, que teimamos em acreditar que as coisas ficarão sempre do mesmo jeito. Mas isso é faz-de-conta".

Quando nos damos conta da imprevisibilidade e da impermanência em nossas próprias vidas, costumamos lançar mão de alguns artifícios nada eficientes. A negação é o primeiro deles. Se finjo que não vejo e acredito, não existe e pronto. Este é o slogan da negação. Assim, quando finjo que não vou morrer, acredito que sou imortal. Quando roubo a idade, acredito que sou mais jovem.Quando finjo que sou perfeita, acredito que os outros me respeitarão.

Caso a negação não seja suficiente, tendemos a compensar o mal estar com rituais ou simpatias. Nesta segunda opção, eu acredito que se fizer sempre tudo daquele mesmo jeitinho, não poderá dar errado. Se eu assistir o jogo do Brasil sentada no mesmo lugar, usando a mesma camisa, o placar será à nosso favor. E quando um "estraga prazeres" me diz que isso é besteira, porque o Brasil tem chances de perder, rapidamente respondo: "Bate tres vezes na madeira e sai para lá urubu!"

E assim vamos. Caiu sal na mesa? Joga um punhado para trás. Precisa de dinheiro? Vira o ano de amarelo.Está sozinha? Bota o coitado do Santo Antonio de castigo, de cabeça para baixo, que rapidinho um candidato aparece. Para olho gordo, galho de arruda, sal grosso e olho de boi. Visita chata, sogra ou vizinha faladeira, nada melhor do que vassoura atrás da porta.

Quando a negação e os rituais falham, rapidamente direcionamos nossa artilharia pesada para o outro. Sim, justamente aquele que está mais próximo, logo aí ao seu lado, não importa se na fila do banco ou sob o mesmo teto...

E criticamos, analisamos, criticamos novamente e finalmente determinamos como eles devem viver suas vidas. Reparamos o quanto uma vizinha engordou, envelheceu ou rejuvenesceu (artificialmente, é claro!). Arrasamos aquele que chega rápido ao auge profissional, desconfiando da sua capacidade. Ao mesmo tempo em que acusamos de preguiçoso o que não foi tão bem assim. Uma mulher determinada e forte, é mandona ou até machona. Um homem doce, pode ser um gay que ainda não saiu do armário...

Enfim, projetamos no mais próximo a sombra de nós mesmos, os nossos temores e as nossas falhas.

Em uma de suas músicas Caetano diz: "Eu te amo, mas você não tem nada a ver com isso."

Eu diria: Eu te critico e não te aceito, mas você não tem nada a ver com isso!

Na verdade, nenhuma dessas defesas resolve o verdadeiro problema. É como se fossemos armados de Bala Juquinha combater o tráfego no Complexo do Alemão, depois de passar uma vida inteira negando sua existência...

A única arma eficiente e o único ritual realmente mágico é o nosso olhar sobre nós mesmos. Ter coragem e se perguntar diariamente porque temos tanto medo, o que podemos fazer por nós e porque o outro nos incomoda tanto é o único caminho. A perspectiva muda, é claro. Dá trabalho, não resta dúvida. E assusta também, pelo que já falamos, mas a mudança é sempre para melhor!

No "Bhagavad Gita", A Sublime Canção, Krishna diz a Arjuna:

"Aceitando prazer e sofrimento, ganho e perda, vitória e derrota com a mesma serenidade de espírito, entra na peleja e não percarás!"

Em tempo: quem fala (ou escreve, no meu caso) é o primeiro a ouvir as próprias palavras...

domingo, 21 de novembro de 2010

“Quando Eu Crescer, Quero Ser Igual a Voce”




Ontem eu estava assistindo a última temporada da série "Desperate Housewives" e uma cena especial chamou minha atenção. Gabrielle Solis (interpretada por Eva Longoria Parker) tem duas filhas gordinhas e desajeitadas. A mais velha, Juanita, olha-se no espelho e compara sua imagem com a de sua mãe na capa de uma revista de moda. Na tentativa de ficar tão bonita quanto ela, a menina de mais ou menos uns dez anos, enche o rosto de maquiagem e vai para a escola, sem que Gabrielle veja o estrago. Na cena seguinte, a mãe é chamada pelo diretor e as duas voltam para casa brigando. Juanita justifica-se dizendo que as coleguinhas não acreditavam que ela, feinha e gorda, poderia ser filha legítima de Gabrielle e diz: "Mãe eu só queria ser como voce!"


Minha mãe sempre foi uma mulher lindíssima. Vaidosa e exuberante, vestia-se de acordo com a "última moda". Quando entrava em algum restaurante ou loja, sempre chamava a atenção por sua beleza e elegância. Lembro-me de observá-la enquanto se arrumava para sair com meu pai. Na época, era comum as mulheres usarem cílios postiços e ela os colocava com extrema arte. Eu adorava seus vestidos e sua coleção de sapatos. Gostava de mexer em sua caixa de maquiagem escondida, tentando imitá-la. Certa vez, subi na bancada do banheiro para fuçar sua maquiagem e, gordinha e desajeitada como Juanita, acabei perdendo o equilíbrio. Por instinto segurei na porta de espelho do armário e fui bancada abaixo com espelho e tudo. Fiquei com um corte enorme na perna, mas minha maior preocupação era com a bronca que ia levar por estar mexendo em seu santuário e ainda ter quebrado aquele espelho.

Além da beleza, minha mãe também fugia do padrão em termos de comportamento. Conviveu com um grupo de artistas plásticos quando solteira e aprendeu escultura, em uma época na qual os artistas eram vistos como marginais e "moça de família" não se envolvia com eles. Não gostava de ser chamada de "tia" por meus amigos (esse era o tratamento padrão na época), nunca admitiu que eu a chamasse de senhora e jamais abdicou de sua parceria com meu pai para ser apenas "a mãe dos filhos dele".

Comandou a obra de nossa casa, convivendo diretamente com os operários e, mesmo depois da casa pronta, era quem resolvia os problemas que surgiam. Era comum meu pai ligar para casa do trabalho e ser informado que ela estava no telhado resolvendo um problema qualquer com o bombeiro. A manutenção de nossa casa sempre esteve em suas mãos, das questões mais funcionais como vazamentos, pintura, consertos, até a organização de jantares elegantes e servidos "à francesa".

Econômica nunca foi. Administração financeira não era o seu forte, o que às vezes enlouquecia meu pai. No entanto, gastar no seu dicionário era uma arte e ela tinha talento para isso.

Em dezembro, minha mãe vai fazer 84 anos e continua com uma jovialidade invejável. Não pensem que eu estou falando daquela velhinha simpática, dócil e risonha que assiste novela e faz tricô para os netos. Não, definitivamente ela não faz esse tipo!

Ela continua a mesma, ou quase...

Sua memória, que nunca foi grande coisa, piorou bastante. Mas o dia do cabeleireiro e do pagamento da pensão nunca são esquecidos.

Depois que meu pai faleceu em 2005, aprendeu a duras penas o valor do dinheiro. Hoje, separa seus pagamentos em envelopes e cumpre com seus compromissos. Tivemos muitas discussões quanto a sua forma de lidar com o dinheiro e, nesse período de adaptação, confesso que passei por muitos sustos, mas vamos levando...

Usa salto alto o tempo todo (para total desespero do seu ortopedista) simplesmente  porque os considera "mais confortáveis". Lê o jornal "de cabo a rabo" e devora livros, mesmo sendo quase cega da vista direita e enxergando pouquíssimo com a esquerda. É fã do Roberto Ávila e todo o domingo assiste ao seu programa, para depois comentá-lo comigo.

Com a audição bastante prejudicada, não raro advinha o que é dito, só para não dar o braço a torcer. O que algumas vezes, admito, se torna até engraçado.

Cuida da sua casa praticamente sozinha, arruma armários, determina o cardápio, cozinha quando necessário, faz compras e, ainda hoje, é comum encontrá-la no jardim de cócoras retirando folhas secas ou transplantando mudinhas.

Anos atrás, eu costumava achar que essa mania de dizer que com a idade as pessoas ficam mais sábias era um mito oriental. Eu observava os idosos a minha volta sempre reclamando, criando caso, cultivando dores e espalhando impaciência. Mas com minha mãe o que para mim era mito se tornou realidade. Seu gênio difícil foi amenizando com o passar dos anos. Acredito que as dificuldades que vivemos depois da perda de meu pai, fizeram-na aprender a distinguir os problemas reais dos aborrecimentos normais do dia a dia. Hoje ela é uma pessoa muito mais suave. Nunca a ouvi reclamar de uma dor. Quando tenta fazer alguma coisa e não consegue, apenas diz: "acho que estou ficando velha". E continua mesmo assim.

Eu espero mãe, que você não fique velha nunca e que, quando eu crescer, possa ser como você!

Suflê de Banana com Canela




Recebi de uma amiga e passo para voces:
Ingredientes 2 bananas médias
1 colher (chá) de adoçante culinário em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 clara de ovo

Modo de preparoAmasse as bananas com um garfo e reserve. Depois, bata as claras em neve firme. Junte delicadamente às claras a banana amassada e coloque em refratário. Leve ao forno preaquecido (a 180°C) até crescer e dourar.
Depois, retire do forno, salpique o adoçante e a canela e sirva ainda quente.

sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dr. Bezerra de Menezes




"Solidários, seremos união.
Separados uns dos outros seremos pontos de vista.
Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."
Bezerra de Menezes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Para Afastar os Mosquitos da Dengue – Opção II




Regina, minha prima querida, enviou-me por e-mail outra sugestão para afastar os mosquitos da Dengue. É uma opção esteticamente mais bonita sem deixar de ser barata e ecológica.
Façam como na foto, enterrem alguns cravos em meio limão e espalhe pela casa, especialmente no quarto de dormir. A ação repelente dura enquanto o limão estiver bom.
Vejam, experimentem e depois me digam o que acharam.
Obrigada Regina,
Beijos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Porque que tudo tem que ser como antes?




Porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
Mesmo assim, esperamos que tudo seja sempre igual.
Queremos ser as mesmas pessoas, ter a mesma agilidade e o mesmo entusiasmo.
Sonhamos com os mesmos corpos, a mesma face, a eterna juventude...
Desejamos ter as mesmas pessoas, sentir como antes o coração aos pulos como acontece com os amantes.
Aspiramos possuir o mesmo tempo de antes, como se ele pudesse ser parado e, numa fração de segundo, conseguíssemos viver o intervalo de anos, décadas, só que com mais intensidade.
Mas, porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
A vida é movimento, nós somos movimento, a fila anda!
Não somos os mesmos, crescemos, experimentamos o mundo, aprendemos, vivemos, sobrevivemos.
Nossos corpos não têm mais muita flexibilidade e por isso mesmo não deveríamos forçar nossos pescoços olhando tanto para trás. O que devemos e podemos fazer é exercitar nossas mentes e adquirir novas habilidades.
Talvez nossa vista esteja cansada de ver o que está perto, o conhecido. Provavelmente o que ela precisa é de um horizonte mais amplo. Esticando bem os braços na direção do mundo, tudo fica mais nítido!
Na face trazemos o registro do caminho que traçamos em nossa vida. É como um álbum de fotografias dos melhores e dos piores momentos. É claro que ninguém quer mostrar seus piores momentos, muito menos registrá-los no Facebook. Mas, os melhores momentos também deixam marcas e o que seríamos sem eles?
Se ainda convivemos com os mesmos amores, mas nosso coração não vive aos pulos por eles, talvez seja porque já se sente aconchegado, acolhido, amado.
Definitivamente não temos mais o mesmo tempo de antes. Na verdade, nunca tivemos tempo algum. O nosso tempo é AGORA, neste minuto, AQUI, neste ponto da vida. Este é o nosso melhor momento!
Não, tudo não tem que ser como antes!
Seria muito monótono se assim fosse.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma História de Fracassos?



 
Era um homem que:
Faliu no negócio com 31 anos de idade.
Foi derrotado numa eleição para o Legislativo com 32 anos.
Faliu outra vez no negócio aos 34 anos.
Vivenciou a morte de sua namorada aos 35 anos.
Teve um colapso nervoso quando tinha 36 anos.
Perdeu a eleição com idade de 38.
Perdeu as eleições para o Congresso aos 43, 46 e 48 anos.
Perdeu uma disputa para o Senado com a idade de 55.
Fracassou na tentativa de tornar-se vice-presidente aos 56 anos.
Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos.
Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos.
Este homem era Abraham Lincoln.

Muitas vezes nos sentimos desanimados, fracassados porque as coisas não saíram exatamente como tínhamos planejado. Que tal encararmos esses momentos complicados como um treinamento, um condicionamento para nos tornarmos mais fortes e um dia chegarmos lá?

 

sábado, 13 de novembro de 2010

Cozinhando a Vida – Flor de Maio




Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha.
Gosto de misturar temperos, sentir muitos cheiros, deixar o tempo passar.
Gosto de cozinhar a vida, descascando pensamentos, processando sentimentos, deixando os olhos arderem até chorar.
Gosto de colher de pau, ralador e panela de ferro, mas sinto que só cozinho de verdade quando quero.
Muitas vezes faço arroz com feijão no domingo e crio pratos complicados em plena segunda-feira, quando não tenho ninguém para me acompanhar.
Gosto de fazer o que me dá na telha, inventar misturas, sem fazer frituras e sem medo de errar.
Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha, fazer alguma coisa só minha, lembrar daquilo que tinha e sonhar.
Na cozinha viro criança, me sujo de farinha, faço lambança e quase nunca saio sem me queimar.
Às vezes passo do ponto, erro na mão e esqueço a receita básica da vida: levar tudo em fogo brando ou em banho-maria para não desandar.
Mas gosto de parecer alquimista, um pouco cozinheira e um pouco artista, sem saber aonde vou chegar.
Gosto de ir para cozinha, às vezes gosto de ser mulherzinha e ter um colo para relaxar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Felicidade – Fernando Pessoa




"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Honrar a Si Mesmo - Nathaniel Branden




"De todos os julgamentos pelos quais passamos na vida, nenhum é mais importante do que o que fazemos de nós mesmos, porque esse julgamento toca o centro de nossa existência. Nenhum aspecto significativo de nosso pensamento, motivação, sentimento ou comportamento deixa de ser afetado pela nossa auto-avaliação.

O primeiro ato de honrar a nós mesmos é a afirmação do consciente: a escolha de pensar, de estar consciente, de dirigir a luz da busca da consciência para fora, em direção ao mundo, e para dentro, em direção ao nosso próprio ser. Não fazer esse esforço é errar no nível mais profundo de nós mesmos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a pensar independentemente, viver de acordo com nossa própria mente, e ter a coragem de assumir nossas próprias percepções e julgamentos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a saber não somente o que pensamos, mas também o que sentimos, o que queremos, precisou, desejamos, o que nos faz sofrer, do que temos medo ou raiva e a aceitar nosso direito de viver essas emoções. O oposto dessa atitude é a negação, o repúdio, a repressão o auto-repúdio.

Honrar a si mesmo é preservar uma atitude de auto-aceitação o que significa aceitar quem somos, sem opressão ou castigo próprio, sem nenhuma pretensão sobre a verdade de nosso ser, pretensão destinada a enganar aos outros e a nós mesmos.

Honrar a si mesmo é viver autenticamente, é falar e agir a partir de nossas mais profundas emoções e convicções.

Honrar a si mesmo é recusar a aceitar culpas não merecidas, e a fazer nosso melhor para corrigir as culpas em que possamos ter incorrido.

Honrar a si mesmo é comprometermo-nos com nosso direito de existir que se origina do conhecimento de que nossa vida não pertence a mais ninguém, e de que não estamos aqui na terra para viver segundo as expectativas de outras pessoas. Para muitas pessoas, esta é uma responsabilidade assustadora.

Honrar a si mesmo é estar apaixonado pela própria vida, apaixonado pelas possibilidades de crescer e sentir alegria, apaixonado pelo processo de descobrir e explorar nossas potencialidades humanas.

Por isso podemos começar a ver que honrar a si mesmo é praticar o amor próprio no sentido mais elevado, mais nobre e menos compreendido dessa palavra. E isso, devo dizer, exige enorme independência, coragem e integridade. Precisamos amar a nós mesmos e comprometer-nos conosco. "O amor que damos e recebemos, será engrandecido pelo amor que damos a nós mesmos."


(Nathaniel Branden)

Armadilha Caseira contra Mosquito da Dengue



Matéria do Bom Dia Rio:
rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347­258-9101,00.html

Armadilha caseira contra Aedes aegypit:


Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito. A invenção é do professor Maulori Cabral, da UFRJ.

Prevenir a dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não deixar pneus, embalagens e recipientes que podem acumular água jogados nos terrenos são cuidados importantes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypit. Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.

A invenção é do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ensina como fazer.

Para construir uma Mosquitoeira genérica (mosquitérica) é muito simples. O segredo é a motivação para executar as 10 etapas apresentadas a seguir:

1. Junte os seguintes materiais: uma garafa pet de 1,5 ou dois litros; uma tesoura; uma lixa de madeira nº 180; um rolo de fita isolante preta; um pedaço (7 x 7 cm) de tecido chamado micro tule, também conhecido como véu-de-noiva; quatro grãos de alpiste ou uma pelota de ração felina;

2. Tire a tampa da garrafa e, com um jeitinho especial, remova o anel do lacre. Este será usado como componente da sua mosquitérica;

3. Dobre o pedaço de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre como presilha. Esta fase exige o jeitinho especial, pois é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca. Para melhorar o visual, você pode aparar o excedente da malha que ficou aparecendo;

4. A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes. Antes de iniciar o corte, amasse a garrafa até obter uma dobra. Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;

5. Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca. Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;

6. Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica e preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica. Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo. Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da Mosquitoeira;

7. Chegou a hora de começar a montagem da mosquitérica: encher a parte do copo com água até o nível; colocar o alimento (quatro sementes de alpiste trituradas ou a pelota de ração felina) dentro d'água; posicionar a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo.

8. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;

9. Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d'água e, em poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na mosquitérica. De agora em diante, observe-a todos os dias, acrescentando água à medida que esta for evaporando. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou sementes adicionados. As larvas eclodem do ovo, no estágio 1 e crescerão passando pelos estágios 2, 3 e 4, até se transformarem em pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.

10. Você pode saber se as larvas que apareceram são da espécie Aedes aegypti. Use o foco de luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade, ou seja, se demonstrarem o fotatactismo negativo, são Aedes aegypti. Então, você pode ter certeza, tem alguém na redondeza criando esses "bichinhos", como animais de estimação (mascote).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Elvira Amrhein – A Pintora dos Anjos




Elvira Amrhein nasceu na Alemanha em 1957 e deve ser uma criatura muito especial!
Suas pinturas são belíssimas, suaves e de uma intensidade de sentimentos magnífica. Quem gosta de arte e ama os anjos como eu, deve visitar seu site oficial e apreciar sua arte!



http://elvira.amrhein.free.fr

Anjos






A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..

Essas criaturas especiais são citadas nos livros sagrados de várias religiões, como Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Os egípcios, assim como os essênios e os babilônios, também mantinham registros sobre a aparência e as funções dos anjos.A palavra anjo vem do termo grego angelos e do latim angelu que significam "Mensageiro", os gregos também os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Em hebraico a palavra utilizada para designar anjo é Malaki, que também significa mensageiro.

Independente da fonte pesquisada, a função dos anjos é basicamente a mesma, intermediar as relações entre Deus e os homens, proteger a natureza e, no caso dos anjos da guarda, orientar e proteger os homens no seu dia-a-dia, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um.No Antigo Testamento é possível encontrar inúmeras citações sobres as intervenções dos anjos. No Novo Testamento, eles estiveram presentes nos momentos mais marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.


A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:
  • Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência.
  • Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
  • Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música.
  • Dominações, que têm o governo geral do universo.
  • Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
  • Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
  • Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
  • Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
  • Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.
Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico:
  • Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
  • Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
  • Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
  • Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
  • He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
  • Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
  • Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
  • Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
  • Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Segundo os estudiosos mais ortodoxos do assunto, a aparência angelical é na verdade uma interpretação humana de uma imagem difusa de grande luz. As asas seriam apenas energia e a impressão de que eles voam se daria pela velocidade de seus movimentos. "Anjos não voam e muito menos têm asas, eles são pura energia e volitam!", dizem.

Bem, eu particularmente amo a imagem tradicional dos anjos e prefiro vê-los com asas. Sou verdadeiramente fascinada por essas criaturas. Na minha casa tenho inúmeros anjinhos que foram adquiridos por mim e tantos outros que me foram dados por amigos que me conhecem o suficiente para saber das minhas manias.
Gosto de pensar que cada um de nós tem seu Anjo da Guarda, seu Mentor. Aquele espírito especial que nunca desiste de nós ou se cansa de tentar nos ajudar.

Acredito que seja uma tarefa extremamente difícil, já que sabem o que seria melhor para nós, mas precisam respeitar nosso ritmo de aprendizado, nossas teimosias e nosso livre arbítrio.Lembro-me de uma amiga comentando sobre a teimosia de seus filhos: "Infelizmente livre arbítrio não se "caça" e isso me dá uma agonia danada!"

Imagina só a agonia de nossos companheiros invisíveis ou será que espíritos superiores a nós não se agoniam, só esperam pacientemente que um dia encontremos nosso verdadeiro caminho?Não tenho idéia de como o meu Anjo se chama, se é alguém que já conheci em outras vidas ou alguém que resolveu ficar do meu lado só por amor. Mesmo assim, agradeço por essa "presença" discreta e peço desculpas por não percebê-la mais vezes.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O que para a Lagarta Parece o Fim do Mundo, para o Mundo é Apenas uma Borboleta!









Finalmente em obras!

Minha casa tem dois banheiros e um lavabo. Mas, desde que nos mudamos para cá, o banheiro social funcionou por muito pouco tempo, uns seis meses no máximo. Primeiro foi a água da pia que começou a rarear até enxugar de vez. Enquanto isso, a parede que divide o banheiro do escritório, parecia capturar toda o líquido que havia desaparecido do banheiro, transformando o arquivo de trabalho numa bucólica cachoeira. Logo depois foi a vez da descarga do vaso que,
segundo o especialista, se tratava de um caso terminal: "Ou quebra tudo e troca os cano, ou a madama arranja outro uso para o vaso". Animador, não é mesmo?

Como o dinheiro andava curto, resolvi usar a criatividade e seguir o conselho do "Tá no Preço" _ este é o apelido carinhoso que demos ao bombeiro que normalmente nos atende por conta da frase que ele mais gosta de usar. Assim, sem qualquer votação prévia, o banheiro antes sem uso passou a ter mil e uma utilidades. Automaticamente passamos a utilizar aquele espaço como depósito de tudo que não sabíamos onde guardar.

Não pensem que eu não contribuía, eu assumo: usei cada centímetro deste novo espaço.

Afinal, em uma casa pequena o metro quadrado liberado está sempre em alta.

Cheguei até a pensar que poderia dar um uso saudável ao lugar. E um dia, num total surto, instalei uma esteira de ginástica entre o vaso sanitário e o chuveiro (não riam alto, por favor!). A princípio pareceu-me perfeito, já que eu poderia me exercitar e fazer sauna ao mesmo tempo...

Pode parecer que não, mas eu sou totalmente influenciada pelo ambiente. Não gosto de bagunça, sou completamente neurótica em relação à estética e preciso me sentir "em casa", aconchegada e protegida de qualquer poluição visual quando estou em casa. Não posso afirmar que o resto da família compartilhe deste meu ponto de vista. Por isso, a fim de evitar confusões, eu mantinha sempre o banheiro com a porta fechada.

Provavelmente meu Anjo da Guarda já não devia mais agüentar minhas reclamações, meus resmungos diários em relação ao caos do meu banheiro/depósito. Eu não agüentaria isto é certo!

Assim, como a vida às vezes parece colocar um bode no meio da sala para que as mudanças aconteçam, o único banheiro da casa que ainda funcionava começou a dar problemas também. A princípio pensei que fosse enlouquecer. Afinal, quem é que entende a linguagem dos anjos?

Primeiro um vazamento alagou por completo meu armário, depois a bomba de pressurização do chuveiro começou a ligar voluntariamente no meio da noite sem que ninguém estivesse usando o chuveiro. Parecia, não, tenho certeza, era mesmo coisa de outro mundo!

Logo surgiram os tradicionais paliativos: a água fria, responsável pela enchente foi desligada e o fio da bomba foi puxado para dentro do banheiro para que pudéssemos desligá-la quando não estivesse em uso. Foi um exercício cerebral e tanto, já que tive que me condicionar a agir como canhota sempre que ia escovar os dentes ou lavar as mãos. A decoração do banheiro também se tornou muito original, pois o fio pendurado na altura exata do rolo de papel conferia um certo charme ao ambiente.

Não posso negar, jogo de cintura e criatividade são característicos da minha família...

Numa noite insone, enquanto reclamava com meu Anjo, me senti exausta e por um instante cheguei a questionar se estava ficando maluca. Afinal, como podemos chamar alguém que lista seus problemas domésticos no meio da madrugada para uma figura duvidosa como um Anjo?

Constrangida com o meu comportamento, silenciei meus pensamentos na esperança de pegar finalmente no sono.

Dizem que quando rezamos falamos com Deus e quando silenciamos somos capazes de ouvi-lo. E foi o que aconteceu. Graças a Deus não ouvi nada (juro!), mas pude perceber o presente que estava ganhando...

Na verdade, o que eu via como catástrofe era uma brecha excelente, um argumento irrefutável para que a obra do banheiro social finalmente acontecesse. Viver com um banheiro causa engarrafamento, mas é superável, agora viver sem nenhum, isso não é possível!

E foi assim que a reforma pôde ter seu início.

Foram três semanas de poeira, quebra-quebra, barulho e muitas reclamações do restante da família.

Todo mundo sabe que uma obra, mesmo que pequena, incomoda muita gente. Mas duas incomodam muito mais!

Eu não tinha percebido, mas na verdade eu já estava em obras há muito tempo e aquele banheiro só intensificou a barulheira da reforma que vinha acontecendo em mim. Aliás, pude perceber mais claramente o quanto o banheiro e eu tínhamos em comum:
  • Nossos usos eram múltiplos
  • Nossas funções eram difusas
  • Nosso ambiente estava caótico
  • Éramos depositários de tudo que ninguém parecia querer guardar
  • E vivíamos de portas fechadas para que a nossa bagunça não incomodasse ninguém que por lá passasse
Durante aquelas três semanas tive a impressão de que nunca tinha me sentido tão identificada com alguém ou com alguma coisa como me via naquele momento.

De uma coisa eu tive certeza: Era tempo de reformar!

Uma amiga minha costuma dizer que "o que para lagarta parece o fim do mundo, para o mundo é apenas uma borboleta!" e essa frase vinha bem a calhar. Eu estava literalmente vivendo o fim do meu mundo, não por causa da reforma do banheiro (isso foi só uma pista, dada pelo meu Anjo provavelmente), mas por conta de tudo que eu vinha acumulando ao longo da minha vida. Por causa de tudo que eu fui um dia e que não poderia mais continuar a ser mesmo que me esforçasse...

Não tenho mais vinte anos, ao contrário, estou na fase em que digo constantemente que conheço alguém ou alguma coisa há mais de vinte anos. Minha cabeça está em constante reforma, meu corpo se reconstrói a cada dia, meus projetos e minhas prioridades disputam cada centímetro quadrado dentro de mim.

Nunca tive crise dos trinta, não me senti desesperada aos quarenta, mas os cinqüenta me trouxeram uma urgência de vida com a qual ainda não aprendi a lidar. Não sei dizer o que causou isso, talvez seja a certeza de que não quero mais ser como aquele banheiro. Ter muitos usos, porque não sei quem sou ou aceitar qualquer coisa que não caiba em outro lugar, isso eu tenho certeza de que não quero mais para mim.

Estou ciente e assumo, como no caso do banheiro, que fui responsável pelo uso que fiz da minha vida, do meu espaço e sei que as brechas foram muitas, mas eu estava ocupada demais com o meu resmungo sem fim para ouvi-las gritar.

Hoje, segundo a minha filha, o tal banheiro é o cômodo mais bonito da nossa pequena casa. Está organizado, funcionando e, principalmente, está sendo o que deve ser: um banheiro!

É isso, exatamente isso que eu quero para mim. Quero reconquistar meu espaço, me permitir sonhar, determinar minhas funções, organizar minhas prioridades sem ser atropelada por aquilo que não preciso ser ou fazer.

Quero não ser apenas a filha, a esposa, a mãe e a profissional, ou tudo isso misturado.

Hoje eu tenho absoluta certeza que quero florescer em pleno outono e finalmente me descobrir simplesmente eu, mulher.

RECEITA PARA MELHORAR
















Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente,
Equilíbrio nos raciocínios,
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz,
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.

José Grosso
Psicografado por Chico Xavier