As Mulheres Sempre serão Flores em Qualquer Estação da Vida



As mulheres sempre serão flores em qualquer estação da vida!

Algumas são botões, outras estão começando a florescer.
Há aquelas que são promessas de cores esplêndidas e as que já não têm mais o viço do início da floração.
Há mulheres Margaridas, coloridas e leves.
Há as que são clássicas como as Rosas e as Palmas.
As mulheres despojadas são Flores do Campo.
As requintadas são Tulipas e as raras são Orquídeas.
As Flores-de-Maio, são resistentes, resilientes, rústicas, discretas. Dizem até que dão frutos. O que sei é que quanto mais se dividem, mais se multiplicam e florescem no outono.
Este Blog é de todas elas, porque

As mulheres sempre serão Flores em qualquer estação da vida!

Em tempo: os homens tambem são muito bem vindos!

Flor de Maio


Essas são as Mais Belas Flores desse Jardim!

As Mais Belas Flores do Meu Jardim

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dr. Bezerra de Menezes




"Solidários, seremos união.
Separados uns dos outros seremos pontos de vista.
Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."
Bezerra de Menezes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Para Afastar os Mosquitos da Dengue – Opção II




Regina, minha prima querida, enviou-me por e-mail outra sugestão para afastar os mosquitos da Dengue. É uma opção esteticamente mais bonita sem deixar de ser barata e ecológica.
Façam como na foto, enterrem alguns cravos em meio limão e espalhe pela casa, especialmente no quarto de dormir. A ação repelente dura enquanto o limão estiver bom.
Vejam, experimentem e depois me digam o que acharam.
Obrigada Regina,
Beijos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Porque que tudo tem que ser como antes?




Porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
Mesmo assim, esperamos que tudo seja sempre igual.
Queremos ser as mesmas pessoas, ter a mesma agilidade e o mesmo entusiasmo.
Sonhamos com os mesmos corpos, a mesma face, a eterna juventude...
Desejamos ter as mesmas pessoas, sentir como antes o coração aos pulos como acontece com os amantes.
Aspiramos possuir o mesmo tempo de antes, como se ele pudesse ser parado e, numa fração de segundo, conseguíssemos viver o intervalo de anos, décadas, só que com mais intensidade.
Mas, porque que tudo tem que ser como antes?
Não tem.
A vida é movimento, nós somos movimento, a fila anda!
Não somos os mesmos, crescemos, experimentamos o mundo, aprendemos, vivemos, sobrevivemos.
Nossos corpos não têm mais muita flexibilidade e por isso mesmo não deveríamos forçar nossos pescoços olhando tanto para trás. O que devemos e podemos fazer é exercitar nossas mentes e adquirir novas habilidades.
Talvez nossa vista esteja cansada de ver o que está perto, o conhecido. Provavelmente o que ela precisa é de um horizonte mais amplo. Esticando bem os braços na direção do mundo, tudo fica mais nítido!
Na face trazemos o registro do caminho que traçamos em nossa vida. É como um álbum de fotografias dos melhores e dos piores momentos. É claro que ninguém quer mostrar seus piores momentos, muito menos registrá-los no Facebook. Mas, os melhores momentos também deixam marcas e o que seríamos sem eles?
Se ainda convivemos com os mesmos amores, mas nosso coração não vive aos pulos por eles, talvez seja porque já se sente aconchegado, acolhido, amado.
Definitivamente não temos mais o mesmo tempo de antes. Na verdade, nunca tivemos tempo algum. O nosso tempo é AGORA, neste minuto, AQUI, neste ponto da vida. Este é o nosso melhor momento!
Não, tudo não tem que ser como antes!
Seria muito monótono se assim fosse.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma História de Fracassos?



 
Era um homem que:
Faliu no negócio com 31 anos de idade.
Foi derrotado numa eleição para o Legislativo com 32 anos.
Faliu outra vez no negócio aos 34 anos.
Vivenciou a morte de sua namorada aos 35 anos.
Teve um colapso nervoso quando tinha 36 anos.
Perdeu a eleição com idade de 38.
Perdeu as eleições para o Congresso aos 43, 46 e 48 anos.
Perdeu uma disputa para o Senado com a idade de 55.
Fracassou na tentativa de tornar-se vice-presidente aos 56 anos.
Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos.
Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos.
Este homem era Abraham Lincoln.

Muitas vezes nos sentimos desanimados, fracassados porque as coisas não saíram exatamente como tínhamos planejado. Que tal encararmos esses momentos complicados como um treinamento, um condicionamento para nos tornarmos mais fortes e um dia chegarmos lá?

 

sábado, 13 de novembro de 2010

Cozinhando a Vida – Flor de Maio




Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha.
Gosto de misturar temperos, sentir muitos cheiros, deixar o tempo passar.
Gosto de cozinhar a vida, descascando pensamentos, processando sentimentos, deixando os olhos arderem até chorar.
Gosto de colher de pau, ralador e panela de ferro, mas sinto que só cozinho de verdade quando quero.
Muitas vezes faço arroz com feijão no domingo e crio pratos complicados em plena segunda-feira, quando não tenho ninguém para me acompanhar.
Gosto de fazer o que me dá na telha, inventar misturas, sem fazer frituras e sem medo de errar.
Gosto de ir para cozinha quando estou sozinha, fazer alguma coisa só minha, lembrar daquilo que tinha e sonhar.
Na cozinha viro criança, me sujo de farinha, faço lambança e quase nunca saio sem me queimar.
Às vezes passo do ponto, erro na mão e esqueço a receita básica da vida: levar tudo em fogo brando ou em banho-maria para não desandar.
Mas gosto de parecer alquimista, um pouco cozinheira e um pouco artista, sem saber aonde vou chegar.
Gosto de ir para cozinha, às vezes gosto de ser mulherzinha e ter um colo para relaxar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Felicidade – Fernando Pessoa




"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

Honrar a Si Mesmo - Nathaniel Branden




"De todos os julgamentos pelos quais passamos na vida, nenhum é mais importante do que o que fazemos de nós mesmos, porque esse julgamento toca o centro de nossa existência. Nenhum aspecto significativo de nosso pensamento, motivação, sentimento ou comportamento deixa de ser afetado pela nossa auto-avaliação.

O primeiro ato de honrar a nós mesmos é a afirmação do consciente: a escolha de pensar, de estar consciente, de dirigir a luz da busca da consciência para fora, em direção ao mundo, e para dentro, em direção ao nosso próprio ser. Não fazer esse esforço é errar no nível mais profundo de nós mesmos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a pensar independentemente, viver de acordo com nossa própria mente, e ter a coragem de assumir nossas próprias percepções e julgamentos.

Honrar a si mesmo é estar disposto a saber não somente o que pensamos, mas também o que sentimos, o que queremos, precisou, desejamos, o que nos faz sofrer, do que temos medo ou raiva e a aceitar nosso direito de viver essas emoções. O oposto dessa atitude é a negação, o repúdio, a repressão o auto-repúdio.

Honrar a si mesmo é preservar uma atitude de auto-aceitação o que significa aceitar quem somos, sem opressão ou castigo próprio, sem nenhuma pretensão sobre a verdade de nosso ser, pretensão destinada a enganar aos outros e a nós mesmos.

Honrar a si mesmo é viver autenticamente, é falar e agir a partir de nossas mais profundas emoções e convicções.

Honrar a si mesmo é recusar a aceitar culpas não merecidas, e a fazer nosso melhor para corrigir as culpas em que possamos ter incorrido.

Honrar a si mesmo é comprometermo-nos com nosso direito de existir que se origina do conhecimento de que nossa vida não pertence a mais ninguém, e de que não estamos aqui na terra para viver segundo as expectativas de outras pessoas. Para muitas pessoas, esta é uma responsabilidade assustadora.

Honrar a si mesmo é estar apaixonado pela própria vida, apaixonado pelas possibilidades de crescer e sentir alegria, apaixonado pelo processo de descobrir e explorar nossas potencialidades humanas.

Por isso podemos começar a ver que honrar a si mesmo é praticar o amor próprio no sentido mais elevado, mais nobre e menos compreendido dessa palavra. E isso, devo dizer, exige enorme independência, coragem e integridade. Precisamos amar a nós mesmos e comprometer-nos conosco. "O amor que damos e recebemos, será engrandecido pelo amor que damos a nós mesmos."


(Nathaniel Branden)

Armadilha Caseira contra Mosquito da Dengue



Matéria do Bom Dia Rio:
rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347­258-9101,00.html

Armadilha caseira contra Aedes aegypit:


Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito. A invenção é do professor Maulori Cabral, da UFRJ.

Prevenir a dengue deve ser uma obrigação de cada cidadão. Não deixar pneus, embalagens e recipientes que podem acumular água jogados nos terrenos são cuidados importantes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypit. Com uma garrafa pet, dessas de refrigerantes de dois litros, é possível fazer uma armadilha que prende e mata o mosquito.

A invenção é do professor Maulori Cabral, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que ensina como fazer.

Para construir uma Mosquitoeira genérica (mosquitérica) é muito simples. O segredo é a motivação para executar as 10 etapas apresentadas a seguir:

1. Junte os seguintes materiais: uma garafa pet de 1,5 ou dois litros; uma tesoura; uma lixa de madeira nº 180; um rolo de fita isolante preta; um pedaço (7 x 7 cm) de tecido chamado micro tule, também conhecido como véu-de-noiva; quatro grãos de alpiste ou uma pelota de ração felina;

2. Tire a tampa da garrafa e, com um jeitinho especial, remova o anel do lacre. Este será usado como componente da sua mosquitérica;

3. Dobre o pedaço de tule e cubra a boca da garrafa. Use o anel do lacre como presilha. Esta fase exige o jeitinho especial, pois é necessário forçar a presilha para alcançar, pelo menos, a segunda volta da rosca. Para melhorar o visual, você pode aparar o excedente da malha que ficou aparecendo;

4. A próxima etapa é cortar a garrafa em duas partes. Antes de iniciar o corte, amasse a garrafa até obter uma dobra. Com o plástico dobrado fica mais fácil cortá-lo. Agora, use esse corte como furo para posicionar a tesoura e cortar o restante da garrafa; Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa;

5. Agora você vai lixar toda a superfície da tampa, que corresponde à face interna da boca do funil, até torná-la completamente áspera e fosca. Essa peça constituirá a tampa da mosquitérica;

6. Para estabelecer a altura ideal do nível da água na mosquitérica e preciso encaixar a tampa, com o bico para baixo, dentro do copo. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na sua mosquitérica. Marque esse nível com um pedaço de fita isolante, bem fino, como se fosse uma linha, colada pelo lado de fora do copo. Essa marca também delimitará o espaço de ar que ficará acima da água, entre as duas peças da mosquitérica, como você viu nas fotos da Mosquitoeira;

7. Chegou a hora de começar a montagem da mosquitérica: encher a parte do copo com água até o nível; colocar o alimento (quatro sementes de alpiste trituradas ou a pelota de ração felina) dentro d'água; posicionar a tampa, de maneira simétrica, com o bico para baixo.

8. Use a fita isolante para fixar as duas peças da mosquitérica e, ao mesmo tempo, vedar o espaço entre a borda do copo e a face externa da tampa;

9. Coloque a armadilha em local fresco e sombreado. Após uma semana, verifique a altura da coluna de água. Se estiver abaixo do nível, complete-a. Com o nível da água mais alto, os ovos que foram depositados na superfície áspera da tampa ficarão dentro d'água e, em poucos dias, será possível visualizar larvas de mosquitos nadando na mosquitérica. De agora em diante, observe-a todos os dias, acrescentando água à medida que esta for evaporando. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou sementes adicionados. As larvas eclodem do ovo, no estágio 1 e crescerão passando pelos estágios 2, 3 e 4, até se transformarem em pupas. Estas, por metamorfose, se transformarão na forma alada de mosquito.

10. Você pode saber se as larvas que apareceram são da espécie Aedes aegypti. Use o foco de luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade, ou seja, se demonstrarem o fotatactismo negativo, são Aedes aegypti. Então, você pode ter certeza, tem alguém na redondeza criando esses "bichinhos", como animais de estimação (mascote).

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Elvira Amrhein – A Pintora dos Anjos




Elvira Amrhein nasceu na Alemanha em 1957 e deve ser uma criatura muito especial!
Suas pinturas são belíssimas, suaves e de uma intensidade de sentimentos magnífica. Quem gosta de arte e ama os anjos como eu, deve visitar seu site oficial e apreciar sua arte!



http://elvira.amrhein.free.fr

Anjos






A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..

Essas criaturas especiais são citadas nos livros sagrados de várias religiões, como Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Os egípcios, assim como os essênios e os babilônios, também mantinham registros sobre a aparência e as funções dos anjos.A palavra anjo vem do termo grego angelos e do latim angelu que significam "Mensageiro", os gregos também os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). Em hebraico a palavra utilizada para designar anjo é Malaki, que também significa mensageiro.

Independente da fonte pesquisada, a função dos anjos é basicamente a mesma, intermediar as relações entre Deus e os homens, proteger a natureza e, no caso dos anjos da guarda, orientar e proteger os homens no seu dia-a-dia, sempre respeitando o livre arbítrio de cada um.No Antigo Testamento é possível encontrar inúmeras citações sobres as intervenções dos anjos. No Novo Testamento, eles estiveram presentes nos momentos mais marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.


A tradição católica dividiu os anjos em três grandes hierarquias, subdivididas cada uma em três companhias:
  • Serafins, que personificam a caridade divina e a inteligência.
  • Querubins, que refletem a sabedoria divina, aliada ao temperamento jovial.
  • Tronos, que proclamam a grandeza divina através da música.
  • Dominações, que têm o governo geral do universo.
  • Potências, que protegem as leis do mundo físico e moral, além de preservar a procriação dos animais.
  • Virtudes, que promovem prodígios e os milagres da cura.
  • Principados, responsáveis pelos reinos, estados e países, preservando também a fauna e a flora, os cristais e as riquezas da terra.
  • Arcanjos, responsáveis pela transmissão de mensagens importantes e pela defesa dos países, pais ou da família.
  • Anjos, que cuidam da segurança dos indivíduos no corpo físico.
Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico:
  • Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
  • Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
  • Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
  • Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
  • He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
  • Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
  • Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
  • Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
  • Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Segundo os estudiosos mais ortodoxos do assunto, a aparência angelical é na verdade uma interpretação humana de uma imagem difusa de grande luz. As asas seriam apenas energia e a impressão de que eles voam se daria pela velocidade de seus movimentos. "Anjos não voam e muito menos têm asas, eles são pura energia e volitam!", dizem.

Bem, eu particularmente amo a imagem tradicional dos anjos e prefiro vê-los com asas. Sou verdadeiramente fascinada por essas criaturas. Na minha casa tenho inúmeros anjinhos que foram adquiridos por mim e tantos outros que me foram dados por amigos que me conhecem o suficiente para saber das minhas manias.
Gosto de pensar que cada um de nós tem seu Anjo da Guarda, seu Mentor. Aquele espírito especial que nunca desiste de nós ou se cansa de tentar nos ajudar.

Acredito que seja uma tarefa extremamente difícil, já que sabem o que seria melhor para nós, mas precisam respeitar nosso ritmo de aprendizado, nossas teimosias e nosso livre arbítrio.Lembro-me de uma amiga comentando sobre a teimosia de seus filhos: "Infelizmente livre arbítrio não se "caça" e isso me dá uma agonia danada!"

Imagina só a agonia de nossos companheiros invisíveis ou será que espíritos superiores a nós não se agoniam, só esperam pacientemente que um dia encontremos nosso verdadeiro caminho?Não tenho idéia de como o meu Anjo se chama, se é alguém que já conheci em outras vidas ou alguém que resolveu ficar do meu lado só por amor. Mesmo assim, agradeço por essa "presença" discreta e peço desculpas por não percebê-la mais vezes.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O que para a Lagarta Parece o Fim do Mundo, para o Mundo é Apenas uma Borboleta!









Finalmente em obras!

Minha casa tem dois banheiros e um lavabo. Mas, desde que nos mudamos para cá, o banheiro social funcionou por muito pouco tempo, uns seis meses no máximo. Primeiro foi a água da pia que começou a rarear até enxugar de vez. Enquanto isso, a parede que divide o banheiro do escritório, parecia capturar toda o líquido que havia desaparecido do banheiro, transformando o arquivo de trabalho numa bucólica cachoeira. Logo depois foi a vez da descarga do vaso que,
segundo o especialista, se tratava de um caso terminal: "Ou quebra tudo e troca os cano, ou a madama arranja outro uso para o vaso". Animador, não é mesmo?

Como o dinheiro andava curto, resolvi usar a criatividade e seguir o conselho do "Tá no Preço" _ este é o apelido carinhoso que demos ao bombeiro que normalmente nos atende por conta da frase que ele mais gosta de usar. Assim, sem qualquer votação prévia, o banheiro antes sem uso passou a ter mil e uma utilidades. Automaticamente passamos a utilizar aquele espaço como depósito de tudo que não sabíamos onde guardar.

Não pensem que eu não contribuía, eu assumo: usei cada centímetro deste novo espaço.

Afinal, em uma casa pequena o metro quadrado liberado está sempre em alta.

Cheguei até a pensar que poderia dar um uso saudável ao lugar. E um dia, num total surto, instalei uma esteira de ginástica entre o vaso sanitário e o chuveiro (não riam alto, por favor!). A princípio pareceu-me perfeito, já que eu poderia me exercitar e fazer sauna ao mesmo tempo...

Pode parecer que não, mas eu sou totalmente influenciada pelo ambiente. Não gosto de bagunça, sou completamente neurótica em relação à estética e preciso me sentir "em casa", aconchegada e protegida de qualquer poluição visual quando estou em casa. Não posso afirmar que o resto da família compartilhe deste meu ponto de vista. Por isso, a fim de evitar confusões, eu mantinha sempre o banheiro com a porta fechada.

Provavelmente meu Anjo da Guarda já não devia mais agüentar minhas reclamações, meus resmungos diários em relação ao caos do meu banheiro/depósito. Eu não agüentaria isto é certo!

Assim, como a vida às vezes parece colocar um bode no meio da sala para que as mudanças aconteçam, o único banheiro da casa que ainda funcionava começou a dar problemas também. A princípio pensei que fosse enlouquecer. Afinal, quem é que entende a linguagem dos anjos?

Primeiro um vazamento alagou por completo meu armário, depois a bomba de pressurização do chuveiro começou a ligar voluntariamente no meio da noite sem que ninguém estivesse usando o chuveiro. Parecia, não, tenho certeza, era mesmo coisa de outro mundo!

Logo surgiram os tradicionais paliativos: a água fria, responsável pela enchente foi desligada e o fio da bomba foi puxado para dentro do banheiro para que pudéssemos desligá-la quando não estivesse em uso. Foi um exercício cerebral e tanto, já que tive que me condicionar a agir como canhota sempre que ia escovar os dentes ou lavar as mãos. A decoração do banheiro também se tornou muito original, pois o fio pendurado na altura exata do rolo de papel conferia um certo charme ao ambiente.

Não posso negar, jogo de cintura e criatividade são característicos da minha família...

Numa noite insone, enquanto reclamava com meu Anjo, me senti exausta e por um instante cheguei a questionar se estava ficando maluca. Afinal, como podemos chamar alguém que lista seus problemas domésticos no meio da madrugada para uma figura duvidosa como um Anjo?

Constrangida com o meu comportamento, silenciei meus pensamentos na esperança de pegar finalmente no sono.

Dizem que quando rezamos falamos com Deus e quando silenciamos somos capazes de ouvi-lo. E foi o que aconteceu. Graças a Deus não ouvi nada (juro!), mas pude perceber o presente que estava ganhando...

Na verdade, o que eu via como catástrofe era uma brecha excelente, um argumento irrefutável para que a obra do banheiro social finalmente acontecesse. Viver com um banheiro causa engarrafamento, mas é superável, agora viver sem nenhum, isso não é possível!

E foi assim que a reforma pôde ter seu início.

Foram três semanas de poeira, quebra-quebra, barulho e muitas reclamações do restante da família.

Todo mundo sabe que uma obra, mesmo que pequena, incomoda muita gente. Mas duas incomodam muito mais!

Eu não tinha percebido, mas na verdade eu já estava em obras há muito tempo e aquele banheiro só intensificou a barulheira da reforma que vinha acontecendo em mim. Aliás, pude perceber mais claramente o quanto o banheiro e eu tínhamos em comum:
  • Nossos usos eram múltiplos
  • Nossas funções eram difusas
  • Nosso ambiente estava caótico
  • Éramos depositários de tudo que ninguém parecia querer guardar
  • E vivíamos de portas fechadas para que a nossa bagunça não incomodasse ninguém que por lá passasse
Durante aquelas três semanas tive a impressão de que nunca tinha me sentido tão identificada com alguém ou com alguma coisa como me via naquele momento.

De uma coisa eu tive certeza: Era tempo de reformar!

Uma amiga minha costuma dizer que "o que para lagarta parece o fim do mundo, para o mundo é apenas uma borboleta!" e essa frase vinha bem a calhar. Eu estava literalmente vivendo o fim do meu mundo, não por causa da reforma do banheiro (isso foi só uma pista, dada pelo meu Anjo provavelmente), mas por conta de tudo que eu vinha acumulando ao longo da minha vida. Por causa de tudo que eu fui um dia e que não poderia mais continuar a ser mesmo que me esforçasse...

Não tenho mais vinte anos, ao contrário, estou na fase em que digo constantemente que conheço alguém ou alguma coisa há mais de vinte anos. Minha cabeça está em constante reforma, meu corpo se reconstrói a cada dia, meus projetos e minhas prioridades disputam cada centímetro quadrado dentro de mim.

Nunca tive crise dos trinta, não me senti desesperada aos quarenta, mas os cinqüenta me trouxeram uma urgência de vida com a qual ainda não aprendi a lidar. Não sei dizer o que causou isso, talvez seja a certeza de que não quero mais ser como aquele banheiro. Ter muitos usos, porque não sei quem sou ou aceitar qualquer coisa que não caiba em outro lugar, isso eu tenho certeza de que não quero mais para mim.

Estou ciente e assumo, como no caso do banheiro, que fui responsável pelo uso que fiz da minha vida, do meu espaço e sei que as brechas foram muitas, mas eu estava ocupada demais com o meu resmungo sem fim para ouvi-las gritar.

Hoje, segundo a minha filha, o tal banheiro é o cômodo mais bonito da nossa pequena casa. Está organizado, funcionando e, principalmente, está sendo o que deve ser: um banheiro!

É isso, exatamente isso que eu quero para mim. Quero reconquistar meu espaço, me permitir sonhar, determinar minhas funções, organizar minhas prioridades sem ser atropelada por aquilo que não preciso ser ou fazer.

Quero não ser apenas a filha, a esposa, a mãe e a profissional, ou tudo isso misturado.

Hoje eu tenho absoluta certeza que quero florescer em pleno outono e finalmente me descobrir simplesmente eu, mulher.

RECEITA PARA MELHORAR
















Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente,
Equilíbrio nos raciocínios,
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz,
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.

José Grosso
Psicografado por Chico Xavier
 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Prece Irlandesa




Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos,
E, até que nos encontremos, de novo...
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!



 
 

Halloween

Dia das Bruxas




O Dia das Bruxas é uma data comemorativa pagã, celebrada todo ano no dia 31 de outubro. Grande parte dos países ocidentais comemora este dia. Essa tradição chegou aos Estados Unidos com os imigrantes irlandeses, em meados do século XIX e é lá que a comemoração é mais representativa.

A história do Dia das Bruxas tem mais de 2500 anos. Este ritual surgiu entre o povo celta, que acreditava que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. A fim de espantar os fantasmas, os celtas  decoravam suas casas com objetos assustadores, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas, etc.

Na Idade Média, este ritual foi condenado na Europa pelo clero que o considerava pagão e "coisa de bruxa". Foi nesta época que a data passou a ser conhecida como Dia das Bruxas. Aqueles que participavam das comemorações eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição. Mesmo assim, o ritual continuava. Como conseqüência, a Igreja resolveu assimilar a festa dando ao ritual características cristãs no intuito de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval. Para tanto, foram criados o Dia de Todos os Santos (1 de novembro) e o Dia de Finados (2 de novembro).


Aqui no Brasil, o Dia das Bruxas surgiu recentemente, a partir da influência que a cultura americana tem sobre nós, advinda dos meios de comunicação e também dos cursos de língua inglesa _que comemoram esta data com seus alunos.

Em 2005, numa tentativa de resgatar e valorizar o folclore brasileiro foi criado pelo governo brasileiro o Dia do Saci, comemorado também em 31 de outubro.

Por estar relacionada em sua origem à morte, a comemoração do Dia das Bruxas tem como símbolos: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Saci, Drácula e Frankenstein.

Ela acabou tornando-se uma festa onde as crianças também participam usando fantasias assustadoras e batendo de porta em porta ameaçando os moradores com travessuras caso não recebam guloseimas. A frase "doçura ou travessura?" é a dica para receberem os docinhos.

Esta parece ser uma forma lúdica de lidar com a morte, transformando um assunto que na nossa cultura é um tabú em uma brincadeira adocicada...










Doçura ou travessura?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tensione seus Músculos e Resista às Tentações!

 

Editora Globo

Lendo a Revista Marie Claire me deparei com uma matéria no mínimo instigante:

"Tensionar os músculos ajuda a controlar impulsos de comer doces, diz estudo"

A revista cita um estudo realizado em parceria entre as universidades de Cingapura e Chicago publicado no Journal of Consumer Research, que afirma que os músculos tensionados, sejam da mão, do braço ou da perna, parecem ter um efeito positivo nas questões que envolvem o autocontrole.

O grupo de pessoas que participou da pesquisa, foi colocado em situações que desafiavam o autocontrole, tendo de suportar dor, beber um remédio de péssimo gosto e resistir a tentações alimentares. Os cientistas responsáveis pelo estudo,  Iris Hung e Aparna Labroo, orientaram parte delas a tensionar os músculos frente às dificuldades. O resultado foi que, em todas as situações, aqueles que forçaram punhos ou panturrilhas tiveram maior controle sobre si mesmos do que os que não o fizeram.

A mesma prática tambem foi eficaz no momento de receber más notícias e comprovou uma relação direta entre o corpo e a mente.
“Essas ações corporais podem servir como recrutas do autocontrole e melhorar o bem-estar dos consumidores”, escreveram os pesquisadores.

No entanto, duas ressalvas foram encontradas no estudo:
  1. O truque só é eficaz quando realizado no momento da decisão - treinar previamente só vai deixá-la cansada.
  2. E a prática só funciona quando a decisão está de acordo com os valores da pessoa.
Agora, quando eu estiver louca por um brigadeiro, antes de ceder a tentação, vou respirar fundo, apertar os pulsos e dizer convicta:
Eu sou mais forte que você!
Não nos custa tentar, não é mesmo?
Depois eu conto os resultados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Cavaleiro de Armadura Reluzente




 

Um cavaleiro, numa armadura reluzente, viajava pelo campo. De repente, ele ouve uma mulher chorando, num minuto ele pega seu cavalo e corre até o castelo, onde ela se acha aprisionada por um dragão. O nobre cavaleiro saca sua espada e mata o dragão. Como resultado, é amavelmente recebido pela princesa.
Quando o portão se abre, é recebido e comemorado pela família da princesa e pelos habitantes da cidade. Ele é convidado a morar na cidade e reconhecido como um herói. Ele e a princesa se apaixonam e iniciam um relacionamento. Um mês depois, o nobre cavaleiro sai em outra viagem. Na volta para o reino, escuta sua bem-amada princesa chamando novamente por ajuda, pois um outro dragão atacava o castelo. Lá chegando, saca sua espada para matar o dragão...Porém, antes de desferir o golpe a princesa grita da torre:"Querido, não use sua espada. Use esse laço, vai funcionar melhor." Ela lhe atira o laço e o instrui como usá-lo.Ele segue suas instruções hesitantemente. Enrola o laço no pescoço do dragão e puxa-o com força, matando-o...Todos festejam. O Rei faz uma grande banquete para comemorar a coragem do mais novo herói do reino. No entanto, o cavaleiro sente que na realidade não fez nada, que de alguma forma o fato de usar o laço em vez de sua espada o faz não se sentir merecedor da admiração da cidade. Depois disso, ele fica um pouco deprimido e esquece-se de lustrar sua armadura.No mês seguinte ele sai para mais uma viagem. Quando ele está para sair com sua espada, a princesa lembra-o de ter cuidado e levar consigo o laço...Ao retornar para casa ele vê mais um dragão atacando o castelo. Naquele tempo, dragão era como formiga hoje em dia, aparecia em qualquer lugar. Ele se precipita com sua espada, mas hesita pensando que talvez devesse usar o laço. Nesse momento de hesitação o dragão sopra fogo e queima seu braço direito. Confuso ele olha para cima e vê sua princesa acenando da janela do castelo..."Use esse veneno!" ela grita "O laço não funciona!"Ela lhe atira um vidrinho de veneno. Ele derrama todo o conteúdo na boca do dragão que ele morre imediatamente.Todos comemoram, mas o cavaleiro se sente envergonhado...No mês seguinte ele faz outra viagem e, ao sair com sua espada, sua princesa lhe recomenda que tenha cuidado e leve o laço e o veneno. Ele fica irritado com a sugestão, mas leva-os por precaução.Ao longo da sua jornada, ele ouve um grito desesperado de uma mulher sendo atacada por um dragão e corre ao seu chamado. Imediatamente sua depressão é suspensa. Agora ele se sente confiante e animado. Mas, quando saca sua espada para matar o dragão, ele hesita de novo, e pensa: "Será que devo usar minha espada, o laço, ou o veneno?"
"O que a princesa diria caso aqui estivesse?"
Por um momento ele fica confuso, mas subitamente lembra-se de como se sentia confiante antes de conhecer a princesa e volta aos dias nos quais só carregava uma espada... E, com uma explosão de confiança renovada, joga fora o laço e o veneno e ataca o dragão como sempre fez: apenas com sua espada.
O dragão é morto e os habitantes da cidade festejam seu novo herói que, orgulhoso, exibe sua espada.
Depois disso, o cavaleiro de armadura reluzente nunca mais voltou para sua princesa. Ele decidiu permanecer na nova vila e acabou se casando, mas só após ter certeza de que sua nova parceira não entendia nada de laços e venenos.

 
Dentro de cada homem há um cavaleiro de armadura reluzente. É preciso que nós princesas entendamos o quanto a admiração, a confiança e o respeito pela maneira de ser e de agir dos nossos cavaleiros, são armas valiosas contra o Dragão do Tempo...

Prece – Fernando Pessoa




Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és Tu e a lua és Tu e o vento és Tu!
Tu és os nossos corpos, as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está Tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o Teu corpo.

Dá-me alma para Te servir e para te amar.

Dá-me olhos para te ver sempre no céu e na terra,
Ouvidos para te ouvir no vento e no mar,
E mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu.

Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos
Nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos
E servir-Te como a um pai.

Que minha vida seja digna da Tua presença.

Que meu corpo seja digno da terra, Tua cama.
Que minha alma possa aparecer diante de Ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol, para que eu Te possa adorar em mim;
E torna-me puro como a lua, para que eu possa orar o Teu nome em mim;
E torna-me claro como o dia para que eu Te possa ver sempre em mim
E rezar-Te e adorar-Te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta Teu.

Senhor, livra-me de mim.


Fernando Pessoa em "O Eu Profundo"

Ditado Quaker



 

"Diante de ventos fortes, que eu seja a grama.

Diante de paredes fortes, que eu seja a ventania."

Ditado Quaker

(grupo religioso de tradição protestante)