As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida



As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!

Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque

As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!

Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!

Flor de Maio


Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!

As Mais Belas Flores do Meu Jardim

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Se eu pudesse...





"Se eu pudesse deixar algum presente a você,

deixaria aceso o sentimento de amar
a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo a fora.

Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse,

um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para

encontrar a saída." 


Mahatma Gandhi 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal



Essas imagens são de um cartão de Natal que recebi de meu pai.



Essa época do ano, Natal principalmente, deixa muita gente triste. Tem gente até que diz que não gosta de Natal.

Na minha casa, Natal sempre foi uma festa muito comemorada. Nada parecido com a propaganda da Sadia, aquela com a família em torno da mesa (quero dizer do peru) e muito menos com uma árvore tradicional de pinheiro. Nossa festa começava bem antes, quando minha mãe começava a inventar qual seria a nossa árvore daquele ano. É isso mesmo, a cada ano uma árvore diferente era feita por nós, como um presente surpresa para o aniversariante do dia. Fizemos árvores incríveis!

Quando eu tinha uns sete anos, passamos quase um mês confeccionando pompons de lã colorida de todos os tamanhos, que seriam depois presos em uma armação de ferro com uns dois metros de altura, envolvida por um aramado furadinho. Entre os pompons piscavam as luzes tradicionais de qualquer árvore de Natal, aquelas redondinhas, lembram?Essa mesma armação foi suporte para margaridas de papel cartão forrado com feltro de muitas cores, flores artificiais de seda, pingentes de vidro em forma de gota, enfeites de acrílico, laços de todos os tamanhos e outras tantas decorações que não me lembro agora.

Na minha infância, a reunião para a confecção da árvore era o que eu mais gostava. Éramos três na função: minha mãe, minha babá Helga (um anjo que carrego em meu coração até hoje) e eu que, na época, ainda não podia ser considerada uma pessoa inteira em termos de força de trabalho. Como as invenções de minha mãe eram trabalhosas, tínhamos que nos reunir praticamente todas as noites. E, enquanto eu aprendia a fazer pompons ou a recortar aquele papel cartão azul plastificado e muito duro para depois colar o feltro formando as margaridas, ouvia histórias de vida e de natal. Acho que este era o momento mais especial do final de ano para mim. Ali, em meio a tesouras, linhas, colas e feltros, eu sentia claramente o que chamam de "Espírito de Natal".

Como sou filha única, além dos poucos tios e primos (que eram muito mais velhos que eu), os convidados eram na sua grande maioria amigos de meus pais com seus filhos. Como esse era um tempo de "vacas gordas", todos que vinham a nossa casa recebiam presentes. Nossa noite de Natal era muito animada com muita música e dança também.

Mesmo depois de casada, a animação de Natal continuou. Não tínhamos mais as reuniões para a confecção da árvore, talvez porque eu morasse longe e tivesse agora uma família para cuidar. Mas a alegria continuou a mesma e minha filha pode participar de algumas dessas ocasiões.

Minha mãe costumava dizer que uma noite de Natal tradicional, acaba sendo triste porque ao invés de nos lembrarmos de quem está nascendo de novo em nossos corações, focamos nossos sentimentos naqueles que se foram e agora estão mais perto do aniversariante.

O tempo passou, as "vacas emagreceram" bastante, muitos dos que compartilhavam da nossa festa se foram, inclusive meu pai. Hoje compreendo completamente o que minha mãe queria dizer...

Nosso Natal mudou, é verdade. Não acontece mais aquela festa enorme e barulhenta. Mas minha mãe continua firme. Embora tenha se rendido a uma decoração mais convencional, ela faz questão de enfeitar a casa, armar o presépio e fazer o almoço de Natal.

A festa do dia 24 foi substituída por uma pequena reunião familiar em minha casa, quando a mesa é arrumada para o Evangelho no Lar. Geralmente lemos uma mensagem de Natal psicografada por Chico Xavier e trechos do Evangelho escolhidos ao acaso que são comentados depois. Esse é o dia que reservamos para preservar o Espírito de Natal, tão esquecido no tumulto do nosso dia-a-dia. Neste dia, lembramos dos nossos queridos que já se foram com a certeza que eles estarão em festa também e focamos nossos corações no aniversariante.

O que fazíamos devagarzinho na minha infância durante os preparativos da festa foi condensado e transformado em um momento diferente. Não tão lúdico quanto antes, reconheço. Mas ainda nos reunimos para que, juntos, possamos confeccionar em uma única noite o presente que desejamos oferecer todos os dias para Jesus: o nosso amor.

Feliz Natal a todos!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Tudo Depende de Mim - Charles Chaplin






Hoje levantei-me cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite...
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo...
ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro...
ou sentir-me encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde...
ou dar graças por estar vivo.
Posso queixar-me dos meus pais por não me terem dado tudo o que eu queria...
ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar...
ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas de casa...
ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos...
ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não sairam como planeei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está à minha frente, esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim!
Charles Chaplin 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Revolta dos Eletro Eletrônicos






Fiquei um tempo sem dar notícias porque parece que este ano estou vivendo a revolta dos eletro-eletrônicos. Depois da chatice da obra que se arrastou até pouco tempo atrás (tive que trocar todo o encanamento da casa), descobri que o encanamento que me levou a refazer o banheiro era o único que não tinha sido trocado:

_ Eu troquei os "joelho" e achei que ia dar certo, por isso fechei a parede.Foi o que eu ouvi do "profissional" que executou o trabalho. O acertado não era trocar apenas os "joelho", eu queria uma perna inteirinha, com pé e tudo, nova em folha. Resultado, agora estou com um banheiro lindo, sem água na pia que provavelmente foi desviada para a parede da sala.

_Vai ter que quebrar tudo, o banheiro e a parede da sala e isso não está incluído no preço do banheiro.
Nesta altura quem estava com vontade de quebrar a cara dele era eu. Respirei fundo, fechei o registro que alimentava a pia e o vazamento da sala e mandei o "profissional" embora.

Eu estava chateada é verdade, mas não sei porque cheguei a sentir um certo alívio por não ter mais ninguém quebrando alguma coisa na minha casa.O alívio durou pouco. Sem precisar de qualquer ajuda "profissional", o microondas quebrou, a máquina de lavar roupas de tanto pular acabou rompendo o cano de despejo da água inundando tudo em volta e agora a conexão com a internet deu "pau".

O microondas, depois de um mês com várias visitas do técnico, foi declarado oficialmente morto. A máquina de lavar, teve o cano consertado e agora seus pulos são sempre monitorados por quem estiver mais próximo. Quanto a conexão com a internet, passei horas no telefone tentando resolver o problema através do "suporte técnico". Eu suportei todas as indicações que o técnico me dava por telefone, mas não obtive qualquer resultado. Tive que esperar três dias para que a Oi, descobrisse se o problema era deles ou meu. Eu não tinha qualquer dúvida quanto a isso, mas... Enfim o técnico chegou e, depois de muitas tentativas disse que estava tudo OK. O pior foi que eu acreditei. A conexão foi restabelecida, mas o roteador foi literalmente zerado nas suas configurações. Dá para acreditar? Reclamei com o técnico que, dessa vez, disse que o problema era realmente meu.

Tem horas que parece que tudo conspira para acabar com a sua tranqüilidade...

Eu fazendo minhas arrumações de fim de ano, enquanto tudo se desarrumava ao meu redor.

Eu já tinha passado por isso há muitos anos atrás. Lembro também que naquela época passava por um momento bastante delicado da minha vida, e tudo _geladeira, microondas, freezer e computador_, literalmente tudo  quebrou. Quando reclamei com um amigo ele me disse:

_Será que o que voce está chamando de revolta não pode ser apenas a idade limite dos aparelhos? Pensa nisso!

Ele tinha razão. Tudo o que tinha quebrado estava com a idade bem avançada para um aparelho, só que eu não tinha notado.

Tirando a conexão com a internet e o roteador, posso dizer que tudo o que quebrou recentemente também já estava na terceira idade.

Gozado como a gente se acostuma com a idéia idiota da posse significar imortalidade. Esquecemos que na verdade nada possuímos neste mundo e imortal só a alma, é o que dizem.

As vezes, quando resistimos às mudanças internas ou externas, o mundo material (ou espiritual, não sei) nos lembra que tudo tem seu fim: aparelhos eletro eletrônicos acabam, idéias podem mudar, amores ou amizades podem passar, pessoas queridas que se vão para nunca mais voltar, a juventude dessa é melhor nem comentar, o hoje, ah o hoje...

Tudo passa ou acaba um dia, não dá para controlar.

Das perdas que tive na vida, com certeza essas últimas nem deveriam ser computadas. São aborrecimentos, não problemas.

Daquelas que realmente foram muito doídas, procuro tirar sempre algum aprendizado. Acho que o maior deles é que devemos VIVER, SUGAR e APROVEITAR com todas as nossas forças o momento presente, porque ele é o presente que Deus escolhe carinhosamente todos os dias para nos dar!

Bom HOJE para todos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Arrumações de Fim de Ano




Adoro fazer arrumações de fim de ano. Aqui em casa, todo ano muitas vezes em novembro, começo uma grande e minuciosa faxina geral. Não sei dizer quando essa mania minha começou. O que importa é a sensação gostosa de limpeza, leveza e bem estar que me traz.
Geralmente começo pelos armários de roupa:
  • Retiro todas as roupas que estão penduradas, e separo-as em cima da cama;
  • Retiro as gavetas com as roupas e tudo e vou empilhando-as no chão;
  • Limpo então o espaço livre do armário. Como o meu é de madeira, passo uma flanela sequinha e depois um pano com lustra móveis;
  • Espalho flores de cravos para espantar traças (que aqui tem demais) e dar um cheirinho especial no armário. É barato, natural e não faz mal a saúde;
  • Como aqui em casa é muito úmido, separo as roupas de frio, casacos de couro, camurça ou lã e os coloco no sol, juntamente com sapatos e bolsas;
Aí vem a parte mais complicada:
  • Começo a analisar cada peça de roupa quanto ao seu estado e vou colocando em uma sacola aquelas que já estão um pouco surradinhas;
  • Vejo quantas vezes vesti cada peça nos últimos dois anos. Tenho o costume de virar o cabide ao contrário cada vez que uso uma peça, isso facilita muito a avaliação anual. É incrível como guardamos peças de roupa que muitas vezes usamos uma única vez e nunca mais a buscamos. Aquelas que não foram muito usadas vão para a sacola também.
  • Todo mundo tem aquelas roupas de estimação. Uma blusa linda, mas que não cabe em você há anos, um sapato maravilhoso que deixa seu pé em chamas ou uma peça de antiguidade que você usava para ir à praia quando o seu corpo era perfeito e jovem. Esqueça. Até você emagrecer a roupa maravilhosa já saiu de moda, te juro que seu pé não vai emagrecer com o passar dos anos e aquele biquíni, bem, é melhor abafar o caso, não é? Coloque tudo isso sem dó na sacola também.
  • Separo então as roupas que vou pendurar por cores, por estação e por função. Pendurando as lisas agrupadas e separadas das com estampas;
  • Nas gavetas, faço rolinhos com as peças de malha, pois assim tenho uma visão muito melhor das minhas opções.
  • Com os sapatos, bolsas, bijus e complementos, faço a mesma coisa. Não uso muito, sacola neles!
Já terminei a arrumação dos armários de roupas. Este ano, enchi três grandes sacolas e as doei para uma instituição de caridade. Estou feliz com o meu armário arrumadinho e com a sensação de que aquilo que não me servia mais fará a diferença para alguém.

Meu próximo passo será arrumar o armário das roupas de cama, banho e mesa.

E você, já começou a sua arrumação de fim de ano?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ouvidos de Abano




Conversando com minha filha um dia desses, um comentário seu ficou ressoando em meus ouvidos:

"Mãe, eu costumo escutar os problemas de todos os meus amigos e faço isso com carinho. Porque então que ninguém parece querer me escutar quando preciso desabafar?"

Não sei se é genético, acredito que não. Mas o fato é que, tanto ela quanto eu, parecemos ter "ouvidos de abano", enormes, daqueles que se enxerga a longa distância...

Quando minha filha era pequena e eu ia buscá-la na casa de alguma amiguinha, na saída, inevitavelmente, sem que eu perguntasse qualquer coisa ou tivesse grande intimidade com a mãe em questão, acontecia a sessão de desabafo. E aí eram desfiados os mais diversos problemas, da empregada que não estava fazendo seu serviço corretamente até questões bem íntimas da família. Geralmente eu percebia que a intenção não era trocar idéias, ouvir conselhos ou respostas ao que estava sendo dito, mas sim apenas falar, falar e falar. Com o tempo, e a infância é um período longo, aprendi que minha função ali era apenas ouvir, ouvir e ouvir amorosamente aquela pessoa que provavelmente não tinha com quem falar.

Sinto que isso sempre foi assim. Na minha infância, adolescência, juventude e também agora na meia idade, meus ouvidos sempre estiveram e continuam receptivos, abanando por aí...

Geralmente, quando entro em um taxi de repente o motorista, depois de um comentário banal sobre o tempo ou sobre o engarrafamento, começa a me contar tudo sobre sua vida, sem que eu tenha dado qualquer espaço para isso. Quando estou em uma fila de banco e alguém vira para trás e reclama do atendimento, já sei que este é o sinal de que a estória não vai parar por aí. Às vezes chega até a ser engraçado. Em uma dessas ocasiões, uma senhora de uns sessenta anos cumpriu todo o ritual inicial e quando se sentiu íntima  o suficiente me disse:

_ Sabe de uma coisa minha filha, quando você não se cuida e olha primeiro para si mesma, acaba como eu... Eu estou sempre querendo agradar marido e filhos: faço seus pratos favoritos, cuido para que estejam com suas roupas bem passadas, pago as contas e, no meio disso tudo, ainda tento ser mãe e esposa amorosa. Sabe o que acontece?

_Não. Respondi. E, se me lembro bem, essa foi a segunda e a última palavra que ela me permitiu pronunciar.

E ela continuou:

_ No fim do dia eu acabo me sentindo "A Escrava Exausta" (em referencia a uma novela que era exibida na época que se chamava "A Escrava Isaura").

Nesse meio tempo, graças a Deus a fila andou e ela foi chamada para o caixa que estava livre, pois tive que me conter muito para não rir do seu aparente senso de humor. Mas guardei sua expressão e costumo usá-la de quando em vez até hoje.

No entanto, meus "ouvidos de abano", não funcionam só com desconhecidos na rua ou com pessoas que, apesar de estarem no meu dia a dia, não me são verdadeiramente íntimas. Com pouquíssimas exceções, também costumo escutar os problemas de meus amigos com muito carinho, sem julgamento e com muita atenção, mas raramente sou ouvida nos meus momentos difíceis.

Lembro-me de que quando o meu pai faleceu, depois de me ver consolando o médico que deu a notícia, desisti de atender os telefonemas de pêsames, já que acabava acalmando as pessoas que teoricamente deveriam estar me confortando.

Tenho duas grandes amigas, uma de infância e outra que conheci já casada. Outro dia ouvi de uma delas que, como passei muito tempo sem telefonar, ela sabia que eu devia estar com problemas. É verdade, geralmente quando estou com problemas tendo a me "encaramujar", a fim de tentar resolvê-los ou pelo menos aceitar a convivência com eles caso não encontre nenhuma solução naquele exato momento. Eu nunca tinha percebido que agia assim. Agora vejo que essa atitude deve ser uma defesa que construí ao longo dos anos, quando sinto que não tenho condições de consolar ninguém e ao mesmo tempo calar sobre o que estou sentindo.

Como minha filha, eu também gostaria de uma troca de vez em quando. Ouvir que aquele momento ruim vai passar logo, mesmo que seja uma mentira carinhosa, usada apenas para me dar força. Afinal, tudo um dia passa, não é mesmo?

Não consigo acreditar que as questões existenciais de qualquer ser humano sejam o resultado da atitude de alguém. Na minha verdade, são conseqüências do comportamento dele mesmo. Por isso e a partir do comentário da minha amiga, sei que posso continuar ouvindo sem que precise calar o que sinto, só depende de mim.

Não sei se o que descobri a meu respeito se aplicaria também a minha filha. Por mais que eu me identifique com seus momentos solitários, o que posso fazer por ela é muito pouco na visão de qualquer mãe: ouvir, conversar, estar disponível e dar colo quando ela pedir. Como Khalil Gibran disse: "Sois os arcos dos quais seus filhos, como flechas vivas, são arremessados". Portanto, ao menos racionalmente, sei que a solução sempre será dada por ela.

Quanto a mim, a plástica para a correção dos meus "ouvidos de abano", já está nos meus planos. Pretendo torná-los mais proporcionais a minha boca.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Bolo de Caneca - Variações Sobre o Mesmo Tema

    

 Minha querida amiga Dinah enviou-me varias opções para o Bolo na Caneca.
Obrigada querida!


A brincadeira é que você bate os ingredientes na própria caneca com um garfo e põe no micro-ondas por 3 minutos. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro.


Bolo de Caneca
Versão Básica
Você prepara na própria caneca que irá consumir e em apenas 3 minutos no micro-ondas.
Ingredientes
- 1 ovo pequeno;
- 4 colheres (sopa) de leite;
- 3 colheres (sopa) de óleo;
- 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó;
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar;
- 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo;
- 1 colher (café) rasa de fermento em pó.
Maneira de fazer
- Coloque o ovo na caneca e bata bem com um garfo. Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais. Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até encorpar. Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.
Dicas: A caneca deve ter capacidade de 300 ml. A medida de colher é sempre rasa. Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente.


Bolo de Chocolate
Ingredientes
- 2 canecas com capacidade de 150 ml;
- 1 gema;
- 6 colheres (sopa) de leite condensado;
- 1 colher (sopa) de manteiga;
- 1 colher (sopa) de leite;
- 2 colheres (sopa) de chocolate em pó;
- 5 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada;
- 1 colher (café) de fermento químico;
- 1 clara batida em neve.
Cobertura
- Leite condensado misturado com chocolate em pó a gosto.
Maneira de fazer
- Em uma tigela ponha a gema, o leite condensado, a manteiga, o leite e o chocolate em pó. Bata com batedor de arame vigorosamente por 3 minutos. Acrescente a farinha de trigo e o fermento, e misture bem. Junte a clara em neve e incorpore à mistura, mexendo com delicadeza. Distribua nas canecas e asse por 25 minutos, a 180 graus em forno preaquecido. Se preferir, asse-o em forno micro-ondas. Nesse caso, apenas 3 minutos em potência máxima bastam. Retire do forno e, enquanto ainda estiver quente, faça alguns furos com um palito e despeje o leite condensado misturado com o chocolate. Decore como quiser.
Rendimento: 2 porções.


Bolo de Laranja
Ingredientes
- 1 ovo;
- 3 colheres (sopa) de óleo;
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar;
- 4 colheres (sopa) de suco de laranja;
- 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo;
- 1 colher (café) de fermento químico.
Cobertura
- 2 colheres (sopa) açúcar de confeiteiro;
- 3 colheres (chá) de suco de laranja.
Maneira de fazer
- Coloque o ovo na caneca e bata com o garfo. Adicione o óleo, o açúcar e o suco de laranja e misture. Agregue a farinha, o fermento e misture até uniformizar. Leve por três minutos ao micro-ondas em potência máxima.
- Cobertura: Junte tudo e cubra o bolo.
Dica: Vale trocar o suco de laranja pelo de limão. Mas, para essa substituição, em vez de 4 colheres (sopa) do sumo da laranja, use 2 colheres (sopa) do limão, pois o sabor é mais acentuado.
Rendimento: 1 porção.


Bolo de Leite de Coco
Ingredientes
- 1 ovo;
- 2 colheres (sopa) de leite de coco;
- 2 colheres (sopa) de leite;
- 3 colheres (sopa) de óleo;
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar;
- 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo;
- 1 colher (sopa) rasa de coco ralado;
- 1 colher (café) de fermento químico.
Cobertura
- 2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro;
- 3 colheres (chá) de leite de côco;
- Côco ralado.
Maneira de fazer
- Despeje o ovo inteiro na caneca e bata. Em seguida, junte o óleo, o açúcar, o leite de coco e misture bem. Acrescente a farinha, o fermento e mexa até a massa ficar uniforme. Leve por 3 minutos ao micro-ondas na potência máxima. Cubra o bolo e polvilhe coco ralado.
Dica: Depois de preparar a massa, passe manteiga e polvilhe farinha em outra caneca e despeje a massa. Assim, o doce não gruda e não quebra ao desenformar.
Rendimento: 1 porção.


Bolo de Fubá com Goiabada
Ingredientes
- 1 ovo;
- 3 colheres (sopa) de óleo;
- 4 colheres (sopa) rasas de açúcar;
- 4 colheres (sopa) de leite;
- 2 colheres (sopa) rasas de fubá;
4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo;
- 1 colher (café) de fermento em pó.
Cobertura
- 2 colheres (sopa) de goiabada;
- 1 colher (sopa) de água.
Maneira de fazer
- Derrame o ovo na caneca e bata com o garfo. Acrescente o óleo, o açúcar, o leite e o fubá e misture. Coloque a farinha de trigo e o fermento e mexa até dar o ponto. Leve por 3 minutos no micro-ondas em potência máxima.
- Cobertura: Pique a goiabada, junte a água e ponha no micro-ondas por 1 minuto. Espalhe sobre o bolo.
Dica: Em vez de goiabada, cubra o doce com geléias de sabores diferentes.
Rendimento: 1 porção.


Bolo de Cenoura
Ingredientes
- 1 cenoura pequena;
- 1 ovo;
- 3 colheres (sopa) de óleo de milho;
- 1 pitada de sal;
- 3 colheres de açúcar;
- 4 colheres (sopa) rasa de trigo.
Cobertura
- 1 colher de Nescau;
- 1/2 colher de manteiga;
- 1 colher de açúcar;
- 1 colher de leite.
Maneira de fazer
- Raspe a cenoura e corte em pedaços pequenos, coloque no processador, junto com o óleo e o ovo. Bata até a cenoura ficar bem triturada. Coloque na caneca, o trigo, o açúcar e o fermento, junte a cenoura batida e misture bem. Meu micro-ondas é antigo, acho que mais forte, 2 minutos foi o tempo exato.
- Cobertura: Misture tudo numa xícara (chá) e leve ao micro-ondas por 40 segundos. Retire, bata bem deixe esfriar e cubra o bolo.


Caneca de Pão de Queijo
Ingredientes
- 1 ovo pequeno;
- 4 colheres (sopa) de leite;
- 3 colheres (sopa) de óleo;
- 1 pitada de sal;
- 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado;
- 4  colheres (sopa) de polvilho azedo;
- 1 colher (café) de fermento em pó;
- Margarina para untar.
Maneira de fazer
- Bata todos os ingredientes no liquidificador, e unte a caneca com margarina, coloque esta mistura até a metade da altura da caneca e leve no microondas por 3 minutos em potência média retire e polvilhe o queijo parmesão para decorar.
Rendimento: 2 canecas.


Caneca de Bolo Salgado
Ingredientes
- 1 ovo pequeno;
- 4 colheres (sopa) de leite;
- 3 colheres (sopa) óleo;
- 4 colheres (sopa) de farinha de trigo;
- 1 colher (café) de fermento em pó;
- 1 pitada de sal;
- 1 fatia de queijo mussarela;
- 1 fatia de peito de peru;
- 1/2 tomate picado sem semente;
Orégano e queijo parmesão para decorar.
Maneira de fazer
- Misture todos os ingredientes menos a decoração numa caneca de 300 ml, misture bem e leve no microondas em potência alta por 3 minutos e decore com orégano e queijo parmesão e folhas de salsinha.
Rendimento: 1 caneca.


Caneca de Pudim de Leite Condensado
Ingredientes
- 1 lata de leite condensado;
- 1 1/2 lata de leite;
- 3 ovos;
- Gotas de baunilha para perfumar.
Calda
- 6 colheres (de sopa) de açúcar;
- 6 colheres (de sopa) de água.
Maneira de fazer
- Em um recipiente misture os ingredientes do pudim (pode ser manual ou no liquidificador) misture bem os ingredientes e reserve. Para calda coloque o açúcar e água, leve ao microondas por 3 minutos em potência alta, coloque a calda na caneca e coloque a mistura na metade da caneca, faça isso em 4 canecas, leve uma de cada vez ao microondas por 3 minutos em potência alta. Decore com um pouco de calda.
Rendimento: 4 canecas.


Caneca de Petit Gateau
Ingredientes
- 3/4 lata de leite condensado;
- 3/4 de caixa de creme de leite;
- 3 ovos pequenos;
- 1/2 lata de chocolate em pó;
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo;
- 1 colher (café) bem rasa de fermento em pó;
- Margarina para untar.
Ganache
- 100 g de chocolate ao leite;
- 70 ml de creme de leite;
- 1 saco de confeitar descartável.
Decoração
- 4 bolas de sorvete;
- Folhas de hortelã;
- Calda de chocolate.
Maneira de fazer
- Bata  todos os ingredientes em um liquidificador, coloque a mistura ate a metade da altura da caneca, já untada com margarina, e com o saco de confeitar coloque no meio da massa crua um pouco do ganache, leve ao microondas por 3 minutos. Sirva com uma bola de sorvete de creme e folhas de hortelã.
Rendimento: 4 canecas.

Experimentem e depois digam o que acharam.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Filtro Solar - por Pedro Bial



Na voz de Pedro Bial, esse texto maravilhoso e sensível fica melhor ainda.
Aproveitem!

“Guia da Vida para Graduandos”


No último programa Fantástico de 2003, exibido pela Rede Globo de televisão, ouviu-se o discurso musicado "Filtro Solar", na voz de Pedro Bial, que acabou virando um grande sucesso desde então.
A autora do texto é a colunista do jornal americano Chicago Tribune, Mary Schmich, que o publicou em sua coluna no dia 1º de junho de 1997.
Originalmente o título da crônica era "Advice, like youth, probably just wasted on the young" [Conselhos, assim como juventude, provavelmente desperdiçados pelos jovens] e propunha que qualquer pessoa com mais de 26 anos escrevesse um discurso intitulado "Guia da Vida para Graduandos".
Filtro Solar era o discurso da própria Mary Schmich.

Filtro Solar
Senhoras e senhores da turma de 2003:
Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
usem o filtro solar!
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação
é tão eficaz quanto mascar chiclete
para tentar resolver uma equação de álgebra.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
aos 22, o que fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Dance.
Brother and sister
Together we'll make it through
Someday your spirit will take you
And Guide you there
I know you've been hurting'
But I'll be waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out
Whenever I can
Everybody's free...
Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite!


Escreva o seu tambem!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Dança das Mil Mãos Realizada por Bailarinas Surdas



Essa dança lindíssima, é chamada de "A Dança das Mil Mãos-Guan Yin" e é realizada por 21 bailarinas surdas e mudas.

Para conseguir a grande coordenação que é necessária, elas seguem os sinais dos coordenadores nas quatro esquinas do cenário.A sua primeira grande apresentação internacional foi em Atenas, na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de 2004 e, desde então, já viajaram a mais de 40 países.

Este vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.É um belíssimo exemplo de disciplina, força de vontade e superação.

Tudo é possível quando o desejo é forte e o coração está cheinho de amor.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Efeito Sombra




Enfim terminei de ler O Efeito Sombra. Seus três autores, Deepak Chopra, Marianne Williamson e Debbie Ford, assinam respectivamente suas três partes.

Sombra é um conceito criado por Carl Jung e refere-se a tudo aquilo que projetamos nos outros ao mesmo tempo que negamos em nós mesmos. São qualidades e defeitos que nos chamam atenção nos que estão a nossa volta, exatamente porque são representantes de parte de nós mesmos que ainda não conhecemos muito bem ou que não aceitamos.

Sabe aquela pessoa que te irrita profundamente e que você sente uma antipatia gratuita?

Pare e preste atenção, pois provavelmente ela é a representante de aspectos seus que há muito você vem guardando no canto mais escuro e escondido da sua personalidade.

E aquela que você admira muito, mas que sabe que nunca conseguirá ser como ela?

Boa notícia, ela também é uma representante de aspectos da sombra da sua personalidade e, exatamente por isso você acredita que não os possui.

Acolher a própria Sombra, com suas qualidades e defeitos, é conseguir a própria integridade. Pense nisto!

Para nos ajudar nesta caminhada Deepak Chopra, no primeiro capítulo do livro, comenta os aspectos da Sombra Social. Marianne Williamson e Debbie Ford, falam sobre a Sombra Pessoal e como fazer as pazes com ela.

O capítulo que mais gostei foi o segundo escrito por Marianne Williamson, que utiliza uma linguagem fácil e cheia de sensibilidade.

domingo, 28 de novembro de 2010

Eu te critico e não te aceito, mas você não tem nada a ver com isso!






De todas as coisas que podemos experimentar o que mais nos assusta e mobiliza é aquilo que traz como resultado a mudança, o inesperado. Não importa se a transformação em questão é para o melhor ou para o pior, mesmo assim ficamos apavorados. E isso não é apenas uma questão psíquica, uma mania pessoal, na verdade nosso cérebro reage muito mal a qualquer modificação na rotina das nossas vidas.

Já perceberam que tendemos a sentar sempre no mesmo lugar, até mesmo dentro de casa?

Fala a verdade, quantas vezes você já observou sua sala de um ângulo diferente?

Algumas pessoas passam anos indo aos mesmos restaurantes e pedindo os mesmos pratos. Outras usam o mesmo itinerário para ir e vir do trabalho, independente do tráfego ou das muitas alternativas. Existem pessoas que fazem sempre o mesmo programa, que se hospedam sempre no mesmo hotel, que convivem sempre com as mesmas pessoas, que se interessam sempre pelas mesmas coisas, que conversam sempre sobre o mesmo assunto, que fazem amor sempre do mesmo jeito...

É engraçado porque reclamamos muito da rotina, mas parece que não conseguimos viver sem ela. Quando alguma coisa não sai exatamente como imaginamos ou como estamos habituados, ficamos estressados. E isso se aplica a tudo em nossas vidas. Parece que ao mesmo tempo em que a rotina nos aborrece, ela nos acalma e relaxa.

Quantas vezes estamos nos preparando para um encontro maravilhoso com aquela pessoa maravilhosa, felizes da vida e, repentinamente, bate um friozinho na barriga porque percebemos que não temos o menor controle sobre o que vai acontecer. Será que ele vai aparecer? Será que ele vai gostar de mim? E se ele disser isso, o que eu faço? E se ele não fizer aquilo, como vai ser?

Mas, só para me situar:

Sobre o que exatamente temos o controle nesta vida?

Sobre praticamente nada, não é mesmo?

Quantas vezes nosso próprio corpo nos surpreende?

É uma unha que quebra no momento exato de sairmos para aquele jantar formal com o chefe, uma dor de barriga que nos surpreende na rua ou uma célula boazinha que um dia enlouquece.

Quantas vezes dizemos justamente aquilo que juramos nunca falar?

Quantas vezes silenciamos, porque nos escapam palavras ou nomes que não conseguimos lembrar?

No "Livro Tibetano do Viver e do Morrer", Sogyal Rinpoche diz que "(...) queremos tão desesperadamente que tudo continue como é, que teimamos em acreditar que as coisas ficarão sempre do mesmo jeito. Mas isso é faz-de-conta".

Quando nos damos conta da imprevisibilidade e da impermanência em nossas próprias vidas, costumamos lançar mão de alguns artifícios nada eficientes. A negação é o primeiro deles. Se finjo que não vejo e acredito, não existe e pronto. Este é o slogan da negação. Assim, quando finjo que não vou morrer, acredito que sou imortal. Quando roubo a idade, acredito que sou mais jovem.Quando finjo que sou perfeita, acredito que os outros me respeitarão.

Caso a negação não seja suficiente, tendemos a compensar o mal estar com rituais ou simpatias. Nesta segunda opção, eu acredito que se fizer sempre tudo daquele mesmo jeitinho, não poderá dar errado. Se eu assistir o jogo do Brasil sentada no mesmo lugar, usando a mesma camisa, o placar será à nosso favor. E quando um "estraga prazeres" me diz que isso é besteira, porque o Brasil tem chances de perder, rapidamente respondo: "Bate tres vezes na madeira e sai para lá urubu!"

E assim vamos. Caiu sal na mesa? Joga um punhado para trás. Precisa de dinheiro? Vira o ano de amarelo.Está sozinha? Bota o coitado do Santo Antonio de castigo, de cabeça para baixo, que rapidinho um candidato aparece. Para olho gordo, galho de arruda, sal grosso e olho de boi. Visita chata, sogra ou vizinha faladeira, nada melhor do que vassoura atrás da porta.

Quando a negação e os rituais falham, rapidamente direcionamos nossa artilharia pesada para o outro. Sim, justamente aquele que está mais próximo, logo aí ao seu lado, não importa se na fila do banco ou sob o mesmo teto...

E criticamos, analisamos, criticamos novamente e finalmente determinamos como eles devem viver suas vidas. Reparamos o quanto uma vizinha engordou, envelheceu ou rejuvenesceu (artificialmente, é claro!). Arrasamos aquele que chega rápido ao auge profissional, desconfiando da sua capacidade. Ao mesmo tempo em que acusamos de preguiçoso o que não foi tão bem assim. Uma mulher determinada e forte, é mandona ou até machona. Um homem doce, pode ser um gay que ainda não saiu do armário...

Enfim, projetamos no mais próximo a sombra de nós mesmos, os nossos temores e as nossas falhas.

Em uma de suas músicas Caetano diz: "Eu te amo, mas você não tem nada a ver com isso."

Eu diria: Eu te critico e não te aceito, mas você não tem nada a ver com isso!

Na verdade, nenhuma dessas defesas resolve o verdadeiro problema. É como se fossemos armados de Bala Juquinha combater o tráfego no Complexo do Alemão, depois de passar uma vida inteira negando sua existência...

A única arma eficiente e o único ritual realmente mágico é o nosso olhar sobre nós mesmos. Ter coragem e se perguntar diariamente porque temos tanto medo, o que podemos fazer por nós e porque o outro nos incomoda tanto é o único caminho. A perspectiva muda, é claro. Dá trabalho, não resta dúvida. E assusta também, pelo que já falamos, mas a mudança é sempre para melhor!

No "Bhagavad Gita", A Sublime Canção, Krishna diz a Arjuna:

"Aceitando prazer e sofrimento, ganho e perda, vitória e derrota com a mesma serenidade de espírito, entra na peleja e não percarás!"

Em tempo: quem fala (ou escreve, no meu caso) é o primeiro a ouvir as próprias palavras...

domingo, 21 de novembro de 2010

“Quando Eu Crescer, Quero Ser Igual a Voce”




Ontem eu estava assistindo a última temporada da série "Desperate Housewives" e uma cena especial chamou minha atenção. Gabrielle Solis (interpretada por Eva Longoria Parker) tem duas filhas gordinhas e desajeitadas. A mais velha, Juanita, olha-se no espelho e compara sua imagem com a de sua mãe na capa de uma revista de moda. Na tentativa de ficar tão bonita quanto ela, a menina de mais ou menos uns dez anos, enche o rosto de maquiagem e vai para a escola, sem que Gabrielle veja o estrago. Na cena seguinte, a mãe é chamada pelo diretor e as duas voltam para casa brigando. Juanita justifica-se dizendo que as coleguinhas não acreditavam que ela, feinha e gorda, poderia ser filha legítima de Gabrielle e diz: "Mãe eu só queria ser como voce!"


Minha mãe sempre foi uma mulher lindíssima. Vaidosa e exuberante, vestia-se de acordo com a "última moda". Quando entrava em algum restaurante ou loja, sempre chamava a atenção por sua beleza e elegância. Lembro-me de observá-la enquanto se arrumava para sair com meu pai. Na época, era comum as mulheres usarem cílios postiços e ela os colocava com extrema arte. Eu adorava seus vestidos e sua coleção de sapatos. Gostava de mexer em sua caixa de maquiagem escondida, tentando imitá-la. Certa vez, subi na bancada do banheiro para fuçar sua maquiagem e, gordinha e desajeitada como Juanita, acabei perdendo o equilíbrio. Por instinto segurei na porta de espelho do armário e fui bancada abaixo com espelho e tudo. Fiquei com um corte enorme na perna, mas minha maior preocupação era com a bronca que ia levar por estar mexendo em seu santuário e ainda ter quebrado aquele espelho.

Além da beleza, minha mãe também fugia do padrão em termos de comportamento. Conviveu com um grupo de artistas plásticos quando solteira e aprendeu escultura, em uma época na qual os artistas eram vistos como marginais e "moça de família" não se envolvia com eles. Não gostava de ser chamada de "tia" por meus amigos (esse era o tratamento padrão na época), nunca admitiu que eu a chamasse de senhora e jamais abdicou de sua parceria com meu pai para ser apenas "a mãe dos filhos dele".

Comandou a obra de nossa casa, convivendo diretamente com os operários e, mesmo depois da casa pronta, era quem resolvia os problemas que surgiam. Era comum meu pai ligar para casa do trabalho e ser informado que ela estava no telhado resolvendo um problema qualquer com o bombeiro. A manutenção de nossa casa sempre esteve em suas mãos, das questões mais funcionais como vazamentos, pintura, consertos, até a organização de jantares elegantes e servidos "à francesa".

Econômica nunca foi. Administração financeira não era o seu forte, o que às vezes enlouquecia meu pai. No entanto, gastar no seu dicionário era uma arte e ela tinha talento para isso.

Em dezembro, minha mãe vai fazer 84 anos e continua com uma jovialidade invejável. Não pensem que eu estou falando daquela velhinha simpática, dócil e risonha que assiste novela e faz tricô para os netos. Não, definitivamente ela não faz esse tipo!

Ela continua a mesma, ou quase...

Sua memória, que nunca foi grande coisa, piorou bastante. Mas o dia do cabeleireiro e do pagamento da pensão nunca são esquecidos.

Depois que meu pai faleceu em 2005, aprendeu a duras penas o valor do dinheiro. Hoje, separa seus pagamentos em envelopes e cumpre com seus compromissos. Tivemos muitas discussões quanto a sua forma de lidar com o dinheiro e, nesse período de adaptação, confesso que passei por muitos sustos, mas vamos levando...

Usa salto alto o tempo todo (para total desespero do seu ortopedista) simplesmente  porque os considera "mais confortáveis". Lê o jornal "de cabo a rabo" e devora livros, mesmo sendo quase cega da vista direita e enxergando pouquíssimo com a esquerda. É fã do Roberto Ávila e todo o domingo assiste ao seu programa, para depois comentá-lo comigo.

Com a audição bastante prejudicada, não raro advinha o que é dito, só para não dar o braço a torcer. O que algumas vezes, admito, se torna até engraçado.

Cuida da sua casa praticamente sozinha, arruma armários, determina o cardápio, cozinha quando necessário, faz compras e, ainda hoje, é comum encontrá-la no jardim de cócoras retirando folhas secas ou transplantando mudinhas.

Anos atrás, eu costumava achar que essa mania de dizer que com a idade as pessoas ficam mais sábias era um mito oriental. Eu observava os idosos a minha volta sempre reclamando, criando caso, cultivando dores e espalhando impaciência. Mas com minha mãe o que para mim era mito se tornou realidade. Seu gênio difícil foi amenizando com o passar dos anos. Acredito que as dificuldades que vivemos depois da perda de meu pai, fizeram-na aprender a distinguir os problemas reais dos aborrecimentos normais do dia a dia. Hoje ela é uma pessoa muito mais suave. Nunca a ouvi reclamar de uma dor. Quando tenta fazer alguma coisa e não consegue, apenas diz: "acho que estou ficando velha". E continua mesmo assim.

Eu espero mãe, que você não fique velha nunca e que, quando eu crescer, possa ser como você!

Suflê de Banana com Canela




Recebi de uma amiga e passo para voces:
Ingredientes 2 bananas médias
1 colher (chá) de adoçante culinário em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 clara de ovo

Modo de preparoAmasse as bananas com um garfo e reserve. Depois, bata as claras em neve firme. Junte delicadamente às claras a banana amassada e coloque em refratário. Leve ao forno preaquecido (a 180°C) até crescer e dourar.
Depois, retire do forno, salpique o adoçante e a canela e sirva ainda quente.

sábado, 20 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dr. Bezerra de Menezes




"Solidários, seremos união.
Separados uns dos outros seremos pontos de vista.
Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."
Bezerra de Menezes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Para Afastar os Mosquitos da Dengue – Opção II




Regina, minha prima querida, enviou-me por e-mail outra sugestão para afastar os mosquitos da Dengue. É uma opção esteticamente mais bonita sem deixar de ser barata e ecológica.
Façam como na foto, enterrem alguns cravos em meio limão e espalhe pela casa, especialmente no quarto de dormir. A ação repelente dura enquanto o limão estiver bom.
Vejam, experimentem e depois me digam o que acharam.
Obrigada Regina,
Beijos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Porque que tudo tem que ser como antes?




Porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
Mesmo assim, esperamos que tudo seja sempre igual.
Queremos ser as mesmas pessoas, ter a mesma agilidade e o mesmo entusiasmo.
Sonhamos com os mesmos corpos, a mesma face, a eterna juventude...
Desejamos ter as mesmas pessoas, sentir como antes o coração aos pulos como acontece com os amantes.
Aspiramos possuir o mesmo tempo de antes, como se ele pudesse ser parado e, numa fração de segundo, conseguíssemos viver o intervalo de anos, décadas, só que com mais intensidade.
Mas, porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
A vida é movimento, nós somos movimento, a fila anda!
Não somos os mesmos, crescemos, experimentamos o mundo, aprendemos, vivemos, sobrevivemos.
Nossos corpos não têm mais muita flexibilidade e por isso mesmo não deveríamos forçar nossos pescoços olhando tanto para trás. O que devemos e podemos fazer é exercitar nossas mentes e adquirir novas habilidades.
Talvez nossa vista esteja cansada de ver o que está perto, o conhecido. Provavelmente o que ela precisa é de um horizonte mais amplo. Esticando bem os braços na direção do mundo, tudo fica mais nítido!
Na face trazemos o registro do caminho que traçamos em nossa vida. É como um álbum de fotografias dos melhores e dos piores momentos. É claro que ninguém quer mostrar seus piores momentos, muito menos registrá-los no Facebook. Mas, os melhores momentos também deixam marcas e o que seríamos sem eles?
Se ainda convivemos com os mesmos amores, mas nosso coração não vive aos pulos por eles, talvez seja porque já se sente aconchegado, acolhido, amado.
Definitivamente não temos mais o mesmo tempo de antes. Na verdade, nunca tivemos tempo algum. O nosso tempo é AGORA, neste minuto, AQUI, neste ponto da vida. Este é o nosso melhor momento!
Não, tudo não tem que ser como antes!
Seria muito monótono se assim fosse.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma História de Fracassos?



 
Era um homem que:
Faliu no negócio com 31 anos de idade.
Foi derrotado numa eleição para o Legislativo com 32 anos.
Faliu outra vez no negócio aos 34 anos.
Vivenciou a morte de sua namorada aos 35 anos.
Teve um colapso nervoso quando tinha 36 anos.
Perdeu a eleição com idade de 38.
Perdeu as eleições para o Congresso aos 43, 46 e 48 anos.
Perdeu uma disputa para o Senado com a idade de 55.
Fracassou na tentativa de tornar-se vice-presidente aos 56 anos.
Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos.
Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos.
Este homem era Abraham Lincoln.

Muitas vezes nos sentimos desanimados, fracassados porque as coisas não saíram exatamente como tínhamos planejado. Que tal encararmos esses momentos complicados como um treinamento, um condicionamento para nos tornarmos mais fortes e um dia chegarmos lá?

 

sábado, 13 de novembro de 2010

Cozinhando a Vida – Flor de Maio




Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha.
Gosto de misturar temperos, sentir muitos cheiros, deixar o tempo passar.
Gosto de cozinhar a vida, descascando pensamentos, processando sentimentos, deixando os olhos arderem até chorar.
Gosto de colher de pau, ralador e panela de ferro, mas sinto que só cozinho de verdade quando quero.
Muitas vezes faço arroz com feijão no domingo e crio pratos complicados em plena segunda-feira, quando não tenho ninguém para me acompanhar.
Gosto de fazer o que me dá na telha, inventar misturas, sem fazer frituras e sem medo de errar.
Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha, fazer alguma coisa só minha, lembrar daquilo que tinha e sonhar.
Na cozinha viro criança, me sujo de farinha, faço lambança e quase nunca saio sem me queimar.
Às vezes passo do ponto, erro na mão e esqueço a receita básica da vida: levar tudo em fogo brando ou em banho-maria para não desandar.
Mas gosto de parecer alquimista, um pouco cozinheira e um pouco artista, sem saber aonde vou chegar.
Gosto de ir para cozinha, às vezes gosto de ser mulherzinha e ter um colo para relaxar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Felicidade – Fernando Pessoa




"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Honrar a Si Mesmo - Nathaniel Branden




"De todos os julgamentos pelos quais passamos na vida, nenhum é mais importante do que o que fazemos de nós mesmos, porque esse julgamento toca o centro de nossa existência. Nenhum aspecto significativo de nosso pensamento, motivação, sentimento ou comportamento deixa de ser afetado pela nossa auto-avaliação.

O primeiro ato de honrar a nós mesmos é a afirmação do consciente: a escolha de pensar, de estar consciente, de dirigir a luz da busca da consciência para fora, em direção ao mundo, e para dentro, em direção ao nosso próprio ser. Não fazer esse esforço é errar no nível mais profundo de nós mesmos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a pensar independentemente, viver de acordo com nossa própria mente, e ter a coragem de assumir nossas próprias percepções e julgamentos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a saber não somente o que pensamos, mas também o que sentimos, o que queremos, precisou, desejamos, o que nos faz sofrer, do que temos medo ou raiva e a aceitar nosso direito de viver essas emoções. O oposto dessa atitude é a negação, o repúdio, a repressão o auto-repúdio.

Honrar a si mesmo é preservar uma atitude de auto-aceitação o que significa aceitar quem somos, sem opressão ou castigo próprio, sem nenhuma pretensão sobre a verdade de nosso ser, pretensão destinada a enganar aos outros e a nós mesmos.

Honrar a si mesmo é viver autenticamente, é falar e agir a partir de nossas mais profundas emoções e convicções.

Honrar a si mesmo é recusar a aceitar culpas não merecidas, e a fazer nosso melhor para corrigir as culpas em que possamos ter incorrido.

Honrar a si mesmo é comprometermo-nos com nosso direito de existir que se origina do conhecimento de que nossa vida não pertence a mais ninguém, e de que não estamos aqui na terra para viver segundo as expectativas de outras pessoas. Para muitas pessoas, esta é uma responsabilidade assustadora.

Honrar a si mesmo é estar apaixonado pela própria vida, apaixonado pelas possibilidades de crescer e sentir alegria, apaixonado pelo processo de descobrir e explorar nossas potencialidades humanas.

Por isso podemos começar a ver que honrar a si mesmo é praticar o amor próprio no sentido mais elevado, mais nobre e menos compreendido dessa palavra. E isso, devo dizer, exige enorme independência, coragem e integridade. Precisamos amar a nós mesmos e comprometer-nos conosco. "O amor que damos e recebemos, será engrandecido pelo amor que damos a nós mesmos."


(Nathaniel Branden)

Armadilha Caseira contra Mosquito da Dengue



Matéria do Bom Dia Rio:
rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347­258-9101,00.html

Armadilha caseira contra Aedes aegypit:


Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito. A invenção é do professor Maulori Cabral, da UFRJ.

Prevenir a dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não deixar pneus, embalagens e recipientes que podem acumular água jogados nos terrenos são cuidados importantes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypit. Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.

A invenção é do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ensina como fazer.

Para construir uma Mosquitoeira genérica (mosquitérica) é muito simples. O segredo é a motivação para executar as 10 etapas apresentadas a seguir:

1. Junte os seguintes materiais: uma garafa pet de 1,5 ou dois litros; uma tesoura; uma lixa de madeira nº 180; um rolo de fita isolante preta; um pedaço (7 x 7 cm) de tecido chamado micro tule, também conhecido como véu-de-noiva; quatro grãos de alpiste ou uma pelota de ração felina;

2. Tire a tampa da garrafa e, com um jeitinho especial, remova o anel do lacre. Este será usado como componente da sua mosquitérica;

3. Dobre o pedaço de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre como presilha. Esta fase exige o jeitinho especial, pois é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca. Para melhorar o visual, você pode aparar o excedente da malha que ficou aparecendo;

4. A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes. Antes de iniciar o corte, amasse a garrafa até obter uma dobra. Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;

5. Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca. Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;

6. Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica e preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica. Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo. Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da Mosquitoeira;

7. Chegou a hora de começar a montagem da mosquitérica: encher a parte do copo com água até o nível; colocar o alimento (quatro sementes de alpiste trituradas ou a pelota de ração felina) dentro d'água; posicionar a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo.

8. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;

9. Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d'água e, em poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na mosquitérica. De agora em diante, observe-a todos os dias, acrescentando água à medida que esta for evaporando. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou sementes adicionados. As larvas eclodem do ovo, no estágio 1 e crescerão passando pelos estágios 2, 3 e 4, até se transformarem em pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.

10. Você pode saber se as larvas que apareceram são da espécie Aedes aegypti. Use o foco de luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade, ou seja, se demonstrarem o fotatactismo negativo, são Aedes aegypti. Então, você pode ter certeza, tem alguém na redondeza criando esses "bichinhos", como animais de estimação (mascote).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Elvira Amrhein – A Pintora dos Anjos




Elvira Amrhein nasceu na Alemanha em 1957 e deve ser uma criatura muito especial!
Suas pinturas são belíssimas, suaves e de uma intensidade de sentimentos magnífica. Quem gosta de arte e ama os anjos como eu, deve visitar seu site oficial e apreciar sua arte!



http://elvira.amrhein.free.fr

Anjos






A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..

Essas criaturas especiais são citadas nos livros sagrados de várias religiões, como Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Os egípcios, assim como os essênios e os babilônios, também mantinham registros sobre a aparência e as funções dos anjos.A palavra anjo vem do termo grego angelos e do latim angelu que significam "Mensageiro", os gregos também os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Em hebraico a palavra utilizada para designar anjo é Malaki, que também significa mensageiro.

Independente da fonte pesquisada, a função dos anjos é basicamente a mesma, intermediar as relações entre Deus e os homens, proteger a natureza e, no caso dos anjos da guarda, orientar e proteger os homens no seu dia-a-dia, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um.No Antigo Testamento é possível encontrar inúmeras citações sobres as intervenções dos anjos. No Novo Testamento, eles estiveram presentes nos momentos mais marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.


A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:
  • Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência.
  • Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
  • Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música.
  • Dominações, que têm o governo geral do universo.
  • Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
  • Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
  • Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
  • Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
  • Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.
Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico:
  • Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
  • Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
  • Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
  • Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
  • He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
  • Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
  • Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
  • Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
  • Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Segundo os estudiosos mais ortodoxos do assunto, a aparência angelical é na verdade uma interpretação humana de uma imagem difusa de grande luz. As asas seriam apenas energia e a impressão de que eles voam se daria pela velocidade de seus movimentos. "Anjos não voam e muito menos têm asas, eles são pura energia e volitam!", dizem.

Bem, eu particularmente amo a imagem tradicional dos anjos e prefiro vê-los com asas. Sou verdadeiramente fascinada por essas criaturas. Na minha casa tenho inúmeros anjinhos que foram adquiridos por mim e tantos outros que me foram dados por amigos que me conhecem o suficiente para saber das minhas manias.
Gosto de pensar que cada um de nós tem seu Anjo da Guarda, seu Mentor. Aquele espírito especial que nunca desiste de nós ou se cansa de tentar nos ajudar.

Acredito que seja uma tarefa extremamente difícil, já que sabem o que seria melhor para nós, mas precisam respeitar nosso ritmo de aprendizado, nossas teimosias e nosso livre arbítrio.Lembro-me de uma amiga comentando sobre a teimosia de seus filhos: "Infelizmente livre arbítrio não se "caça" e isso me dá uma agonia danada!"

Imagina só a agonia de nossos companheiros invisíveis ou será que espíritos superiores a nós não se agoniam, só esperam pacientemente que um dia encontremos nosso verdadeiro caminho?Não tenho idéia de como o meu Anjo se chama, se é alguém que já conheci em outras vidas ou alguém que resolveu ficar do meu lado só por amor. Mesmo assim, agradeço por essa "presença" discreta e peço desculpas por não percebê-la mais vezes.